sábado, 21 de setembro de 2013

A mídia que esperneia

Quando nossa mídia esperneia pela sua liberdade, acusando o Governo Federal de querer regulá-la, ela tem toda razão. Regular a imprensa significa tirar dela a irresponsável liberdade que permite que minta, que invente, que crie fatos, que influencie a opinião pública contra as autoridades constituídas, que manipule a notícia, que esconda as mazelas da oposição, que privilegie o individualismo capitalista contra ações coletivas de programas sociais do governo. A mídia nacional, com raras e honrosas exceções, a revista Carta Capital é uma delas, banalizou a profissão de jornalista, ridicularizou os antigos e corretos profissionais do ramo, deu-se o direito de manipular fatos, inventar notícias, criar campanhas para desacreditar pessoas. Engajou-se na mais retrógrada organização político-ideológico, aquela que privilegia exclusivamente interesses econômicos de rentismo do capitalismo neoliberal. O jornalista da grande mídia desempenha sua função ostentando a ideologia dos patrões, suas opiniões e preferências. Não tem hoje o jornalista o espírito crítico e imparcial que deveria predominar na independência do desempenho de sua atividade. Não pode assumir compromisso apenas com a isenção na cobertura dos fatos e não pode ter liberdade de expressão, já que sofre censura dentro de sua própria redação. Não lhe é permitida responsabilidade moral pelas informações que coleta e transmite. Nossa pobre – não no sentido material, mas no espiritual – grande mídia não se propõe a realizar um jornalismo crítico, apartidário e pluralista. Critica apenas um lado escondendo as mazelas do outro, opta pela direita reacionária e entreguista como partido e adota atitude de dependência em face de grandes grupos econômicos. Trata notícias e ideias como mercadorias de refugo, sem qualquer rigor técnico. Não acredita na democracia, já que não atende livre, eficiente e diversificadamente a demanda coletiva por informações. Não busca uma relação de transparência com a opinião pública. Pelo contrário, acredita na máxima de que não existe opinião pública e sim opinião publicada. A mídia nacional, que anda e sempre andou a reboque da imprensa estadunidense, condena publicamente qualquer tipo de ingerência do poder do Estado sobre a atividade que exerce, luta contra a censura, em qualquer forma que assuma, mas não considera censura a maneira como edita as notícias, cerceando a liberdade de opinião de seus jornalistas. Não considera censura quando impõe ao seu conselho editorial unicamente os conceitos e diretrizes dos donos da empresa jornalística, os quais são, pela sua natureza burguesa e sectária, unilaterais e partidários da direita. A Constituição de 1988 diz que é “livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”(artigo 5º, inciso IX). Também diz que “nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social” ( artigo 220, parágrafo 1º). No entanto não existe qualquer referência permitindo que crimes praticados por intermédio da imprensa, como os de calúnia e difamação, por exemplo, estejam isentos de punição. Não prevê também a Constituição que órgãos da imprensa estejam isentos de responsabilidade civil e criminal pelos abusos cometidos, abusos e crimes esses que acompanhamos diariamente na mídia nacional, a partir das eleições dos governos populares há pouco mais de dez anos. Regular estas questões precisa alcançar nossa mídia, a fim de frear sua irresponsabilidade no trato das notícias e das palavras. Regular não é censurar. Jeferson Malaguti Soares Administrador de Empresas Ribeirão das Neves-MG

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Avançar Rumo ao Socialismo

Apesar dos avanços em tecnologias, nas telecomunicações, nas ciências, o capitalismo não consegue dar uma resposta adequada à miséria no mundo. A complexidade oriunda da interdependência dos sistemas vitais para o bem-estar da sociedade planetária, é acentuada no sistema financeiro internacional, pela velocidade com que a tecnologia da informação e das comunicações conecta a todos. Apesar disto o sistema financeiro mundial continua míope e ainda não" caiu na real ". O capitalismo aposta suas fichas no liberalismo cruel e irracional. Vai afundar com ele. O capitalismo já nasceu refém da alta finança. Dos bens e do poder que transmitem. O Estado neoliberal é refém do capitalismo. Logo, o Estado é refém dos grandes capitais. Das fortunas. Daí a necessidade de um Estado mínimo exigido pelos donos do dinheiro. A invasão do público pelo privado é evidenciado nas terceirizações de inúmeras atividades do nosso cotidiano. O Estado não emprega, sub estabelece a empregabilidade. A plutocracia se impõe à democracia. O poder político se curva ante os interesses privados e, estes financiam os políticos em campanhas. A fatura depois é alta. Não existe poder político. Existe poder do capital imposto através dos políticos. Os conglomerados poderosos independem do beneplácito do Estado. Pelo contrário, o Estado depende de suas ações. Instituições liberais são permissivas, quando não promíscuas. Nesta rota, as instituições públicas são precarizadas a fim de que as liberais floresçam. Os ricos detém o poder e, como tal, mandam. O capitalismo chegou à graciosa hipocrisia de denominar lobistas, pessoas que se especializaram em corrupção e suborno. Criaram a democracia moderna, onde os representantes do povo, por ele eleitos, não defendem os interesses de seus eleitores. Defendem corporativamente os interesses das grandes empresas que financiaram suas campanhas políticas. Ora, não existe democracia moderna. Existe Democracia e " fim de papo". Na contramão desse capitalismo liberal e cruel, que não se interessa pelo bem estar da humanidade, se contrapõe o socialismo desenvolvimentista, através do nosso Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. Nele, não pregamos o fim do lucro, nem o Estado máximo. Não temos aversão à economia de mercado. Repudiamos o Estado subalterno a interesses do capital. Acreditamos na democracia e não na plutocracia. Lutamos por um povo senhor de seu destino. Pelo Trabalhador de posse do resultado de seu trabalho. Pela soberania nacional, respeitada. Queremos um Congresso e um Judiciário independentes de poderes econômicos. Acreditamos na defesa da ética, da liberdade de escolha. Na ética ambiental.Nos partidos políticos fortalecidos. Nos financiamentos públicos das campanhas políticas. Acreditamos no protagonismo do Estado e não do poder econômico.No protagonismo do povo e não dos políticos. Somos pela regulamentação do espaço midiático, uma mídia democrática. Enfim, acreditamos no conceito purista de democracia: um governo do povo, pelo povo, para o povo. Avançar nas mudanças significa não só olhar em frente, mas agir rumo ao socialismo democrático. Jeferson Malaguti Soares - Ribeirão das Neves - MG

quinta-feira, 21 de março de 2013

SEXO, RELIGIÃO, MEDIEVALIDADE E O PAPADO

Desde os primórdios da humanidade, sexo e religião estiveram próximos um do outro. Muitos cultos pagãos incluíam em seus rituais atos sexuais explícitos. Os gregos adoravam Príapo, o deus do pênis ereto, e seu equivalente romano era o deus Líber, de cujo nome originaram termos como libertinagem, libertino, libidinoso, todos de alguma forma ligados à prática sexual. Mesmo depois da difusão do cristianismo entre os povos, a crença se defrontou com outra religião, muito mais sensual – o Islã. A idéia do paraíso muçulmano privilegia momentos eternos de prazer onde jovens de pureza virginal e beleza resplandecente acariciam até o mais humilde dos crentes. Já os cristãos esperam do paraíso arquitetura celestial, salmos cantados, sermões e o sol brilhando eternamente. Nada de vestais encantadoras. A história da igreja cristã, no entanto, não é tão sóbria como faz parecer. Papas licenciosos, cardeais libidinosos, padres libertinos povoam a Igreja de Cristo desde Pedro até os dias atuais. Sodomia, pedofilia e pederastia faziam e ainda hoje fazem parte do cardápio diário de parte do clero. Escândalos papais Santo Agostinho, que até os 30 anos viveu para fornicações, ao se converter vaticinou: “Nada é tão poderoso para enfraquecer o espírito de um homem quanto os carinhos de uma mulher”. São Jerônimo, quando secretário de Damásio I (século IV), papa que desfrutava dos favores das mulheres mais importantes de Roma, não aprovava o modo de vida dos religiosos de sua época e advertia algumas mulheres virtuosas de que a Igreja Romana, leiga ou clerical, era monstruosamente corrupta e promíscua. Alguns papas nomearam cardeais seus amantes homossexuais ou seus filhos bastardos. Outros assassinaram seus concorrentes ao trono de Pedro. Paulo III (século XVI) prostituiu a irmã em troca do chapéu cardinalício (era chamado de “cardeal mulherzinha” por motivos óbvios). Escolhido papa, foi acusado de usar astrólogos e adivinhos para conseguir se eleger. E o que não dizer sobre Lucrécia Bórgia, iniciada nas práticas mais hediondas de safadezas pelos irmãos e pelo próprio pai, o papa Alexandre VI (Rodrigo Bórgia)? Não obstante, os papas cuidaram de melhorar seu comportamento a partir do início do século XIX. A opinião pública estava mudando. Jornais sensacionalistas começaram a aparecer e eles, os papas, já haviam perdido boa parte de seu poder supra governos na Europa. Nem mesmo a necessidade de serem mais discretos, porém, conseguiu obstar o aparecimento de mais escândalos, como o de Pio VI (final do século XVIII até inicio do XIX), lascivo e incestuoso; Leão XII ( 1823/29), que se manteve no cargo graças a intrigas com cortesãos romanos; Gregório XVI (1831/46), que mantinha um apartamento no Palácio Quirinal, conjugado ao seu, onde se alojavam sua amante e sete filhos; Pio XI (1922/39), que apoiou Mussolini quando da invasão da Abissínia, atual Etiópia e, criticou católicos alemães pelas hostilidades a Hitler; Pio XII (1939/58), que se manteve distante do holocausto contra os judeus, da mesma forma que os papas seguintes mantém-se calados frente ao holocausto contra os palestinos, perpetrado pelos judeus desde 1948. De volta às trevas No entanto, mais adiante, papas como João XXIII (1958) e Paulo VI que o sucedeu em 1963, mostraram-se um pouco mais flexíveis quanto ao sexo, aceitando a famosa “tabelinha” como método contraceptivo, o que permitia desfrutar do sexo como fonte de prazer e amor, um gravíssimos pecado para os papas anteriores. João Paulo I comungava de mesma opinião, mas não teve tempo de aprofundar o assunto, pois morreu um mês depois de empossado. Teoria recorrente sobre sua morte dá conta de que foi assassinado, com uma chávena de chá envenenado, porque pretendia fazer uma faxina no Banco do Vaticano, na época dirigido pelo monsenhor Marcinkus, de péssima lembrança, além de pretender também revisar a HUMANAE VITAE, encíclica publicada em 1968 por Paulo VI que condenava o uso de qualquer anticoncepcional, antes, durante ou depois do ato sexual, além de tratar também de temas polêmicos para a igreja como o homossexualismo. Abro aqui um parêntese para lembrar que o direito canônico proíbe a prática da autópsia em papas. Assassinatos então foram facilitados. Já o papa João Paulo II (1978/2005) foi além, não contestando as teorias anteriores, conservador que era, mas evitando embaraço com temas cruciais para a igreja. Preferiu a omissão. Certamente pode ter sido um homem santo, e isto significa que sua vida não foi tão colorida como a de muitos de seus antecessores. Os cardeais nos legaram então o papa Bento XVI que, além de reafirmar categoricamente, num documento de 131 páginas, todas as restrições medievais da igreja, implicitamente voltadas para o sexo, ainda tentou nos impor a volta retrógrada de missas em latim. Em que século pensou estar o ex-cardeal Ratzinger? O mundo caminha, a fila anda, a tecnologia globaliza os povos, e o papa retroage perigosamente aos tempos obscuros das trevas e da inquisição. Por que Bento XVI, tampouco João Paulo II, não se pronunciaram energicamente contra as atitudes do famigerado homicida presidente estadunidense Bush filho, nem contra o genocídio contra palestinos praticado pelos governos judeus? Certamente porque legislar contra os mais fracos é muito menos perigoso! Com Ratzinger a igreja romana voltou à era medieval. Bento XVI renunciou, derrotado pelas infâmias de sua igreja, descobertas e escancaradas ao mundo. Orgias financeiras e sexuais, mentiras grosseiras, falso puritanismo, homofobia, criminalização do aborto, esquecendo que o aborto em si já consiste em dura punição e que um dos maiores compromissos com a vida é o de sermos corajosos para vivê-la e responsáveis para gerá-la. Um novo papa se nos apresenta os cardeais reunidos na Capela Sistina. Adotou o nome Francisco numa clara alusão à necessidade de a igreja católica realmente optar pelos pobres. Não como figura retórica, mas despida de vaidades e de riqueza absurda enquanto boa parte do mundo morre de fome. Aparentemente começou bem o novo papa, apesar das denúncias de favorecimento à ditadura argentina. Esperemos que assim continue e que a entourage vaticana não o tolha. Lembrem ao papa Francisco que na periferia das grandes cidades e mesmo nas interioranas são raras as igrejas católicas e, quando as há, faltam-lhes padres. Oportunistas ditos evangélicos, na verdade protestantes neopentecostais, aproveitando-se da ausência de templos católicos em localidades humildes, fundam “igrejas” todos os dias com o fim precípuo de espoliar pobres desesperançados. Que não se esqueça também a igreja de Deus que a opção sexual das pessoas não lhes define o caráter e não as torna más ou portadoras do mal. Vide seus antepassados, muitos até canonizados apesar da luxúria. Quem há de atirar a primeira pedra? O papa Bento atirou e foi defenestrado. Com essas atitudes desarrazoadas frente ao mundo moderno, a Igreja Romana se afasta cada dia mais de sua função primordial de apostolado e evangelização, abrindo espaço para aproveitadores de ocasião, esbulhadores de pobres famélicos, desesperançados, esquecidos, à espera de um milagre. Fazem da casa de Deus verdadeiros centros comerciais de espoliação e em alguns casos também de pura libertinagem. Seja bem vindo Francisco e que Deus o proteja da Cúria Católica Apostólica Romana e o livre da doença do conservadorismo, do fundamentalismo e da medievalidade. Jéferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG.

sábado, 2 de março de 2013

SUCATEAMENTO DA POLICIA

O Conselho Nacional de Justiça divulgou pesquisa indicando que 70% dos mandados de prisão emitidos entre 2011 e 2013 ainda não foram cumpridos. Curiosamente, os estados que menos cumpriram os mandados foram Minas, Paraná e Goiás. Curiosamente também, todos estes tres estados são governados pelo PSDB que insiste em economizar investimentos em diversas áreas, inclusive na segurança pública, e gastar cada vez mais em propaganda, cooptando a mídia golpista. Vamos postar esta noticia no Face pessoal... Abraços Jeferson Malaguti Ribeirão das Neves-MG

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A mídia que mente!

Para ser jornalista hoje no Brasil, trabalhando na grande mídia golpista, é necessária uma enorme falta de espírito crítico, além de absoluta subserviência e servilismo aos patrões. Nossos jornalistas usam de eufemismos quando citam qualquer mau feito de tucanos e agregados. É publico que não lhes compete suavizar a informação com palavras que pareçam mais agradáveis. A função do jornalista não é poupar o leitor e sim informá-lo corretamente. No entanto, suavizam quando o assunto diz respeito à oposição e exageram nos adjetivos que impliquem em juízo de valor quando o alvo é o PT. Mesmo quando de editoriais, deveriam saber nossos jornalistas que opiniões sustentadas em fatos são muito mais fortes do que as apenas adjetivadas. Como não têm fatos, adjetivam. Vejam por exemplo o caso da ação penal 470 – adjetivada pela imprensa, pejorativamente, “mensalão”. A Constituição da República garante que todos devem ser considerados inocentes até que sua culpa seja estabelecida pela justiça. Não foi isso que vimos. A todos os indiciados foi imputada culpabilidade antes mesmo de o processo ter inicio no Supremo. E, mesmo depois, quando não foram encontrados indícios dos tais pagamentos mensais, a acusação criminal se estabeleceu baseada na tal presunção de conhecimento do fato que o juiz Joaquim Barbosa inventou de forma atabalhoada. Ainda mais, a imprensa se sente no direito de exigir que os mandatos de parlamentares sejam cassados, mesmo sabendo que se trata de uma intromissão inconstitucional do judiciário no legislativo. Noutro dia, um jornalista da Globo perguntou ao ministro Mantega, ao vivo no Jornal Nacional, se ele acreditava na volta da inflação. Resposta de Mantega, no ar: “ Não acredito, mas TALVEZ possa acontecer com um índice insignificante.” Manchete do jornal O Globo no dia seguinte: Ministro ADMITE a volta da inflação. Insinuação e manipulação dos fatos, características marcantes de nossa mídia hoje. Outra forma de tentar confundir o leitor é através do uso obsessivo da ambigüidade. Duplicidade de sentido de uma palavra ou expressão. Usam para tanto a ausência de vírgulas; posição inadequada de adjunto adverbial; sucessão inadequada de termos, orações ou frases; colocação do pronome “que” em posição que cause dúvida; abuso da preposição “de”. Exemplos: 1) “o governo federal vai aproveitar espaços públicos, como ruas e estacionamentos...” Se a virgula não for usada dá a impressão que os espaços públicos serão transformados em ruas e estacionamentos. 2) Na legenda de uma foto de Lula com sua esposa:” Lula e sua mulher Marise com o pé quebrado, no Parlatório do Palácio do Planalto”. Sem a vírgula poder-se-ia entender que a mulher de Lula quebrou o pé no Parlatório. 3) “ ..um protesto contra a impunidade e a lentidão da justiça” ; a colocação de “impunidade” antes de “ lentidão da justiça” pode dar a entender que houve protesto contra a impunidade da justiça. Melhor seria escrever “ um protesto contra a lentidão da justiça e a impunidade. 4) “ Dilma esqueceu o código de seu cartão de crédito que ela já cancelou” . Ela cancelou o cartão ou o código? Outra forma de colocar a opinião pública contra o governo é omitindo informações. Exemplo: noticia de primeira página hoje (26/02) no jornal Estado de Minas: “ Leão elevou arrecadação em 101% na última década”. Vejam que ficou claro que foi nesses últimos 10 anos que houve o aumento citado – exatamente o período de governos do PT. Em nenhum momento o articulista citou que o acréscimo na arrecadação do Imposto de Renda foi também devido ao aumento na renda do trabalhador, à inclusão de mais de 35 milhões de pessoas na nova classe média, à redução de juros com ganhos de capital. Apenas deixou ao leitor a idéia de que os governos de Lula e Dilma aumentaram as taxas do IR via redução nas deduções para cálculo do imposto. Da mesma forma, quando da análise de acontecimentos, gênero jornalístico que explora diversos aspectos de fatos relevantes e recentes, em especial seus antecedentes e conseqüências, o autor deve se abster de opinar. Deve apenas expor todos os fatos. Esse tipo de artigo é assinado sempre. Mas o que se vê é que os articulistas se esmeram em dar suas opiniões, sempre denegrindo a imagem do governo. Usam fatos até irrelevantes para tal. Enfim, nossos jornalistas fingem desconhecer que a qualidade essencial do jornalismo é a exatidão. A credibilidade de um organismo de mídia depende da exatidão das informações que transmite e da fiel transcrição de declarações. O que vemos hoje é antes de tudo a invenção, o sofisma, a criação de factóides e a interpretação predatória das atividades do governo federal. Como disse Proust: “cada um chama de claras as idéias que estão no mesmo grau de confusão que as suas próprias.” Pobre mídia brasileira, até quando vai malhar em ferro frio? Até quando vai tentar esconder o Brasil dos brasileiros???? Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A mídia escrachada

Ética é um conjunto de valores que nos ensina ou nos força a ter limites. Então qual é o conceito de ética para a mídia golpista brasileira, que insiste em não ter limites quando a finalidade é expor à execração pública os governos populares de Lula e Dilma? Mesmo que ela publique mentiras e crie factóides todos os dias em busca de derrubar um governo legitimamente eleito pelo povo, onde está sua ética? Democracia não é apenas permitir eleições. É principalmente permitir que o povo conquiste sua liberdade. Aqui em nosso país os jornalistas têm absoluta e total liberdade. Liberdade para mentir, inventar, urdir golpes. É livre a imprensa, para inclusive tentar derrubar a democracia, que é o que exatamente parece querer. A experiência dramática de 21 anos de ditadura militar mostrou mais do que nunca como a liberdade de imprensa não pode ser atacada sem grave risco para a estabilidade das instituições democráticas. Essa importante conquista da mídia deve ter apenas como limite a responsabilidade profissional do jornalista, definida em lei e democraticamente votada pelo congresso. Mas os jornalistas brasileiros estão imunes apesar de suas atitudes delituosas, pois não há leis que os regulem. E quando as há encontram no congresso nacional parlamentares de moral diminuta os quais aderem ao espírito corporativo e criminoso de nossa mídia, ensejando benesses escusas no futuro. É motivo de grande inquietação para nós que prezamos os valores tradicionais da democracia, conseguida depois de grandes batalhas e de vidas ceifadas de bravos heróis, presenciar diariamente atitudes rasteiras da imprensa nacional, torcendo pelo o quanto pior melhor. Nossa mídia insiste em estreitos hábitos coloniais que perduram entre os burgueses até hoje. O que vale a pena é somente o que vem de fora. Colocam máscaras para se igualarem, acobertando a hipocrisia, protegendo pessoas cujo único interesse é amealhar riquezas. Nunca antes no Brasil cuidou-se tão a serio os problemas fundamentais do povo. Havia, é verdade, muitas iniciativas particulares e oficiais, porém desordenadas, deficientes, sem qualquer planificação e muito menos resultados palpáveis. O nosso atraso em tudo que se relacionava com a proteção das crianças, por exemplo, colocava-nos a esse respeito no nível dos povos menos cultos da humanidade. Existia no Brasil um problema de família que governos anteriores não quiseram enfrentar por covardia moral. Até que os governos populares de Lula e Dilma se incumbiram de tomar as rédeas e facilitar a todos a busca da cidadania, do orgulho próprio, da liberdade. Governos que procuram defender os menos favorecidos, vítimas até então de constantes abusos e violência dos todo poderosos homens do dinheiro fácil. Governos que criaram uma política de estado de preservação da dignidade dos rejeitados pela classe mais favorecida. Isto, sem tirar um centavo dos ricos, pelo contrário, permitindo que enriqueçam cada dia mais. O problema da burguesia e da mídia dos patrões é que vivem de frente para as belas paisagens e de costas para as favelas e aglomerados onde se amontoam pessoas mais necessitadas. Necessitadas não só de bens materiais, mas igualmente de atenção, carinho e consideração do estado. Querem continuar reinando sem o perigo iminente de aproximação dos famélicos. Mesmo que não estejam dividindo valores materiais, incomoda-lhes dividir espaço em supermercados, viagens aéreas, carros nas vias públicas. Afinal, estão tendo que conviver com as criaturas que mais lhes causa repugnância: os pobres. Honestidade é um artigo muito caro, por isto não a espere de pessoas baratas que estão à frente da mídia brasileira. Essa mídia escrachada, no sentido lato do termo: injuriosa, pervertida, depravada, destrutiva e mendaz. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves - MG

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Comentários Políticos: JUDEUS X PALESTINOS

Há dez anos era realizada em Durban, na África do Sul, a Conferência Mundial sobre o Racismo. Na ocasião foi possível conhecer as posições de lideranças envolvidas no conflito que o sionismo gestou, no momento em que as populações palestinas sofriam com a ocupação violenta e usurpadora de todos os seus direitos básicos. Um debate internacional, do qual fugiram a potência imperialista hegemônica, os EUA, e os representantes do sionismo institucionalizado, o Estado de Israel, os quais se retiraram abruptamente de um dos eventos mais importantes do inicio deste século. Ficou claro que o sionismo é, sim, uma forma de racismo. Caso os judeus tivessem intenção em superar esse estigma, deveriam ter colocado em prática a retirada dos territórios ocupados, e o reconhecido o Estado Palestino Soberano e Independente. No entanto, o que têm feito até hoje, diuturnamente, é exatamente o contrário, invadindo mais e mais territórios árabes, matando indiscriminadamente civis, crianças e velhos. Nada mais ilustrativo desse genocídio do que as palavras do então Ministro da Defesa de Israel, General Moshe Dayan, no inicio da ocupação de 80% dos territórios palestinos em 1967: "Vocês (palestinos) devem continuar vivendo como cães e, qualquer um que queira, pode sair, e nós veremos aonde este processo vai levar...". Também ilustra com clareza, as palavras do jornalista argentino Jacobo Timmerman, um judeu sionista, depois de viver em Telavive, afirmando, em um livro que Israel se tornou uma sociedade autoritária. E pergunta: "O que transformou os judeus em criminosos tão eficientes?". O veredito das urnas nos últimos 50 anos em Israel mostrou um crescimento surpreendente do eleitorado de extrema direita, cujas propostas políticas no final das contas não diferem muito daquilo que os judeus tanto censuraram em Adolf Hitler. Fica cada dia mais evidenciado o grau de degeneração a que chegou o sionismo, colocando sob grave questionamento a tese do “Estado Judeu” e a sua materialização - até o momento, insana: O Estado de Israel. Entre os eleitos estão desde Ariel Sharon, reconhecidamente um criminosos de guerra até mesmo pelos tribunais israelenses, Ehud Barak até Benjamin Nataniahu primeiro-ministro de Israel pela segunda vez ( a primeira foi entre 1996 e 1998), chefe do partido conservador Likud, um dos políticos sionistas que mais contribuíram para a ascensão do nazismo ao poder naquele país. O apartheid em Israel, contra os palestinos, foi gerado pelo sistema utilizado para impor e organizar a repressão, através de uma administração policial-militar das regiões ocupadas. Este sistema dá autoridade ilimitada ao comandante militar da região. A ele, e somente a ele, cabe distribuir salvos condutos para que os palestinos possam se locomover, inclusive para irem a médicos e hospitais, de acordo, unicamente, com seus critérios e pareceres pessoais. Conforme esse tipo de administração, os sionistas determinam a demolição de casas, o comparecimento sistemático de palestinos às estações policiais, a proibição de novas construções para determinadas pessoas – ou em determinadas aldeias e cidades, até regulando o uso da terra. Tudo com a bênção da mídia nacional e internacional, que enxerga apenas nos palestinos a culpa pela miserabilidade que por lá ocorre. Todos os problemas nacionais e coloniais dessa guerra insana se prendem a um só fato: o povo palestino - ainda que faça parte da Nação Árabe – não tem outra pátria que não aquela onde os sionistas tomaram o controle; e o povo israelense, se bem que composto de diversas comunidades, não tem outra pátria do que aquela que tomou aos palestinos. Equacionar a solução desse conflito é o caminho para a paz no oriente médio. Será que Israel, que se tornou um estado belicoso desde sua criação, está disposto a isto? Eis a questão tão aflitiva para o resto da humanidade, que vê nas ameaças sionistas, o proscênio de uma nova e definitiva guerra mundial, principalmente agora que Netaniahu ameaça invadir pela enésima vez a faixa de Gaza, depois de atacá-la com armamento poderoso pelos ares, mesmo infringindo determinação da ONU contrária à ação. Aliás, o que é uma tônica tanto nos EUA quanto em Israel, que somente obedecem as resoluções do Conselho de Segurança da ONU quando é de seu exclusivo interesse. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG