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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A mídia que mente!

Para ser jornalista hoje no Brasil, trabalhando na grande mídia golpista, é necessária uma enorme falta de espírito crítico, além de absoluta subserviência e servilismo aos patrões. Nossos jornalistas usam de eufemismos quando citam qualquer mau feito de tucanos e agregados. É publico que não lhes compete suavizar a informação com palavras que pareçam mais agradáveis. A função do jornalista não é poupar o leitor e sim informá-lo corretamente. No entanto, suavizam quando o assunto diz respeito à oposição e exageram nos adjetivos que impliquem em juízo de valor quando o alvo é o PT. Mesmo quando de editoriais, deveriam saber nossos jornalistas que opiniões sustentadas em fatos são muito mais fortes do que as apenas adjetivadas. Como não têm fatos, adjetivam. Vejam por exemplo o caso da ação penal 470 – adjetivada pela imprensa, pejorativamente, “mensalão”. A Constituição da República garante que todos devem ser considerados inocentes até que sua culpa seja estabelecida pela justiça. Não foi isso que vimos. A todos os indiciados foi imputada culpabilidade antes mesmo de o processo ter inicio no Supremo. E, mesmo depois, quando não foram encontrados indícios dos tais pagamentos mensais, a acusação criminal se estabeleceu baseada na tal presunção de conhecimento do fato que o juiz Joaquim Barbosa inventou de forma atabalhoada. Ainda mais, a imprensa se sente no direito de exigir que os mandatos de parlamentares sejam cassados, mesmo sabendo que se trata de uma intromissão inconstitucional do judiciário no legislativo. Noutro dia, um jornalista da Globo perguntou ao ministro Mantega, ao vivo no Jornal Nacional, se ele acreditava na volta da inflação. Resposta de Mantega, no ar: “ Não acredito, mas TALVEZ possa acontecer com um índice insignificante.” Manchete do jornal O Globo no dia seguinte: Ministro ADMITE a volta da inflação. Insinuação e manipulação dos fatos, características marcantes de nossa mídia hoje. Outra forma de tentar confundir o leitor é através do uso obsessivo da ambigüidade. Duplicidade de sentido de uma palavra ou expressão. Usam para tanto a ausência de vírgulas; posição inadequada de adjunto adverbial; sucessão inadequada de termos, orações ou frases; colocação do pronome “que” em posição que cause dúvida; abuso da preposição “de”. Exemplos: 1) “o governo federal vai aproveitar espaços públicos, como ruas e estacionamentos...” Se a virgula não for usada dá a impressão que os espaços públicos serão transformados em ruas e estacionamentos. 2) Na legenda de uma foto de Lula com sua esposa:” Lula e sua mulher Marise com o pé quebrado, no Parlatório do Palácio do Planalto”. Sem a vírgula poder-se-ia entender que a mulher de Lula quebrou o pé no Parlatório. 3) “ ..um protesto contra a impunidade e a lentidão da justiça” ; a colocação de “impunidade” antes de “ lentidão da justiça” pode dar a entender que houve protesto contra a impunidade da justiça. Melhor seria escrever “ um protesto contra a lentidão da justiça e a impunidade. 4) “ Dilma esqueceu o código de seu cartão de crédito que ela já cancelou” . Ela cancelou o cartão ou o código? Outra forma de colocar a opinião pública contra o governo é omitindo informações. Exemplo: noticia de primeira página hoje (26/02) no jornal Estado de Minas: “ Leão elevou arrecadação em 101% na última década”. Vejam que ficou claro que foi nesses últimos 10 anos que houve o aumento citado – exatamente o período de governos do PT. Em nenhum momento o articulista citou que o acréscimo na arrecadação do Imposto de Renda foi também devido ao aumento na renda do trabalhador, à inclusão de mais de 35 milhões de pessoas na nova classe média, à redução de juros com ganhos de capital. Apenas deixou ao leitor a idéia de que os governos de Lula e Dilma aumentaram as taxas do IR via redução nas deduções para cálculo do imposto. Da mesma forma, quando da análise de acontecimentos, gênero jornalístico que explora diversos aspectos de fatos relevantes e recentes, em especial seus antecedentes e conseqüências, o autor deve se abster de opinar. Deve apenas expor todos os fatos. Esse tipo de artigo é assinado sempre. Mas o que se vê é que os articulistas se esmeram em dar suas opiniões, sempre denegrindo a imagem do governo. Usam fatos até irrelevantes para tal. Enfim, nossos jornalistas fingem desconhecer que a qualidade essencial do jornalismo é a exatidão. A credibilidade de um organismo de mídia depende da exatidão das informações que transmite e da fiel transcrição de declarações. O que vemos hoje é antes de tudo a invenção, o sofisma, a criação de factóides e a interpretação predatória das atividades do governo federal. Como disse Proust: “cada um chama de claras as idéias que estão no mesmo grau de confusão que as suas próprias.” Pobre mídia brasileira, até quando vai malhar em ferro frio? Até quando vai tentar esconder o Brasil dos brasileiros???? Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A mídia escrachada

Ética é um conjunto de valores que nos ensina ou nos força a ter limites. Então qual é o conceito de ética para a mídia golpista brasileira, que insiste em não ter limites quando a finalidade é expor à execração pública os governos populares de Lula e Dilma? Mesmo que ela publique mentiras e crie factóides todos os dias em busca de derrubar um governo legitimamente eleito pelo povo, onde está sua ética? Democracia não é apenas permitir eleições. É principalmente permitir que o povo conquiste sua liberdade. Aqui em nosso país os jornalistas têm absoluta e total liberdade. Liberdade para mentir, inventar, urdir golpes. É livre a imprensa, para inclusive tentar derrubar a democracia, que é o que exatamente parece querer. A experiência dramática de 21 anos de ditadura militar mostrou mais do que nunca como a liberdade de imprensa não pode ser atacada sem grave risco para a estabilidade das instituições democráticas. Essa importante conquista da mídia deve ter apenas como limite a responsabilidade profissional do jornalista, definida em lei e democraticamente votada pelo congresso. Mas os jornalistas brasileiros estão imunes apesar de suas atitudes delituosas, pois não há leis que os regulem. E quando as há encontram no congresso nacional parlamentares de moral diminuta os quais aderem ao espírito corporativo e criminoso de nossa mídia, ensejando benesses escusas no futuro. É motivo de grande inquietação para nós que prezamos os valores tradicionais da democracia, conseguida depois de grandes batalhas e de vidas ceifadas de bravos heróis, presenciar diariamente atitudes rasteiras da imprensa nacional, torcendo pelo o quanto pior melhor. Nossa mídia insiste em estreitos hábitos coloniais que perduram entre os burgueses até hoje. O que vale a pena é somente o que vem de fora. Colocam máscaras para se igualarem, acobertando a hipocrisia, protegendo pessoas cujo único interesse é amealhar riquezas. Nunca antes no Brasil cuidou-se tão a serio os problemas fundamentais do povo. Havia, é verdade, muitas iniciativas particulares e oficiais, porém desordenadas, deficientes, sem qualquer planificação e muito menos resultados palpáveis. O nosso atraso em tudo que se relacionava com a proteção das crianças, por exemplo, colocava-nos a esse respeito no nível dos povos menos cultos da humanidade. Existia no Brasil um problema de família que governos anteriores não quiseram enfrentar por covardia moral. Até que os governos populares de Lula e Dilma se incumbiram de tomar as rédeas e facilitar a todos a busca da cidadania, do orgulho próprio, da liberdade. Governos que procuram defender os menos favorecidos, vítimas até então de constantes abusos e violência dos todo poderosos homens do dinheiro fácil. Governos que criaram uma política de estado de preservação da dignidade dos rejeitados pela classe mais favorecida. Isto, sem tirar um centavo dos ricos, pelo contrário, permitindo que enriqueçam cada dia mais. O problema da burguesia e da mídia dos patrões é que vivem de frente para as belas paisagens e de costas para as favelas e aglomerados onde se amontoam pessoas mais necessitadas. Necessitadas não só de bens materiais, mas igualmente de atenção, carinho e consideração do estado. Querem continuar reinando sem o perigo iminente de aproximação dos famélicos. Mesmo que não estejam dividindo valores materiais, incomoda-lhes dividir espaço em supermercados, viagens aéreas, carros nas vias públicas. Afinal, estão tendo que conviver com as criaturas que mais lhes causa repugnância: os pobres. Honestidade é um artigo muito caro, por isto não a espere de pessoas baratas que estão à frente da mídia brasileira. Essa mídia escrachada, no sentido lato do termo: injuriosa, pervertida, depravada, destrutiva e mendaz. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves - MG