Mostrando postagens com marcador imprensa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imprensa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A hipocrisia da mídia

O que vale para o PSDB não vale para o PT. O que é permitido aos tucanos é negado aos petistas. O que castiga o PT premia os tucanos.Só petistas têm vicissitudes. Virtudes apenas os tucanos. Um mesmo fato é publicado de forma diversa se praticado por petistas ou tucanos. Matreira vulgaridade, vocação predadora, absoluta falta de escrúpulos. Nossa mídia carece de pudor. Tergiversa ante o principal. Valoriza o secundário. O PIG, Partido da Imprensa Golpista, se protege sob o manto do cinismo blindado dos patrões, que promovem a baixaria, a mentira, os factóides, além do tradicional corporativismo da classe. Materializa constantemente o olhar do preconceito. Ignora verdades atemporais. Exagera em digressões e aforismos impertinentes e carregados de afronta. Enfim, é um exemplo claro de receptáculo das intrigas e maledicências da direita. Sofre de uma compulsão obsessiva de desconstruir o lulopetismo, sobrepõe-se ao prazer das vitórias tucanas e, é insaciável no afã de perseguir as esquerdas. A impressão que fica é a de que o cérebro dos donos da mídia está em pleno processo de regressão cognitiva, tamanha é a ideia fixa que desenvolveram contra o povo brasileiro carente. Busca moldar a cultura nacional a um nível rasteiro Não tem respeito pela opinião publica, tenta influenciá-la através da sua opinião publicada. A qualidade das matérias é questionável, quando não visivelmente desprovidas de qualquer valor moral e ético. Desqualifica seus jornalistas. Quanto menos autonomia intelectual e financeira os jornalistas tiverem, melhor para a direita conservadora e burguesa. A profissão de jornalista hoje é vilipendiada pelos donos da mídia. É arrastada para a ignomínia. Estatísticas são manuseadas, o pânico sobre a crise que assola o mundo é espalhado entre os brasileiros, sangue é o que vende, droga, crimes, desastres, o pânico é bem-vindo e ainda estimula a crença sobre o aumento da criminalidade, da impunidade e da corrupção. Inimigos fantasiosos como os comunistas, negros, favelados, islâmicos., são inventados. O jogo político que a mídia quer nos impor está mais para uma banca de feira do que para discussão sadia de ideologias. Apesar de que, ideologia partidária parece desaparecida do cardápio dos partidos políticos. Soluções tímidas para problemas maiores. Projetos pessoais viabilizam alianças de ocasião. A felicidade do brasileiro pobre parece incomodar bastante a burguesia, representada pela mídia nacional. Enquanto isto ela navega num mar de vergonhas e mau-caratismo. Finge crenças e virtudes que não possui. Grassa a hipocrisia. Contubérnio com a direita reacionária, elite que nunca teve pretensão de consolidar uma nação, de acabar com as desigualdades sociais e regionais, de construir uma grande república cidadã. Enfim, nossa mídia está focada no exercício da animosidade, da ambiguidade,da hipocrisia,da agressividade gratuita e irresponsável. Reputações são assassinadas, pessoas são desmoralizadas, impunemente. A mídia tudo pode. À mídia tudo é permissivo. Não fosse sectarismo seria oportuna a frase proferida por Balzac no início do século 19: ”se a imprensa não existisse, seria necessário não inventá-la” Jeferson Malaguti Soares – Ribeirão das Neves/MG

domingo, 25 de dezembro de 2011

Comentários Políticos: Deuses Marginais

Até quando a mídia vai endeusar marginais como o jogador Adriano? Inventam epítetos magnânimos para esses párias, como o de "imperador" , por exemplo. Podemos citar também na música, o "cantor" Belo, com ligações com o tráfico, cantado em versos e prosa na mídia tupiniquim. Sem falar na política onde safardanas como José Serra e Aécio Neves ocupam espaço nobre. Talvez esta seja uma estratégia da imprensa golpista: misturar nossa dignidade e cidadania à desses espectros de gente, a fim de que a cada dia nos sintamos tão pequenos quanto eles.

Jeferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves/MG

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Comentários Políticos: Apelo à mídia mineira

"Minas,são muitas.Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais" a frase é de Guimarães Rosa, mas hoje até parece que Minas são apenas duas. A Minas da mídia mineira, que apresenta uma Minas sem problemas, onde tudo vai muito bem, obrigado, onde o choque de gestão magicamente conseguiu resultados fabulosos, uma Minas verdadeira filial do paraíso. Essa Minas foi conseguida através de gordas verbas publicitárias, que "compraram" a imprensa mineira. Em sete anos de (des)governo do "príncipe" Aécio Neves foram gastos mais de 1,4 bi com a propaganda favorável ao tucano e sonegados mais de 4 bi da saúde pública. A outra Minas é onde nós vivemos, simples mortais.A Minas da educação sucateada, da saúde abandonada, da cidadania ultrajada, dos índices da segurança manipulados, da dívida escandalosamente aumentada, da mentira oficial, dos servidores públicos estaduais vilipendiados. Nesta Minas vivemos nós, pobres mineiros. Na outra Minas vivem os apaniguados de Aécio Neves, mídia inclusa. Minas não tem um projeto de crescimento sustentável,de melhoria na saúde, na educação, nos transportes ou na segurança. Minas tem apenas o PROJETO AÉCIO NEVES.
Vivemos hoje em Minas a mais absoluta e verdadeira censura midiática. Muito pior que a censura imposta durante a ditadura militar.Naquela ocasião os jornais eram obrigados a se calar, a silenciar diante dos abusos. Hoje, as polpudas verbas publicitárias oficiais compraram a adesão da imprensa mineira ao projeto de marketing pessoal e de culto à personalidade do ex-governador.Assim é a Minas de hoje, onde o judiciário , o ministério público e a imprensa foram cooptados ao projeto passoal de Aécio Neves. A Assembléia Legislativa , cuja maioria dos deputados, comprados à base de emendas parlamentares e cargos na administração,vota com o governo, não pode ser chamada de Casa Legislativa. Melhor seria ser chamada de Casa Homologativa da vontade do executivo.
Tudo o que eu escrevi até agora e muito mais,você encontra no discurso do Deputado Sávio Souza Cruz do PMDB, proferido em Março deste ano na tribuna da ALMG. Acesse www.observadoressociais@blogspot.com e assista ao vídeo " Esquizofrenia Política".
A imprensa mineira enterrou os princípios básicos do jornalismo honesto e saudável. Onde foi parar o jornalismo crítico, apartidário e pluralista?Onde estão as atitudes de independência em face a grupos de poder? O que fizeram com a competência profissional do jornalista?
Não tratam com rigor técnico as notícias e idéias.Desprezam a relação de transparência com a opinião pública. Desestimulam o diálogo, a difusão de novas tendências e o desenvolvimento do próprio jornalismo. Do ponto de vista político, a mídia mineira deixa de sustentar a democracia, a economia de mercado, os direitos dos mineiros e foge do debate dos problemas sociais da população. Ela se censura e permite a ingerência do poder do Estado sobre suas atividades, pelo dinheiro. A ética que se dane. Não ficam nem um pouco constrangidos, perderam a vergonha. Quem dita a linha editorial da imprensa em Minas é o executivo. Nela não está contemplada a ética, a isenção na cobertura, a liberdade de expressão, a responsabilidade moral ou todas as versões dos fatos.
A independência econômica e financeira de qualquer empresa jornalística é condição essencial para a sua independência editorial e politica. Os anúncios publicitários deveriam merecer tratamento análogo ao que se dá ao material jornalistico.O interesse do leitor/ouvinte/telespectador, deveria ter sempre prioridade sobre qualquer outro, inclusive o do anunciante. Não se deveria, em nenhuma hipótese, sob pena de se perder a credibilidade, subordinar o trabalho jornalístico aos interêsses, presumidos ou manifestos, de anunciantes. A isto chama-se ética. Isto se aprende em qualquer curso de jornalismo/comunicação social. É lamentável que o universo midiático de Minas Gerais não pense assim.
Em seu texto, a Constituição brasileira garante o acesso de todos à informação.Garante também a liberdade de imprensa, independente de censura, e a livre expressão do pensamento. Não podemos reconhecer legitimidade em nenhuma restrição, legal ou ilegal, que se faça à liberdade de imprensa. Não podemos aceitar que a imprensa seja "comprada" em benefício de quem quer que seja.
Imprensa mineira! Acordai. Levantai sua cabeça. Erga os olhos para seus leitores/ouvintes/telespectadores. Abandone de vez a desonra que a envergonha diante de si própria.
Jeferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves-MG

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Comentários Políticos:Imbróglio da Assembléia Legislativa

Sobre a confusão que houve nesta quarta-feira na ALMG, onde professoras foram intimidadas pelos seguranças da instituição, o apresentador Mauro Tramonte foi muito infeliz quando disse no seu programa, Balanço Geral , desta quinta-feira, 22/09, que o povo não está preparado para a democracia. Inicialmente quero dizer que admiro o Mauro, seu bom humor e sua sempre correta postura frente aos problemas que divulga diariamente. Mas, não posso concordar com o que disse. Quem não está preparado para a democracia são os deputados estaduais ligados ao governador Anastasia. O deputado Dilzon Melo do PTB, teve a audácia de dizer que a área interna da Assembléia é restrita aos deputados e seus assessores. Esse deputado se esquece que a ALMG não é sua casa, mas a casa do povo. O deputado Sargento Rodrigues, do PDT, reclamou que pessoas na galeria do plenário estavam usando termos poucos apropriados para se referirem aos deputados, como ladrões, safados, corruptos, etc...No entanto não vi nenhum deputado do PT, PCdoB ou de qualquer outro partido de oposição ao governo estadual que tenha feito o mesmo reclamo. Certamente porque não se sentiram atingidos.
Quem também não está acostumada com a democracia é boa parte de nossa mídia, que se cala diante dos desmandos que vem acontecendo em Minas desde o primeiro mandato de Aécio Neves. Da mesma forma, partidos como o PSDB,DEM,PP e seus áulicos, estão acostumados a reprimir a democracia.
Além desses, quem também não está familiarizada com a democracia é ´parte do Ministério Publico de Minas e do Tribunal de Contas do Estado.
Repudio a fala do Mauro Tramonte, apesar de tê-lo em alta conta como apresentador.
Repudio o desempenho da maioria que compõe a ALMG no episódio desses mais de 100 dias de greve, legitima, dos professores.
Repudio veementemente a impostura do Sr.Governador do Estado, de nossos Senadores e dos Deputados Federais de Minas, ligados ao senador Aécio Neves.
Repudio a grande maioria da imprensa de Minas, sabuja dos poderosos e por eles encabrestada.
A democracia não pode ser tratada de forma tão vil.

Jeferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Comentários Políticos: O jato do Aécio e o aparelhamento numa estatal mineira

Em tempo de denúncias sobre jatinhos, causa estranheza os jornais nada divulgarem sobre o dono do"AeroAécio" A imprensa poderia investigar e divulgar a história do dono do jatinho do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi aparelhado na presidência da estatal do governo tucano em Minas Gerais.


O senador tucano voa no jato prefixo PT-GAF (foto), avaliado em R$ 24 milhões. A assessoria de imprensa do senador tucano explica que o "Aeroaécio" pertence à empresa de táxi aéreo da família do banqueiro Gilberto de Andrade Faria, ex-dono do Banco Bandeirantes e padrasto de Aécio, falecido há 2 anos. O jato compõe a frota da empresa Banjet Táxi Aéreo Ltda. Os donos da Banjet são Clemente de Faria (filho do ex-banqueiro) e Oswaldo Borges da Costa Filho.
A coisa complica quando o então governador Aécio nomeia um dos donos da Banjet, Oswaldo Borges da Costa Filho, para a presidência de uma estatal mineira: a Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais).
Para piorar, a Codemig atua também junto a mineradoras, e Oswaldo Borges da Costa Filho - empresário de mineração, laureado pelo governo do estado - foi diretor-presidente da Companhia Mineradora do Pirocloro de Araxá, e atualmente ocupa cargo similar na Companhia Mineradora de Minas Gerais.
Tem muita coisa errada aí... Onde o governo tucano de Minas parece viver, não numa república, mas numa corte imperial, numa mistura de família com estado, com cargos e negócios para amigos, que emprestam bens, misturando o público com o privado?

Aécio Neves, cheio de denúncias, que vão desde o uso de psicotrópicos,passando por apreensão de seu veiculo numa blitz da lei seca no Rio, malversação da contabilidade pública das contas de seu (des)governo em Minas, quantidade inexplicável de veiculos importados registrados em sua Rádio Arco Iris, dependencia alcoólica, até o uso indevido de jatinho particular, marcha triunfante em direção à candidatura para a Presidencia da República, incólume e sob a proteção criminosa da mídia mineira.

Jeferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Comentários Políticos: Eleições

As eleições do próximo ano não serão nada fáceis , principalmente para os partidos de esquerda. A mídia tem feito cobertura das mais hidrófobas dos "escândalos" nos transportes, da saída de Pallocci, do Ministro da Defesa, da pasta da Agricultura,na tentativa de manter viva a direita raivosa, neoliberal, travestida de "salvadora da pátria", de "mãe " da ética(sic) e da sobriedade, tal qual arvorado no periodo da ditadura. Aliás, a midia nacional, se pudesse, reconduziria os militares ao poder. É patético ver a imprensa brasileira lutar por partidos e politicos que sequer teem um projeto para o país, teem apenas projetos pessoais. A direita, hoje representada pelo PSDB,PPS,DEM e parte do PMDB, continua rancorosa, autoritária e fundamentalista. Sua opção pelo neoliberalismo está na contra mão da historia recente, onde países como os EUA,Italia,Espanha,Grécia e Portugal amargam mais uma crise economico-financeira. Nossa mídia que está muito mais para Diogo Mainardi e Arnaldo Jabor do que para Mino Carta ou Mauro Santayana, pratica um jornalismo inculto, editorializando noticias, opiniões irresponsáveis,torcendo para o "quanto pior, melhor". Como a direita, sem projetos, nossa imprensa adota o discurso do ódio e do preconceito. Sectária e burguesa, repudia os avanços sociais dos ultimos anos.
Aqui em Minas, Anastasia vai se valer do mesmo recurso usado por Aécio nas eleições de 2010. Promessa de obras, inclusive começando algumas e depois as suspendendo,tão logo passem as eleições. Fora, claro, o apoio irrestrito de grande parte da mídia mineira, mendaz, aética,partidária, dependente das verbas do governo, tendenciosa, provinciana,burguesa e preconceituosa.
Como dizia Einstein,segundo Kaplan: "Época triste a nossa, em que é mais difícil quebrar um preconceito do que um átomo".

PS.:Não se assuste se ficar provado que Nelson Jobim forçou sua saida do governo, a fim de ser candidato a prefeito de São Paulo ou de Porto Alegre, pelo PSDB. Quem viver verá.

Jeferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves/MG.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Comentários Políticos: Aécio e Andrea Neves

Segundo mais denúncias do blog de Marco Damiani_247, o então secretário de Governo de Minas Gerais Danilo de Castro, foi o principal operador do esquema de desvios de recursos públicos, originados do caixa dois da empresa Furnas Centrais Elétricas S/A. Os valores ultrapassaram a cifra de R$ 38.000.000,00 (trinta e oito milhões de reais). Danilo de Castro repassou estes recursos não declarados para vários políticos do Estado de Minas Gerais, incluindo o atual Governador Aécio Neves da Cunha com o valor de R$ 6.575.980,00 (seis milhões, quinhentos e setenta e cinco mil e novecentos e oitenta reais), e para a campanha de José Serra e Geraldo Alckmin com a importância de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais)”.
As denuncias prosseguem:
Foram verbas sequer declaradas na Receita Federal e muito menos no Tribunal Regional Eleitoral, conforme constam nos relatórios que foram encaminhados pelo próprio Danilo de Castro para o declarante que fez as denuncias, Dimas Fabiano Toledo, então presidente da estatal Furnas.”.

Também a irmã do senador Aécio e influente no governo dele em Minas (2003-2010), Andréa Neves é citada em declaração de caixa dois de estatal, registrada em cartório; dinheiro serviria aos candidatos a prefeito do interior nas eleições de 2002Mais valores repassados para o candidato a deputado federal sr. Danilo de Castro, distribuídos aos candidatos ao senado, conforme planilha de desembolso apresentada pelos seus coordenadores de campanhas-MG:
Eduardo Azeredo: R$ 550.000,00 (repasse coordenador); Hélio Costa: R$ 400.000,00 (repasse coordenador); Zezé Perrella: R$ 350.000,00 (repasse coordenador).”
Logo abaixo, a declaração prossegue:
Outros valores repassados para o candidato a deputado federal sr. Danilo de Castro, destinado aos candidatos eleitos a deputados estaduais, federais e suas coligações. Valor: R$ 3.800.000,00. Marcio Rodrigues: R$ 40.000,00; Rafael Guerra: R$ 40.000,00; Eduardo Barbosa: R$ 35.000,00.
Há, ainda, um último ponto sobre os repasses que Dimas fez questão de registrar em cartório – e este ponto faz menção direta a Andréa Neves, irmã do atual senador Aécio e integrante, no governo dele, do Grupo Técnico de Comunicação de Minas Gerais, onde se decidia a destinação das verbas publicitárias do governo estadual. A citação feita por Toledo em sua Declaração é a seguinte:
“Valor avulso repassado para Andréa Neves, irmã de Aécio Neves, para os comitês e prefeitos do interior do Estado-MG. Valor: R$ 695.000,00”.

Aí está o que a mídia mineira e nacional faz questão de esconder, o que. custa muito caro ao povo brasileiro e ao caixa da coisa pública,
divulguem à exaustão para que os mineiros vejam como são enganados pelos governos e políticos tucanos e seus asseclas. Isto sim é uma verdadeira quadrilha.
Jeferson Malaguti

Comentários Políticos: Caixa 2 - R$ 19,2 mi a Alckmin e Serra



Ex-presidente de Furnas registra em cartório que Gilberto Kassab repassou quantia milionária para campanhas tucanas a presidente e governador; teria ficado com R$ 100 mil para a sua

22 de Julho de 2011 às 14:51

Marco Damiani_247 - As campanhas à Presidência da República de José Serra e ao governo de São Paulo de Geraldo Alckmin, em 2002, teriam sido beneficiadas pelo esquema do caixa 2 de Furnas, de acordo com as revelações do ex-presidente da estatal Dimas Fabiano Toledo. É o que consta na Declaração para Fins de Prova Judicial ou Extrajudicial que ele assinou e registrou, em 6 de novembro de 2008, no 23º Ofício de Notas do Rio de Janeiro.
No mesmo parágrafo em que afirma que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, teria recebido R$ 27 milhões e 843 mil reais “dos recursos do caixa dois provenientes empresa Furnas Centrais Elétricas S/A”, Toledo continua:
“Somente na campanha do candidato ao governo do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de José Serra para a Presidência da República foram disponibilizados R$ 19.275.000,00 (dezenove milhões e duzentos e setenta e cinco mil reais). O ex-deputado federal Gilberto Kassab destinou R$ 100.000,00 (cem mil reais) para a sua campanha, conforme consta na Lista de Furnas e no relatório por ele elaborado e sendo assinado posteriormente pelo mesmo”, afirma Toledo.
O ex-presidente de Furnas, no mesmo documento assinado e registrado em cartório, explica como se formou o caixa 2 de Furnas que alimentou diversas campanhas eleitorais em 2002:
“Os esquemas de arrecadação de recursos ilícitos, ocorridos através de licitações fraudulentas e dos superfaturamentos de várias obras públicas, visavam formar o caixa dois, com a finalidade de comprar o apoio de parlamentares e assim criar uma forte base aliada, garantindo os mais variados interesses de políticos, em troca da mesada recebida”, assinala Toledo, para arrematar:
“A presente declaração será aceita e válida para fins de prova judicial ou extrajudicial, assumindo desde já o declarante Dimas Fabiano Toledo pelas responsabilidades e das demais informações aqui prestadas, ciente das penalidades cabíveis e previstas no Artigo 299 do Código Penal Brasileiro”.


Tudo isto está registrado em cartório. Onde está a mídia tupiniquim que só quer saber do mensalão do PT???
Nessa relação de beneficiados do caixa 2 de Furnas está também o senador Demóstenes Torres do Dem e o ex-deputado federal Aécio Neves. Vamos divulgar já que o pig-partido da imprensa golpista não o faz. Jeferson Malaguti Soares...

domingo, 24 de julho de 2011

Comentários Políticos: Jornalismo Independente

"Em jornalismo,produção significa a coleta de informações e imagens,bem como a organização dessa tarefa.O que se busca é a noticia:o fato comprovado,relevante e novo. Quanto mais um fato puder gerar consequencias para o mundo, para a sociedade ou para a maioria dos leitores,mais relevante ele é.Quanto mais inesperado, mais noticioso; quanto maior a força de quem está interessado em ocultá-lo, também." O texto que voce acaba de ler faz parte do Manual da Redação do jornal Folha de São Paulo, editado em 1992.
No entanto o jornal e a quase totalidade da mídia nacional - exceção apenas para a revista Carta Capital - substituiu o conceito de produção em jornalismo para o de "como se produz uma noticia" de acordo com os "nossos"(deles) interesses. Por exemplo, quando se fala em "mensalão" a imprensa se lembra apenas do caso que afetou o PT. Não faz qualquer alusão ao fato de que a jogada foi criada durante o governo do ex-governador Eduardo Azeredo(PSDB-MG) quando de sua tentativa frustrada de se reeleger em 1998. Outro exemplo: a mídia escondeu ou procurou esconder até agora o filho adulterino do ex-presidente FHC com uma jornalista da Globo.No entanto se encheu de pundonores para agredir o candidato Lula no tocante à sua filha, também ilegitima, Lurian Cordeiro. Lula assumiu a filha mas FHC só veio a tratar do assunto agora, quando o rapaz já tem mais de 20 anos, exclusivamente para tratar do sensivel tema do direito à herança. Descobriu-se depois do DNA que na verdade o moço não é filho de FHC, que escondeu durante todos esses anos, não somente o suposto filho, mas suas estripolias extramatrimoniais.
Grande escandalo fez também a mídia quando se descobriu que Fernando Collor tinha um filho extraconjugal.
Causa espanto que uma imprensa sempre tão ciosa de ter seu direito à liberdade de expressão cassado, censurado, suprimido, tenha de livre e espontânea vontade (editorial) desistido de divulgar assunto tão mobilizador de corações e mentes, quanto o do filho de FHC com jornalista da Rede Globo. Já imaginaram quanto custou a FHC e, por tabela, ao país, esconder isso por mais de 20 anos? É bom lembrar que a maior fatia dos gastos com publicidade durante os governos FHC foi destinada às Organizações Globo. Vende-se caro o silêncio na mídia tupiniquim.
Nossa mídia confunde liberdade de imprensa com jornalismo partidário de oposição. O partido da imprensa brasileira, como bem definiu o jornalista Paulo Henrique Amorim, da Rede Record , é o PIG-Partido da Imprensa Golpista.
Como disse Publio Terencio, dramaturgo e poeta romano que viveu entre 185 AC e 159 AC : " O favor gera amigos;a verdade, ódio". Acontece que determinados favores custam muito caro, e os amigos de hoje podem ser os inimigos de amanhã.

Jeferson Malaguti Soares

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Comentários Políticos: Como se manipula uma notícia

O Jornal da Band da última sexta-feira, 24 de Junho, abriu a seguinte manchete na sua chamada de abertura: " O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ATROPELA O CONGRESSO E VAI LEGISLAR SOBRE O INSTITUTO DO AVISO PRÉVIO". A intenção da manchete é clara: acusar o STF de extrapolar de suas funções, de guardião da Constituição Federal, ao invadir e se apoderar das atividades do legislativo.
Vamos à verdade dos fatos:

1-A Constituição Federal de 1988 , em seu artigo 7º inciso XXI, conferiu ao Aviso Prévio status de garantia do contrato de trabalho contra demissões arbitrárias, ao determinar que ele deve ser proporcional ao tempo de serviço do empregado e, no mínimo ser de 30 dias.
2-Todos os artigos e incisos da nova Constituição precisam ser regulamentados pelo Congresso Nacional a fim de serem transformardos em lei.
3-O Congresso, composto na sua maioria de empresários e empregadores, optou por não regulamentar o assunto.Os patrões então passaram a aplicar exclusivamente o mínimo, isto é, 30 dias de Aviso Prévio.
4-Começaram então a serem interpostas diversas ações na justiça que, depois de passarem pelas instâncias inferiores, vieram desaguar no Supremo, obrigando este a julgá-las, depois de longo caminho e espera de mais de 20 anos.
5-Depois de serem julgadas essas ações e determinado pelo Supremo, conforme prevê a Constituição, a proporcionalidade exigida, por exemplo, 5 dias a cada ano de serviço completado ( em 10 anos seriam 50 dias de Aviso), mantendo-se o mínimo exigido de 30 dias, a resolução é encaminhada ao Congresso para que a regulamente.Enquanto o Congresso não colocar na pauta o assunto, prevalece a resolução do Supremo. Assm, os parlamentares se sentirão obrigados a votar a lei no menor espaço de tempo.

Aí está o que a imprensa, se fosse séria, deveria noticiar para esclarecer seus leitores/ouvintes e telespectadoires. Não o faz porque está e sempre esteve ao lado dos poderosos. Principalmente nos tempos atuais em que ela, a imprensa, se esmera em denegrir nossos tres poderes, saudosos que estão os empresários, do regime militar que lhes foi tão promissor e vantajoso.

Mais uma vez cabe aqui o comentário irônico, mas pertinente, de Balzac: " Se a imprensa não existisse,seria preciso não inventá-la".

Jeferson Malaguti Soares

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Comentários Políticos: Dez recomendações básicas que devem orientar o trabalho jornalístico:

1-Realizar um jornalismo crítico,apartidário e pluralista;
2-Adotar atitude de independencia em face de grupos de poder;
3-Tratar notícias e idéias com rigor técnico exclusivamente;
4-Ter relação de transparência com a opinião pública;
5-Não se atrelar a qualquer grupo, tendência ideológica ou partido político;
6-Nunca participar de campanhas para enaltecer ou desacreditar pessoas;
7-Não servir a interesses particulares;
8-Apenas assumir compromisso com a isenção na cobertura dos fatos;
9-Recusar toda e qualquer vantagem pessoal que comprometa o desempenho profissional e
10-Comparar fatos, estabelecer analogias e sempre verificar os dois lados da notícia.

Os amigos internautas pensam que essas recomendações partiram de minha lavra? Ledo engano:
Essas são algumas das dezenas de recomendações básicas que orientam o trabalho do jornal Folha de São Paulo, manual editado em 1992.
Nos últimos oito anos eles devem ter rasgado o manual.
Nenhum órgão da grande imprensa Nacional- tv, rádio, jornal ou revista - seguiu nos últimos anos sequer um dos itens citados acima.
Aqui em Minas o PSDB gastou R$800 milhões nesses oito anos passados, calando a boca da mídia mineira, dinheiro tirado da saúde, da educação, da segurança e do saneamento básico, por conta do famigerado e mentiroso choque de gestão. Aguardem que vamos ter mais quatro anos de boca livre em nossa mídia.

"Dados Internacionais de Catalogação(CIP):
Novo Manual de Redação - São Paulo:Folha de S.Paulo,1992
Bibliografia
I.Folha de São Paulo 2.Jornalismo-São Paulo-(Estado)-Manuais de estilo
92-0430 CDD-079.8161"

Jeferson M. Soares

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Comentários Políticos: Nossa Mídia

1- O CASO BATTISTI:Nossa imprensa não divulga os reais motivos pelos quais Lula não extraditou Battisti. Querem apenas imputar ao ex-presidente a pecha de irresponsável mas, senão vejamos os motivos:
- Battisti nunca admitiu os crimes pelos quais foi condenado à revelia.
-O militar assassinado, segundo as autoridades italianas por Battisti, na verdade foi alvejado por parente de uma vítima do próprio policial no passado, por vingança(provado pelo advogado de Battisti)
-o segundo morto o foi em combate(troca de tiros entre militantes de esquerda , entre eles Battisti, e as forças da direita.)
-os outros dois assassinatos pelos quais condenaram Battisti ocorreram quando o militante encontrava-se no exílio, na França(também provado pelo advogado de Battisti)
-a opinião pública italiana foi sensibilizada pela imprensa local que se voltou contra Battisti e ele sofre ameaça de morte caso volte para a Italia ( existem militares que querem assassiná-lo dentro da prisão, também provado pelo advogado de Battisti).

2-MARCELA TEMER Nossa imprensa, numa atitude indelicada para com Dilma e o próprio Michel Temer, quer transformar a mulher do vice em "nossa Lady Di" ( deu nos jornais). Já tem gente querendo que ela ocupe algum cargo no terceiro escalão do governo.Ora, a imprensa quer com isso:
-fazer o populacho acreditar que a "coisa" mais interessante no atual governo é a beleza da Marcela
-que para os estrangeirois seria muito mais interessante ter Marcela como Presidente do que a "gorducha" Dilma( O Sr.Vittorio Medioli, dono do jornal O TEMPO, um italo-brasileiro,assinou um editorial do seu jornal no dia seguinte à posse, valorizando os "quilinhos a mais" que Dilma havia ganho, ao invés de analisar o conteúdo do seu(dela) discurso, por exemplo)
-tirar o foco da admiração do povo por Dilma Roussef e transferir para Marcela
-expor ao ridículo o fato de Michel Temer ter 70 anos e sua mulher 27
Deve haver mais alguns motivos subliminares que a minha percepção não está alcançando ( não sou psicólogo nem psiquiatra)

CONTINUO AFIRMANDO : ESPERO QUE A MÍDIA META O PAU NA DILMA COMO FEZ COM LULA HAJA VISTA O POVO JÁ ENTENDEU QUE O QUE NÃO AGRADA À IMPRENSA É IMPRESCINDÍVEL AO POVO BRASILEIRO.

Jeferson M. Soares

domingo, 26 de setembro de 2010

A MÍDIA COMERCIAL EM GUERRA CONTRA LULA E DILMA

Leonardo Boff*
Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a mídia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continua achando que lhe pertence (p.16)”.
Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.
Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coronéis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa mídia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da mídia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão social e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituídas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
O que está em jogo neste enfrentamento entre a mídia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocolonial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da mídia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construído com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
*Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra

Escândalos eleitorais da imprensa [da revista Veja]

O que mais impressiona, nos escândalos eleitorais da imprensa, é a paixão e dedicação para manter acesa uma versão mentirosa. Se a mídia nacional tivesse se empenhado no governo FHC, tanto quanto se empenha agora no governo Lula, em busca de escândalos, nós ainda teriamos a Vale,as telecomunicações,a CSN e outras empresas nacionais privatizadas de forma ilicita, e com toda a certeza FHC não teria sido reeleito..
Nesta recente denúncia da revista Veja, contra membros do governo Lula - nunca será a última - estamos diante de um fato insólito, como é mostrado abaixo:

Primeiro - O suposto dono da empresa, que teria pago 6% de propina para o filho da ministra facilitar seus negócios com o Correio, não é dono da empresa, nem sócio, nunca foi empregado, não é parente do dono e muito menos procurador. Fabio Baracat confirma, em nota assinada*, o que diz a empresa Via Net Express**. O pivô da reportagem desmentiu a Veja.

Segundo - A empresa Via Net Express , que teria sido beneficiada por um contrato com os Correios pelo filho da ministra, não possui nenhum tipo de contrato de prestação de serviços com o Correio, nem compra serviços de transporte aéreo, nas aeronaves do Correio.

Terceiro - Sobre o contrato apresentado na reportagem da Veja, a Via Net Express afirma que nunca assinou esse suposto contrato e não conhece a Capital Assessoria, a outra parte, que supostamente assinou o contrato.



Resumindo: O suposto dono da empresa não é o dono, o contrato da empresa com o correio não existe e o contrato entre o filho da ministra e a Via Net Express, publicado na Veja, é falso.




Afinal, o que há de verdade na reportagem da Veja? Nada!

Enquanto isto, o assunto rende e toda a imprensa está cheia de insinuações e suposições. Ao mesmo tempo, a oposição quer convocar a ministra Eunice Guerra para esclarecimentos e Serra faz beiço, cara feia e rosna para Dilma. É tudo muito insótito.

Luiz Fernando Carceroni
Belo Horizonte




*NOTA DE ESCLARECIMENTO [Fabio Baracat]

Fui surpreendido com a matéria publicada na revista Veja neste sábado, razão pela qual decidi me pronunciar e rechaçar oficialmente as informações ali contidas.


Primeiramente gostaria de esclarecer que não sou e não fui funcionário, representante da empresa Vianet, ou a representei em qualquer assunto comercial, como foi noticiado na reportagem. Apenas conheço a empresa e pessoas ligadas a ela, assim como diversos outros empresários do setor.


Destaco também que não tenho qualquer relacionamento pessoal ou comercial com a Ministra Erenice Guerra, embora tivesse tido de fato a conhecido, jamais tratei de qualquer negócio privado ou assuntos políticos com ela.


Acerca da MTA, há 3 meses não tenho qualquer relacionamento com a empresa, com a qual tão somente mantive tratativas para compra.


Importante salientar que durante o período em que mantive as conversas com a mencionada empresa aérea atuei na defesa de seus interesses, porém o fiz exclusivamente no âmbito comercial, ficando as questões jurídicas a cargo da própria empresa e sua equipe.


Inicialmente, quando procurado pela reportagem da revista Veja, os questionamentos feitos eram no sentido de esclarecer a relação da MTA com o Coronel Artur, atual Diretor de Operações dos Correios, em razão de matéria jornalística em diversos periódicos, nesta oportunidade ratifiquei o posicionamento de que embora tivesse conhecimento de alguns assuntos que refletiam no segmento comercial da empresa (que de fato atuava), não podia afirmar categoricamente a extensão do vínculo dela com o Coronel Artur.


Durante o período em que atuei na defesa dos interesses comerciais da MTA, conheci Israel Guerra, como profissional que atuava na organização da documentação da empresa para participar de licitações, cuja remuneração previa percentual sobre eventual êxito, o qual repita-se, não era garantido e como já esclarecido, eu não tinha o poder de decisão da empresa MTA.


Enfim, na medida que a MTA aumentava sua participação no mercado, a aquisição da empresa se tornava mais onerosa para mim, até que culminou, além de parecer legal negativo, na inviabilidade econômica do negócio.


Acredito que tenha contribuído com o esclarecimento dos fatos, na certeza de que fui mais uma personagem de um joguete político-eleitoral irresponsável do qual não participo, porém que afetam famílias e negócios que geram empregos.

São Paulo,11 de setembro de 2010..
Fabio Baracat




Empresa nega prestar serviços aos Correios
14 de setembro de 2010 | 0h 00
Bruno Tavares - O Estado de S.Paulo
A Via Net Express negou ter contratos de prestação de serviços com os Correios ou utilizar as aeronaves da estatal para realização de serviços de transporte aéreo. Em nota oficial**, a empresa afirma ainda desconhecer a Capital Assessoria, empresa que tem como sócio Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.
Reportagem da revista Veja deste domingo exibiu suposto contrato firmado entre a Via Net Express e a Capital. Apontou ainda que as negociações entre as duas empresas foi intermediada pelo empresário Fabio Baracat. "A Via Net não conhece o contrato apresentado na reportagem, não assinou esse contrato, não conhece a Capital Assessoria, não conhece seus sócios, nunca manteve qualquer tipo de relação comercial com a mesma", afirma a nota, assinada pelo advogado Marcos Paulo Baronti de Souza.
Sobre Baracat, o texto diz: "o Sr. Fabio Baracat nunca foi sócio, procurador ou gestor (da Via Net Express) e tampouco pertenceu algum dia ao quadro de funcionários da empresa, fatos esses que podem facilmente ser comprovados".
A nota informa que a Via Net Express utiliza "ofertas das companhias disponíveis no mercado" para o transporte de mercadorias de seus clientes. "A Via Net, diante de todos esses fatos e principalmente das publicações envolvendo o seu nome, buscará os esclarecimentos necessários para, em seguida, tomar as medidas judiciais cabíveis". Procurado, Baracat não retornou as ligações. /


**NOTA DE ESCLARECIMENTO** [VIA NET EXPRESS TRANSPORTES LTDA]

VIA NET EXPRESS TRANSPORTES LTDA, empresa de direito privado inscrita no CNPJ 02.701.816/0001-78, por seu advogado abaixo subscrito, vem esclarecer o que segue:
Em reportagem veiculada pela Revista Veja e demais meios de comunicação, a empresa Via Net Express Transportes Ltda é citada em reportagens que circularam nesse fim de semana.
Cumpre esclarecer que o sr. Fabio Baracat nunca foi sócio, procurador ou gestor, e tampouco pertenceu algum dia ao quadro de funcionários da empresa, fatos esses que podem facilmente ser comprovados.
A Via Net Express não conhece o contrato apresentado na reportagem, não assinou esse suposto contrato, não conhece a Capital Assessoria, não conhece seus sócios, nunca manteve qualquer contato e qualquer tipo de relação comercial com a mesma.
Por fim cumpre informar que a Via Net Express não possui nenhum tipo de contrato de prestação de serviços com o Correio, nem compra serviços de transporte aéreo nas aeronaves do Correio.
Para os transportes das mercadorias dos clientes da Via Net Express, esta utiliza as ofertas das cias aéreas disponíveis no mercado.
A Via Net Express, diante de todos esses fatos e principalmente das publicações envolvendo o seu nome buscará os esclarecimentos necessários, para em seguida adotar as medidas judiciais cabiveis.
São Paulo, 12 de setembro de 2010
Via Net Express Transportes Ltda.
Marcos Paulo Baronti de Souza




NOTA À IMPRENSA [dos Correios]

Com relação às informações veiculadas pela imprensa, os Correios esclarecem que:

- todas as contratações feitas pela ECT cumprem as leis 8.666/93 e 10.520/02 (Pregão Eletrônico);

- todos os contratos em vigor com a empresa de transporte aéreo de carga Master Top Airlines Ltda. resultam de processos licitatórios regulares e transparentes que estão disponíveis para consulta na página dos Correios na internet (www.correios.com.br);

- tais contratos totalizam R$ 59.884.179,00 e não R$ 84 milhões, conforme publicado.

Além da Master Top Airlines Ltda., a ECT possui contratos com mais seis empresas para o transporte aéreo de carga e todos passaram pelos mesmos crivos das leis 8.666/93 e 10.520/02 (Pregão Eletrônico);

A transparência dos Correios e a busca contínua pela melhoria dos serviços fazem com que a ECT seja hoje a maior empresa de logística da América do Sul, com a distribuição diária de 34 milhões de objetos em todo o Brasil.

A ECT reafirma sua determinação de manter a excelência dos serviços prestados, a transparência da sua gestão, o profissionalismo de sua diretoria e dos seus mais de 109 mil empregados, e que, a despeito de tentativas de desqualificá-la, continua merecendo o reconhecimento da população como uma das instituições mais confiáveis do Brasil.



EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS