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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Comentários Políticos:Imbróglio da Assembléia Legislativa

Sobre a confusão que houve nesta quarta-feira na ALMG, onde professoras foram intimidadas pelos seguranças da instituição, o apresentador Mauro Tramonte foi muito infeliz quando disse no seu programa, Balanço Geral , desta quinta-feira, 22/09, que o povo não está preparado para a democracia. Inicialmente quero dizer que admiro o Mauro, seu bom humor e sua sempre correta postura frente aos problemas que divulga diariamente. Mas, não posso concordar com o que disse. Quem não está preparado para a democracia são os deputados estaduais ligados ao governador Anastasia. O deputado Dilzon Melo do PTB, teve a audácia de dizer que a área interna da Assembléia é restrita aos deputados e seus assessores. Esse deputado se esquece que a ALMG não é sua casa, mas a casa do povo. O deputado Sargento Rodrigues, do PDT, reclamou que pessoas na galeria do plenário estavam usando termos poucos apropriados para se referirem aos deputados, como ladrões, safados, corruptos, etc...No entanto não vi nenhum deputado do PT, PCdoB ou de qualquer outro partido de oposição ao governo estadual que tenha feito o mesmo reclamo. Certamente porque não se sentiram atingidos.
Quem também não está acostumada com a democracia é boa parte de nossa mídia, que se cala diante dos desmandos que vem acontecendo em Minas desde o primeiro mandato de Aécio Neves. Da mesma forma, partidos como o PSDB,DEM,PP e seus áulicos, estão acostumados a reprimir a democracia.
Além desses, quem também não está familiarizada com a democracia é ´parte do Ministério Publico de Minas e do Tribunal de Contas do Estado.
Repudio a fala do Mauro Tramonte, apesar de tê-lo em alta conta como apresentador.
Repudio o desempenho da maioria que compõe a ALMG no episódio desses mais de 100 dias de greve, legitima, dos professores.
Repudio veementemente a impostura do Sr.Governador do Estado, de nossos Senadores e dos Deputados Federais de Minas, ligados ao senador Aécio Neves.
Repudio a grande maioria da imprensa de Minas, sabuja dos poderosos e por eles encabrestada.
A democracia não pode ser tratada de forma tão vil.

Jeferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves

sábado, 2 de outubro de 2010

Conheça a verdadeira situação de Minas Gerais

Estudo realizado pelo Sindifisco-MG mostra a verdadeira Minas Gerais que o governo Aécio / Anastasia escondeu com 800 milhões de gastos em publicidade, "comprando " a mídia mineira:

· Minas é o 3º estado mais endividado do país
· Minas é o 22º estado em investimento em saúde.Só tem 5 depois dele.
· Minas é o 26º estado em investimento em educação.Só tem 1 depois dele.
· Minas paga o 18º pior salário para a rede estadual de ensino.Até Roraima tem melhores salários.
· O governo Aécio / Anastasia reduziu os investimentos na educação de 30% da receita para apenas 16%
· O governo Aécio / Anastasia gastou mais de 800 milhões com publicidade, 451% acima do governo anterior
· O governo Aécio / Anastasia reduziu os investimentos sociais, mas protege as mineradoras e siderúrgicas.
· O ICMS da conta de luz é de 30%, mas o ICMS das mineradoras é de apenas 0,01% do faturamento

O governo Aécio / Anastasia deu benefícios tributários da ordem de R$ 3,4 bilhões ao grande capital,com renúncia fiscal, mas os pequenos consumidores pagam a energia elétrica e os combustíveis mais caros do Brasil
E mais, a Constituição manda o Estado aplicar 12% de sua receita na área de saúde. Aécio/Anastasia não aplicou nem 6% e ainda lançou na conta da saúde em Minas os gastos com ração para os cães da PM e vacina contra febre aftosa.
Saiba mais: http://www.sindifiscomg.com.br/cartilhas/Cartilha/cartilha.pdf

É ISSO QUE QUEREMOS PARA MINAS?

Jeferson M. Soares

SÃO PAULO, O MAIOR DEVEDOR EM PRECATÓRIOS

Quase 5600 entidades devem cerca de R$84 bi em precatórios no país. Isto é, a Fazenda Pública não paga o que lhe deve , espera vc entrar na justiça para cobrar e então ela transforma o seu crédito em precatório, que será pago a perder de vista.
O maior devedor, segundo as informações dos tribunais, é o estado de São Paulo, incluindo seus 645 municípios, com uma dívida de R$ 20,6 bilhões no Tribunal de Justiça, R$ 1,4 bilhão no Tribunal Regional Federal e R$ 1,8 bilhão no Tribunal Regional do Trabalho.
Em seguida vem o Paraná com dívida total de R$ 10,2 bilhões, praticamente o mesmo valor da dívida do Espírito Santo, que ocupa o terceiro lugar no ranking.
Esses estados: São Paulo , Paraná e Espirito Santo, vêm sendo "governados" por politicos de direita há um bom tempo. Sampa, por exemplo, está nas mãos do PSDB há 20 anos.
É isso que queremos para Minas? Votar em Anastasia é perpetuar precatórios.
Jeferson M. Soares

domingo, 26 de setembro de 2010

Tucanos criaram em Minas governo de falsos resultados

Brasilia Confidencial
Tucanos criaram em Minas governo de falsos resultados
23/05/2010

Fabrício Oliveira - Foto: Mac SilvaRODRIGO NARCISO
Doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), professor da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro, em Belo Horizonte, e coordenador do Centro de Estudos de Conjuntura do Departamento de Economia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o professor Fabrício Augusto de Oliveira é autor de vários livros sobre economia e finanças públicas. Em 2010, produziu o artigo “Contabilidade Criativa: como chegar ao paraíso, cometendo pecados contábeis – o caso do governo do Estado de Minas Gerais“. Este trabalho examina o significado e a prática da Contabilidade Criativa, instrumento usado por administrações públicas e privadas para maquiar e apresentar resultados mais favoráveis de seu desempenho. Nesta entrevista a Brasília Confidencial, Fabrício Oliveira identifica práticas do Governo de Minas, então sob comando de Aécio Neves (PSDB), onde essa manipulação se manifesta.

Brasília Confidencial - O que é a Contabilidade Criativa?
Fabrício de Oliveira – É um artifício contábil usado pelos administradores públicos e privados para ocultar resultados negativos de suas atividades ou para produzir melhores resultados em relação aos que foram efetivamente alcançados. Trata-se, assim, mais claramente, de uma maquiagem da realidade patrimonial de uma entidade, por meio da manipulação de dados contábeis, para apresentar uma imagem mais favorável de seu desempenho. A não ser nos casos em que essa prática contábil provoca prejuízos para investidores, acionistas ou fornecedores, ela não se configura legalmente como crime, apenas se vale de brechas, omissões e falta de melhor regulamentação das regras contábeis para produzir resultados mais favoráveis para a entidade privada ou pública. Mas, ao prejudicar a credibilidade das informações apresentadas, induzindo seus usuários a erros de avaliação, representa uma prática eticamente condenável.
BC – Os Relatórios do Tribunal de Contas de Minas Gerais constatam que, entre 2003 e 2006, os cálculos da Receita Corrente Líquida (RCL) realizados pelo governo estadual foram sempre superiores aos do Tribunal. Significa que o governo de Minas se valeu da Contabilidade Criativa para inflar sua receita e os resultados do programa “Choque de Gestão”?
Fabrício – De fato, entre 2003 e 2006, e, em menor dimensão, também em 2007, o cálculo da Receita Corrente Líquida (RCL) realizado pelo Poder Executivo de Minas Gerais foi sempre superior ao realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). Isso se explica porque o Executivo deixou, durante este período, de considerar várias deduções previstas em lei para a realização deste cálculo, incorrendo em duplicidade na contabilização de algumas de suas receitas e alargando, indevidamente, essa base. Só a partir de 2007 é que começou, efetivamente, a haver uma convergência desses valores, provavelmente devido a um acerto da metodologia entre as duas instituições. Ao inflar essa base, todos os indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal apresentaram resultados bem melhores do que os que vinham sendo alcançados.

PARA MIM É UM MISTÉRIO OS MINEIROS CONTINUAREM LASCIVAMENTE APAIXONADOS PELO AÉCIO, MAS NÃO É MISTÉRIO ALGUM O FATO DA GRANDE MÍDIA MINEIRA BLINDAR O EX E O ATUAL GOVERNADOR ( MONEY IS MONEY MY FRIEND-MONEY IS GOOD E ELES GOSTA)J Malaguti

BC – Ao alargar indevidamente a base da Receita Corrente Líquida, quais foram os benefícios alcançados pelo governo do Estado?
Fabrício – O conceito de Receita Corrente Líquida dos governos é usado como parâmetro para o cálculo dos principais indicadores das finanças públicas previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, como, por exemplo, os de gastos com pessoal e de endividamento. No caso das despesas com pessoal, esse limite é de 60% para os gastos do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público, mas o limite prudencial é de 57%. No da dívida, o limite atual é de duas vezes o valor dessa receita para o governo se considerar perfeitamente enquadrado nas normas da Lei. Quando ocorre esse enquadramento, ele passa a ter condições legais de voltar a tomar empréstimos no mercado, ou seja, de lançar mão do endividamento como forma complementar de financiamento de seus gastos. Pelos cálculos do TCE, isso só teria ocorrido a partir de 2006. Pelos do Executivo, em 2005, ano em que recebeu autorização para retornar ao mercado de crédito e para voltar a contratar dívida. Sem dúvida, um grande benefício, além do fato de que tal situação foi vendida para a população como resultado de uma administração competente no manejo e administração das contas públicas.
BC - O governo de Minas usa o critério do Resultado Orçamentário para mostrar que as contas públicas têm se apresentado superavitárias desde 2004. O senhor diz que este critério pode esconder desequilíbrios que não estão à vista. Quais são esses desequilíbrios?
Fabrício – O conceito usado pelo governo pouco nos diz sobre a situação e o desempenho das suas contas, porque ele contabiliza, do lado das receitas, as operações de crédito, que se referem a empréstimos contratados exatamente para fechar o orçamento. Assim, uma situação de superávit ou equilíbrio pode estar ocultando uma situação de desequilíbrio das contas. Em segundo lugar, os governos que renegociaram a dívida com a União, em 1998, não têm mais registrado, no orçamento, a parcela dos juros dessa dívida que não são pagos, transferindo-os diretamente para o seu estoque. Como o pagamento desses encargos está limitado em 13% de sua Líquida Real e, no caso de Minas Gerais, o estoque dessa dívida, que atualmente supera os R$ 50 bilhões, é corrigido pela variação do IGP-DI acrescentado de juros reais de 7,5% ao ano, os juros pagos, que aparecem no orçamento, têm sido sempre bem inferiores aos efetivamente devidos. Essa diferença não aparece no orçamento, sendo diretamente incorporada ao estoque da dívida. Se inscrita no orçamento, em lugar do superávit que o governo tanto alardeia na sua estratégia de marketing, apareceria um déficit, às vezes bem elevado, indicando que não foi realizado nenhum ajuste estrutural de suas contas e que, ao contrário, o passivo do governo é crescente no tempo.
BC - Quais fatores contribuíram para o aumento da Dívida Líquida Consolidada (DCL) do estado de Minas Gerais, que evoluiu de R$ 30,5 bilhões, em 2002, para R$ 52,2 bilhões em 2009?
Fabrício – Não restam dúvidas de que são os encargos da dívida do governo renegociada com a União que têm alimentado e devem continuar alimentando o crescimento de seu estoque no tempo, já que os juros que são anualmente pagos, limitados em 13% de sua receita corrente líquida, são insuficientes para cobrir os juros totais, o que termina aumentando o seu estoque. Nesse estoque não estão contabilizados muitos precatórios e outras dívidas e também outros passivos ocultos ainda não reconhecidos, o que nos permite inferir que o endividamento do governo do estado é bem maior do que os números atualmente divulgados da Dívida Líquida Consolidada. Além disso, desde 2005 o governo voltou a contratar novos empréstimos para financiar investimentos, o que deve agravar sua situação financeira nos próximos anos e aumentar o comprometimento da receita com o pagamento de seus encargos, engessando ainda mais o orçamento estadual.
BC - O Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS) diz que, ao contrário do que informa o governo de Minas, o estado destina para a saúde menos recursos do que exige a Emenda Constitucional 29, não raro figurando entre os estados que apresentam a pior performance no cumprimento desta determinação constitucional. Por que há essa discordância entre os cálculos do SIOPS e do governo do estado?
Fabrício – Isso também é verdade. Desde 2004, o governo do estado tem divulgado que os gastos que destina para a saúde têm sido superiores ao índice mínimo estabelecido pela Emenda Constitucional n. 29, que é de 12% da receita de impostos e transferências constitcionais. O SIOPS, que é um órgão do Ministério da Saúde criado para fazer o acompanhamento da implementação da Emenda 29 e verificar o seu cumprimento, não concorda com os cálculos do governo, pois considera que neste cálculo estão incluídas várias despesas que não representam gastos especificamente com as “ações e serviços de saúde”, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Resolução 322, do Conselho Nacional da Saúde, de 08/05/2003. Gastos com inativos do setor da saúde, com oferta de serviços para clientelas fechadas, com saneamento básico e mesmo com medicamentos/vacinas para animais são geralmente excluídos do cálculo deste índice pelo SIOPS. Em 2007, por exemplo, enquanto o governo do estado de Minas calculou que despendeu 13,3% de suas receitas com o setor da saúde, para o SIOPS esse percentual foi de apenas 7,09%. Em 2008, último ano de que se dispõe de cálculo deste órgão, o índice de Minas Gerais foi de apenas 8,65%. Para o governo do estado, de 12,2%. A inexistência de regulamentação dessa matéria, ainda em tramitação no Congresso Nacional, permite estes malabarismos contábeis sem nenhuma punição para o governo e ainda lhe dá argumentos para realizar propagandas sobre seu compromisso com o social, já que os números do SIOPS são desconhecidos.