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terça-feira, 25 de março de 2014

Nota de repúdio

Nota de repúdio Excelentíssimo Deputado Henrique Eduardo Alves Em sentença divulgada em 14 de dezembro de 2010 a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Estado brasileiro a investigar e julgar aqueles que fossem apontados como culpados, bem como a punir os responsáveis pelo desaparecimento e morte das vítimas da ditadura. Deste modo, a criação da Comissão Nacional da Verdade representou uma etapa no necessário acerto de contas desenvolvido pelo Estado brasileiro junto às vítimas da ditadura militar, às suas famílias e à sociedade. Para estupefação dos que têm consciência do que significou o longo período de 21 anos de um Estado de exceção, que tinha a tortura como política de Estado, tomamos conhecimento que a mesa diretora da Câmara Federal decidiu abrir espaço nessa casa para homenagear os golpistas de 1964, em atendimento à solicitação do deputado Jair Bolsonaro, numa sessão destinada a comemorar os feitos do fatídico golpe militar por ocasião da data que marcará os 50 anos do mesmo. Notícias dão conta que a medida, pretensamente democrática, tem por objetivo “agradar” da mesma maneira os críticos quanto os “defensores” da ditadura. V. Exa. é o mais antigo dos deputados dessa casa legislativa. Portanto, sabe o que significou para o país o longo período que jogou o país num tempo de censura, perseguições políticas, intervenção aos sindicatos, prisões, torturas, desaparecimentos forçados, mortes, cassação de mandatos e mesmo o fechamento do Congresso Nacional. Às vésperas de completarmos meio século da data do golpe militar, é um desrespeito à memória dos mortos e desaparecidos, às suas famílias, aos torturados que sobreviveram e principalmente à chefe do Estado brasileiro, presidente Dilma, que foi perseguida, presa e torturada em sua corajosa luta contra a ditadura. Sabemos que a democracia é o regime do dissenso, da pluralidade de ideias e opiniões. Sabemos também que no Estado democrático de Direito as minorias devem ter seus direitos garantidos e assegurados. Todavia, nada justifica que uma minoria saudosista de um período que envergonha as páginas de nossa história tenha o direito de “comemorar” os 50 anos do fatídico golpe. Nada justifica comemorar o Estado autoritário em plena democracia, principalmente levando em conta que um dos convidados a ser homenageado será o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-CODI em São Paulo, considerado um dos símbolos máximos da tortura praticada pelos militares. Não é possível que V. Exa., que preside a Câmara dos Deputados, a “casa do povo”, o poder mais importante da República, leve adiante tal autorização a fim de “dar espaço para ambos os lados”. Excelentíssimo presidente, não há espaço para o lado que defende um período que trouxe tanto sofrimento e que tanto nos envergonha. Cidadãos brasileiros que lutaram e continuam a lutar por um país justo e solidário e que almejam a consolidação da democracia não podem aceitar tamanha afronta. Que Vossa Excelência, no exercício de seus poderes frente a essa casa, não permita que tal “comemoração” aconteça. Em nome da democracia e do respeito aos Direitos Humanos, em respeito à sociedade brasileira, à memória dos mortos e desaparecidos, às suas famílias, aos torturados sobreviventes e em respeito a essa casa legislativa, proíba a realização de tal evento. Não permita que a casa do povo sofra tamanha violência. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Avançar Rumo ao Socialismo

Apesar dos avanços em tecnologias, nas telecomunicações, nas ciências, o capitalismo não consegue dar uma resposta adequada à miséria no mundo. A complexidade oriunda da interdependência dos sistemas vitais para o bem-estar da sociedade planetária, é acentuada no sistema financeiro internacional, pela velocidade com que a tecnologia da informação e das comunicações conecta a todos. Apesar disto o sistema financeiro mundial continua míope e ainda não" caiu na real ". O capitalismo aposta suas fichas no liberalismo cruel e irracional. Vai afundar com ele. O capitalismo já nasceu refém da alta finança. Dos bens e do poder que transmitem. O Estado neoliberal é refém do capitalismo. Logo, o Estado é refém dos grandes capitais. Das fortunas. Daí a necessidade de um Estado mínimo exigido pelos donos do dinheiro. A invasão do público pelo privado é evidenciado nas terceirizações de inúmeras atividades do nosso cotidiano. O Estado não emprega, sub estabelece a empregabilidade. A plutocracia se impõe à democracia. O poder político se curva ante os interesses privados e, estes financiam os políticos em campanhas. A fatura depois é alta. Não existe poder político. Existe poder do capital imposto através dos políticos. Os conglomerados poderosos independem do beneplácito do Estado. Pelo contrário, o Estado depende de suas ações. Instituições liberais são permissivas, quando não promíscuas. Nesta rota, as instituições públicas são precarizadas a fim de que as liberais floresçam. Os ricos detém o poder e, como tal, mandam. O capitalismo chegou à graciosa hipocrisia de denominar lobistas, pessoas que se especializaram em corrupção e suborno. Criaram a democracia moderna, onde os representantes do povo, por ele eleitos, não defendem os interesses de seus eleitores. Defendem corporativamente os interesses das grandes empresas que financiaram suas campanhas políticas. Ora, não existe democracia moderna. Existe Democracia e " fim de papo". Na contramão desse capitalismo liberal e cruel, que não se interessa pelo bem estar da humanidade, se contrapõe o socialismo desenvolvimentista, através do nosso Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. Nele, não pregamos o fim do lucro, nem o Estado máximo. Não temos aversão à economia de mercado. Repudiamos o Estado subalterno a interesses do capital. Acreditamos na democracia e não na plutocracia. Lutamos por um povo senhor de seu destino. Pelo Trabalhador de posse do resultado de seu trabalho. Pela soberania nacional, respeitada. Queremos um Congresso e um Judiciário independentes de poderes econômicos. Acreditamos na defesa da ética, da liberdade de escolha. Na ética ambiental.Nos partidos políticos fortalecidos. Nos financiamentos públicos das campanhas políticas. Acreditamos no protagonismo do Estado e não do poder econômico.No protagonismo do povo e não dos políticos. Somos pela regulamentação do espaço midiático, uma mídia democrática. Enfim, acreditamos no conceito purista de democracia: um governo do povo, pelo povo, para o povo. Avançar nas mudanças significa não só olhar em frente, mas agir rumo ao socialismo democrático. Jeferson Malaguti Soares - Ribeirão das Neves - MG

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A mídia escrachada

Ética é um conjunto de valores que nos ensina ou nos força a ter limites. Então qual é o conceito de ética para a mídia golpista brasileira, que insiste em não ter limites quando a finalidade é expor à execração pública os governos populares de Lula e Dilma? Mesmo que ela publique mentiras e crie factóides todos os dias em busca de derrubar um governo legitimamente eleito pelo povo, onde está sua ética? Democracia não é apenas permitir eleições. É principalmente permitir que o povo conquiste sua liberdade. Aqui em nosso país os jornalistas têm absoluta e total liberdade. Liberdade para mentir, inventar, urdir golpes. É livre a imprensa, para inclusive tentar derrubar a democracia, que é o que exatamente parece querer. A experiência dramática de 21 anos de ditadura militar mostrou mais do que nunca como a liberdade de imprensa não pode ser atacada sem grave risco para a estabilidade das instituições democráticas. Essa importante conquista da mídia deve ter apenas como limite a responsabilidade profissional do jornalista, definida em lei e democraticamente votada pelo congresso. Mas os jornalistas brasileiros estão imunes apesar de suas atitudes delituosas, pois não há leis que os regulem. E quando as há encontram no congresso nacional parlamentares de moral diminuta os quais aderem ao espírito corporativo e criminoso de nossa mídia, ensejando benesses escusas no futuro. É motivo de grande inquietação para nós que prezamos os valores tradicionais da democracia, conseguida depois de grandes batalhas e de vidas ceifadas de bravos heróis, presenciar diariamente atitudes rasteiras da imprensa nacional, torcendo pelo o quanto pior melhor. Nossa mídia insiste em estreitos hábitos coloniais que perduram entre os burgueses até hoje. O que vale a pena é somente o que vem de fora. Colocam máscaras para se igualarem, acobertando a hipocrisia, protegendo pessoas cujo único interesse é amealhar riquezas. Nunca antes no Brasil cuidou-se tão a serio os problemas fundamentais do povo. Havia, é verdade, muitas iniciativas particulares e oficiais, porém desordenadas, deficientes, sem qualquer planificação e muito menos resultados palpáveis. O nosso atraso em tudo que se relacionava com a proteção das crianças, por exemplo, colocava-nos a esse respeito no nível dos povos menos cultos da humanidade. Existia no Brasil um problema de família que governos anteriores não quiseram enfrentar por covardia moral. Até que os governos populares de Lula e Dilma se incumbiram de tomar as rédeas e facilitar a todos a busca da cidadania, do orgulho próprio, da liberdade. Governos que procuram defender os menos favorecidos, vítimas até então de constantes abusos e violência dos todo poderosos homens do dinheiro fácil. Governos que criaram uma política de estado de preservação da dignidade dos rejeitados pela classe mais favorecida. Isto, sem tirar um centavo dos ricos, pelo contrário, permitindo que enriqueçam cada dia mais. O problema da burguesia e da mídia dos patrões é que vivem de frente para as belas paisagens e de costas para as favelas e aglomerados onde se amontoam pessoas mais necessitadas. Necessitadas não só de bens materiais, mas igualmente de atenção, carinho e consideração do estado. Querem continuar reinando sem o perigo iminente de aproximação dos famélicos. Mesmo que não estejam dividindo valores materiais, incomoda-lhes dividir espaço em supermercados, viagens aéreas, carros nas vias públicas. Afinal, estão tendo que conviver com as criaturas que mais lhes causa repugnância: os pobres. Honestidade é um artigo muito caro, por isto não a espere de pessoas baratas que estão à frente da mídia brasileira. Essa mídia escrachada, no sentido lato do termo: injuriosa, pervertida, depravada, destrutiva e mendaz. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves - MG

terça-feira, 3 de julho de 2012

Comentários Políticos: A Sina do capitalismo

Seria o capitalismo a única garantia de sobrevivência da democracia? Já ficou provado que não. O capitalismo se alimenta de crises, das suas e da dos outros que ele fomenta. Além disto, o regime capitalista existe sobre dois pilares básicos: a propriedade privada e a proteção das riquezas. Isto é, o capitalismo, sustenta-se nas desigualdades sociais e na acumulação de riquezas. Dessa fórmula cruel se alimenta o imperialismo de estado, contra a democracia e os conceitos básicos de cidadania. Cidadania e democracia são realidades que se completam. Exercer a cidadania plena é ter plenos direitos civis, políticos e sociais. Direito à vida, à liberdade, à igualdade perante a lei, participar dos destinos da sociedade, votar e ser votado, e participar da riqueza coletiva com direito à educação, ao trabalho ao salário justo à saude, a uma velhice digna. As desigualdades sociais são o nascedouro de todos os abusos praticados em nome do capitalismo, pelo pretenso bem da democracia. Hoje, não interessa mais se o homem é honesto, mas sim se tem talento. São premiados os belos discursos, e nenhuma boa ação é tão reconhecida quanto. Como escreveu Sartre, “compreender é modificar-se, ir além de si mesmo...” O capitalismo é urgente, não permite tempo para compreender-se, muito menos modicar-se. Ao contrário do capitalismo, a realidade do marxismo tem o poder de transformar as pessoas, a sociedade, os conceitos de consumo, e de bem estar social. O capitalismo incentiva sub-homens a se tornarem conscientes de sua sub-humanidade. O capitalismo é avaro, na medida em que prega subliminarmente que o caminho mais eficaz de ter/possuir, é através da rapinagem. O socialismo prega trabalho, e que o trabalho pertence ao homem, bem como seus frutos. A doutrina marxista é invencível, pois é verdade pura. Não existe Estado socialista sem socialismo de Estado. Já o capitalismo não existiria não fosse o liberalismo libertino, que premia aqueles que têm e rejeita os que nada têm. O caminho do socialismo é premiar a todos pelo fruto do trabalho de cada um. Aí está a sina do capitalismo: legitimar o socialismo. Jéferson M. Soares Ribeirão das Neves-MG

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Comentários Políticos:Imbróglio da Assembléia Legislativa

Sobre a confusão que houve nesta quarta-feira na ALMG, onde professoras foram intimidadas pelos seguranças da instituição, o apresentador Mauro Tramonte foi muito infeliz quando disse no seu programa, Balanço Geral , desta quinta-feira, 22/09, que o povo não está preparado para a democracia. Inicialmente quero dizer que admiro o Mauro, seu bom humor e sua sempre correta postura frente aos problemas que divulga diariamente. Mas, não posso concordar com o que disse. Quem não está preparado para a democracia são os deputados estaduais ligados ao governador Anastasia. O deputado Dilzon Melo do PTB, teve a audácia de dizer que a área interna da Assembléia é restrita aos deputados e seus assessores. Esse deputado se esquece que a ALMG não é sua casa, mas a casa do povo. O deputado Sargento Rodrigues, do PDT, reclamou que pessoas na galeria do plenário estavam usando termos poucos apropriados para se referirem aos deputados, como ladrões, safados, corruptos, etc...No entanto não vi nenhum deputado do PT, PCdoB ou de qualquer outro partido de oposição ao governo estadual que tenha feito o mesmo reclamo. Certamente porque não se sentiram atingidos.
Quem também não está acostumada com a democracia é boa parte de nossa mídia, que se cala diante dos desmandos que vem acontecendo em Minas desde o primeiro mandato de Aécio Neves. Da mesma forma, partidos como o PSDB,DEM,PP e seus áulicos, estão acostumados a reprimir a democracia.
Além desses, quem também não está familiarizada com a democracia é ´parte do Ministério Publico de Minas e do Tribunal de Contas do Estado.
Repudio a fala do Mauro Tramonte, apesar de tê-lo em alta conta como apresentador.
Repudio o desempenho da maioria que compõe a ALMG no episódio desses mais de 100 dias de greve, legitima, dos professores.
Repudio veementemente a impostura do Sr.Governador do Estado, de nossos Senadores e dos Deputados Federais de Minas, ligados ao senador Aécio Neves.
Repudio a grande maioria da imprensa de Minas, sabuja dos poderosos e por eles encabrestada.
A democracia não pode ser tratada de forma tão vil.

Jeferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves