Este blog se presta como ferramenta para atividade de disciplina. Postarei textos de Comentarios políticos referentes a esta fase de eleições, considerando partidos que simpatizo
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013
A hipocrisia da mídia
O que vale para o PSDB não vale para o PT. O que é permitido aos tucanos é negado aos petistas. O que castiga o PT premia os tucanos.Só petistas têm vicissitudes. Virtudes apenas os tucanos. Um mesmo fato é publicado de forma diversa se praticado por petistas ou tucanos. Matreira vulgaridade, vocação predadora, absoluta falta de escrúpulos. Nossa mídia carece de pudor. Tergiversa ante o principal. Valoriza o secundário.
O PIG, Partido da Imprensa Golpista, se protege sob o manto do cinismo blindado dos patrões, que promovem a baixaria, a mentira, os factóides, além do tradicional corporativismo da classe. Materializa constantemente o olhar do preconceito. Ignora verdades atemporais. Exagera em digressões e aforismos impertinentes e carregados de afronta. Enfim, é um exemplo claro de receptáculo das intrigas e maledicências da direita. Sofre de uma compulsão obsessiva de desconstruir o lulopetismo, sobrepõe-se ao prazer das vitórias tucanas e, é insaciável no afã de perseguir as esquerdas.
A impressão que fica é a de que o cérebro dos donos da mídia está em pleno processo de regressão cognitiva, tamanha é a ideia fixa que desenvolveram contra o povo brasileiro carente. Busca moldar a cultura nacional a um nível rasteiro Não tem respeito pela opinião publica, tenta influenciá-la através da sua opinião publicada. A qualidade das matérias é questionável, quando não visivelmente desprovidas de qualquer valor moral e ético. Desqualifica seus jornalistas. Quanto menos autonomia intelectual e financeira os jornalistas tiverem, melhor para a direita conservadora e burguesa. A profissão de jornalista hoje é vilipendiada pelos donos da mídia. É arrastada para a ignomínia. Estatísticas são manuseadas, o pânico sobre a crise que assola o mundo é espalhado entre os brasileiros, sangue é o que vende, droga, crimes, desastres, o pânico é bem-vindo e ainda estimula a crença sobre o aumento da criminalidade, da impunidade e da corrupção. Inimigos fantasiosos como os comunistas, negros, favelados, islâmicos., são inventados.
O jogo político que a mídia quer nos impor está mais para uma banca de feira do que para discussão sadia de ideologias. Apesar de que, ideologia partidária parece desaparecida do cardápio dos partidos políticos. Soluções tímidas para problemas maiores. Projetos pessoais viabilizam alianças de ocasião.
A felicidade do brasileiro pobre parece incomodar bastante a burguesia, representada pela mídia nacional. Enquanto isto ela navega num mar de vergonhas e mau-caratismo. Finge crenças e virtudes que não possui. Grassa a hipocrisia. Contubérnio com a direita reacionária, elite que nunca teve pretensão de consolidar uma nação, de acabar com as desigualdades sociais e regionais, de construir uma grande república cidadã. Enfim, nossa mídia está focada no exercício da animosidade, da ambiguidade,da hipocrisia,da agressividade gratuita e irresponsável. Reputações são assassinadas, pessoas são desmoralizadas, impunemente. A mídia tudo pode. À mídia tudo é permissivo.
Não fosse sectarismo seria oportuna a frase proferida por Balzac no início do século 19: ”se a imprensa não existisse, seria necessário não inventá-la”
Jeferson Malaguti Soares – Ribeirão das Neves/MG
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Comentários Políticos: A ORIGEM DA CORRUPÇÃO
O grande capital nacional e internacional e a mídia, sem uma agenda convincente no plano econômico, social e político, se aproveitam dos equívocos do PT e dos partidos aliados e arrumam uma agenda com a qual esperam voltar ao poder: o combate à corrupção. Como se fossem vetustos cidadãos, guardiões da moralidade pública e privada. Como se o passado não os tivesse já condenado pelos inúmeros mal feitos, roubos e apropriações indébitas do erário. Como se já quase não tivessem entregue a soberania nacional ao capital estrangeiro. Como se desconhecessem que a corrupção é filha legítima da injustiça social e arruina os costumes. Indiferentes ao sofrimento alheio, sem qualquer compaixão ou misericórdia pelos menos favorecidos, os neoliberais de plantão desejam o poder, única e exclusivamente pelo poder, falsos moralistas a esconder o real objetivo de sua politica entreguista: desgastar as atividades estatais e emplacar novamente uma agenda liberal para o Estado brasileiro. Desmontar o Brasil e reinar sobre os seus escombros.
Os tucanos fazem isso em Minas com soberba maestria. Propagandeiam que o choque-de-gestão imposto pelo seu programa liberal no Estado, teve como objetivo reduzir os gastos da máquina pública em benefício de maiores gastos com a população. MENTIRA! Vejam como anda nossa educação, a saúde, a segurança, os transportes, moradia, saneamento básico...Uma lástima. Gastam sim é com a propaganda. Esbanjam dinheiro com a mídia nativa, compram sua consciência. Nos últimos dez anos foram gastos mais de 1,2 bilhão de reais para calar jornais e TVs de Minas. Os investimentos na saúde pública, que a Constituição de 1988 prevê sejam de 12% da arrecadação do Estado, não chegam a 4%. E ainda por cima os governos estaduais tucanos oneram a conta "Saúde Pública" com despesas com ração para os cães da policia militar e vacina contra febre aftosa. Minas deve hoje mais de 70 bilhões de reais, jogando por terra a balela do déficit zero. Arrecada 35 bi/ano e paga juros de 5 bi/ano. Deve, pois mais de duas vezes o que arrecada anualmente. Mas na propaganda a Minas que nos é vendida é outra, uma verdadeira xangrilá. Melhor exemplo de capital neoliberal infiltrado na administração pública não há. Não é isso, certamente, o que o povo brasileiro deseja para o seu país.
Os liberais capitalistas são insensíveis ao sofrimento dos mais pobres, insensibilidade essa laboriosamente construída ao longo de cinco séculos e que se tornou a mãe da cultura da corrupção. O desdém pela pobreza tornou-os uma sociedade viciada. Valores éticos são impossíveis de vicejarem nesse terreno.
Só o combate frontal e incansável à injustiça social é capaz de enfrentar a corrupção. Isso o governo do PT, apoiado, principalmente, pelas forças da esquerda, à frente o PCdoB, fez e continua fazendo muito bem. O resto é conversa fiada, meras palavras de cinismo e hipocrisia.
Jeferson M. Soares
Ribeirão das Neves-MG
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Comentários Políticos: O quarto poder
Temos ouvido que a mídia é o quarto poder da república. Ela vem tentando ocupar esse lugar, com algum sucesso. A força política da grande imprensa é muito grande, e os donos de jornais, revistas e canais de TV sabem como poucos usá-la em beneficio próprio. Roberto Marinho, por exemplo, foi um dos homens mais poderosos do Brasil, a partir do golpe militar de 64. Poucos políticos se negaram a atender seus pedidos e convites que, na verdade, eram imposições.
É público o fato de que a grande imprensa trabalha contra Lula, desde, principalmente, sua primeira candidatura à presidência, em 1989. Hoje fazem o mesmo com a presidenta Dilma. Fica claro que as vitórias do PT não foram contra adversários políticos, foram contra a imprensa, que sempre esteve a serviço do capital e da burguesia (raras exceções como a revista Carta Capital, por exemplo, cuja postura é de independência e seriedade) .
Como então implementar a formação política e cidadã das classes menos favorecidas, se o Estado era instado pela mídia a se vincular, exclusivamente,à defesa dos interesses da burguesia liberal? Lula e Dilma estão conseguindo essa proeza e, por mais surpreendente, sem fugir do regime capitalista, sem tirar um centavo sequer dos ricos. Por que então essa frenética campanha contra os governos populares do PT? Por que o silêncio “ensurdecedor” frente às denúncias do livro “A Privataria Tucana”? Por que a falta de isenção da imprensa, que condena atos dos governos de Lula e Dilma e ignora os de governos anteriores, que sabidamente prejudicaram o erário e a soberania nacional? Jornalista que não tem autonomia para falar sobre política, tem credibilidade para discorrer sobre qualquer outro assunto? Não creio.
O que amedronta a mídia e a burguesia nacionais, é o fato de Lula e Dilma se apresentarem por inteiro, sem dissimulações, mentiras ou máscaras. Transitam imperturbáveis diante do clima de radicalização da imprensa. Nada têm a esconder. São verdadeiros e falam a língua do povo. São herdeiros dos clamores populares de outrora, e quebraram os argumentos pobres das forças políticas oligárquicas que predominavam no Brasil até então. Essa mesma oligarquia que, ancorada pela mídia burguesa, nunca se deu conta da emergência das demandas sociais do nosso povo, preferindo se escudar nos argumentos intimidadores de uma falsa intelectualidade sacralizada no capitalismo liberal, esquecendo-se que tudo o que é geral, é social.
A mídia não aceita o povo no poder. Não aceita descer até o “populacho” – como adjetiva os menos favorecidos – para dialogar, ou para ouvi-lo. A arrogância, o orgulho e a discriminação são as características marcantes da burguesia neoliberal. O universo midiático nacional ignora que as opiniões sustentadas em fatos são muito mais fortes e confiáveis do que aquelas apenas adjetivadas.
O capitalismo liberal, ao qual a imprensa internacional está atrelada, e a nossa a reboque, pode ser muitas coisas, mas nunca, a meu ver, fonte de equilíbrio social ou de dignidade cidadã. Constata-se diariamente que o capitalismo é um modelo de atuação político econômico aético e hipócrita. No mesmo caminho transita nossa mídia.
Jéferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves/MG
É público o fato de que a grande imprensa trabalha contra Lula, desde, principalmente, sua primeira candidatura à presidência, em 1989. Hoje fazem o mesmo com a presidenta Dilma. Fica claro que as vitórias do PT não foram contra adversários políticos, foram contra a imprensa, que sempre esteve a serviço do capital e da burguesia (raras exceções como a revista Carta Capital, por exemplo, cuja postura é de independência e seriedade) .
Como então implementar a formação política e cidadã das classes menos favorecidas, se o Estado era instado pela mídia a se vincular, exclusivamente,à defesa dos interesses da burguesia liberal? Lula e Dilma estão conseguindo essa proeza e, por mais surpreendente, sem fugir do regime capitalista, sem tirar um centavo sequer dos ricos. Por que então essa frenética campanha contra os governos populares do PT? Por que o silêncio “ensurdecedor” frente às denúncias do livro “A Privataria Tucana”? Por que a falta de isenção da imprensa, que condena atos dos governos de Lula e Dilma e ignora os de governos anteriores, que sabidamente prejudicaram o erário e a soberania nacional? Jornalista que não tem autonomia para falar sobre política, tem credibilidade para discorrer sobre qualquer outro assunto? Não creio.
O que amedronta a mídia e a burguesia nacionais, é o fato de Lula e Dilma se apresentarem por inteiro, sem dissimulações, mentiras ou máscaras. Transitam imperturbáveis diante do clima de radicalização da imprensa. Nada têm a esconder. São verdadeiros e falam a língua do povo. São herdeiros dos clamores populares de outrora, e quebraram os argumentos pobres das forças políticas oligárquicas que predominavam no Brasil até então. Essa mesma oligarquia que, ancorada pela mídia burguesa, nunca se deu conta da emergência das demandas sociais do nosso povo, preferindo se escudar nos argumentos intimidadores de uma falsa intelectualidade sacralizada no capitalismo liberal, esquecendo-se que tudo o que é geral, é social.
A mídia não aceita o povo no poder. Não aceita descer até o “populacho” – como adjetiva os menos favorecidos – para dialogar, ou para ouvi-lo. A arrogância, o orgulho e a discriminação são as características marcantes da burguesia neoliberal. O universo midiático nacional ignora que as opiniões sustentadas em fatos são muito mais fortes e confiáveis do que aquelas apenas adjetivadas.
O capitalismo liberal, ao qual a imprensa internacional está atrelada, e a nossa a reboque, pode ser muitas coisas, mas nunca, a meu ver, fonte de equilíbrio social ou de dignidade cidadã. Constata-se diariamente que o capitalismo é um modelo de atuação político econômico aético e hipócrita. No mesmo caminho transita nossa mídia.
Jéferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves/MG
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