VEJAM COMO FUNCIONA NOSSA MÍDIA. ANO PASSADO, VÉSPERA DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS SURGIU UMA NOTICIA DE SUPOSTO DOSSIÊ CONTENDO DENUNCIAS CONTRA JOSÉ SERRA. A MÍDIA NÃO SE PREOCUPOU COM O CONTEÚDO DAS DENUNCIAS E SIM COM QUEM PREPAROU O DOSSIÊ, ACUSANDO PARA TANTO O PT. AGORA, COM AS DENUNCIAS CONTRA PALLOCI, FAZ O CONTRARIO:EXPLORA AO MÁXIMO O CONTEÚDO E ESCONDE QUEM AS FEZ.
FICAMOS SABENDO MAIS TARDE , E A IMPRENSA NÃO PODE ESCONDER, QUE QUEM PREPAROU O DOSSIÊ CONTRA SERRA FOI UM JORNALISTA DO JORNAL "ESTADO DE MINAS" A SERVIÇO DO EX-GOVERNADOR AÉCIO NEVES.
HOJE TAMBÉM SABEMOS QUE QUEM MONTOU O DOSSIÊ CONTRA PALLOCI FOI A PREFEITURA DE SÃO PAULO, A SERVIÇO DE JOSÉ SERRA. NO ENTANTO NADA VAI PODER SER APURADO CONTRA PALLOCI , HAJA VISTA TUDO O QUE POSSUI ESTÁ DEVIDAMENTE DECLARADO, NADA ESTÁ ESCONDIDO. QUANTO A SERRA E AÉCIO NÃO SE PODE DIZER O MESMO.LEMBRO QUE A FILHA DE SERRA ERA SÓCIA DE UMA FILHA DO ESCROQUE DANIEL DANTAS, NUMA EMPRESA FANTASMA NA FLÓRIDA, E A RÁDIO ARCO IRIS E SEUS 10 AUTOMOVEIS DE ALTO LUXO, DE AÉCIO VAI SE TORNAR UMA PEDRA NO SEU SAPATO.
ESSA É A NOSSA MÍDIA QUE CLAMA POR LIBERDADE . ELA NÃO SOFRE QUALQUER TIPO DE CENSURA POR PARTE DO GOVERNO FEDERAL, TANTO O ATUAL QUANTO OS DE LULA. MAS, SOFRE , E MUITO, DO PODER PARALELO, QUE A MANIPULA EM TROCA DE GORDAS VERBAS DE PROPAGANDA.AQUI EM MINAS, DURANTE O GOVERNO AÉCIO, QUEM PAGAVA A CONTA ERA A COPASA E A CEMIG.
FORAM GASTOS 800 MILHÕES EM 7 ANOS E MEIO- MAIS DE 100 MILHÕES POR ANO.
É POR ISSO QUE NADA LEIO E NÃO VEJO MAIS NOTICIARIOS NA TV. A UNICA REVISTA DIGNA DE LEITURA,ISENTA, É A CARTA CAPITAL.
JEFERSON MALAGUTI SOARES
Este blog se presta como ferramenta para atividade de disciplina. Postarei textos de Comentarios políticos referentes a esta fase de eleições, considerando partidos que simpatizo
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Palocci e Serra
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Comentários Políticos: Dez recomendações básicas que devem orientar o trabalho jornalístico:
1-Realizar um jornalismo crítico,apartidário e pluralista;
2-Adotar atitude de independencia em face de grupos de poder;
3-Tratar notícias e idéias com rigor técnico exclusivamente;
4-Ter relação de transparência com a opinião pública;
5-Não se atrelar a qualquer grupo, tendência ideológica ou partido político;
6-Nunca participar de campanhas para enaltecer ou desacreditar pessoas;
7-Não servir a interesses particulares;
8-Apenas assumir compromisso com a isenção na cobertura dos fatos;
9-Recusar toda e qualquer vantagem pessoal que comprometa o desempenho profissional e
10-Comparar fatos, estabelecer analogias e sempre verificar os dois lados da notícia.
Os amigos internautas pensam que essas recomendações partiram de minha lavra? Ledo engano:
Essas são algumas das dezenas de recomendações básicas que orientam o trabalho do jornal Folha de São Paulo, manual editado em 1992.
Nos últimos oito anos eles devem ter rasgado o manual.
Nenhum órgão da grande imprensa Nacional- tv, rádio, jornal ou revista - seguiu nos últimos anos sequer um dos itens citados acima.
Aqui em Minas o PSDB gastou R$800 milhões nesses oito anos passados, calando a boca da mídia mineira, dinheiro tirado da saúde, da educação, da segurança e do saneamento básico, por conta do famigerado e mentiroso choque de gestão. Aguardem que vamos ter mais quatro anos de boca livre em nossa mídia.
"Dados Internacionais de Catalogação(CIP):
Novo Manual de Redação - São Paulo:Folha de S.Paulo,1992
Bibliografia
I.Folha de São Paulo 2.Jornalismo-São Paulo-(Estado)-Manuais de estilo
92-0430 CDD-079.8161"
Jeferson M. Soares
2-Adotar atitude de independencia em face de grupos de poder;
3-Tratar notícias e idéias com rigor técnico exclusivamente;
4-Ter relação de transparência com a opinião pública;
5-Não se atrelar a qualquer grupo, tendência ideológica ou partido político;
6-Nunca participar de campanhas para enaltecer ou desacreditar pessoas;
7-Não servir a interesses particulares;
8-Apenas assumir compromisso com a isenção na cobertura dos fatos;
9-Recusar toda e qualquer vantagem pessoal que comprometa o desempenho profissional e
10-Comparar fatos, estabelecer analogias e sempre verificar os dois lados da notícia.
Os amigos internautas pensam que essas recomendações partiram de minha lavra? Ledo engano:
Essas são algumas das dezenas de recomendações básicas que orientam o trabalho do jornal Folha de São Paulo, manual editado em 1992.
Nos últimos oito anos eles devem ter rasgado o manual.
Nenhum órgão da grande imprensa Nacional- tv, rádio, jornal ou revista - seguiu nos últimos anos sequer um dos itens citados acima.
Aqui em Minas o PSDB gastou R$800 milhões nesses oito anos passados, calando a boca da mídia mineira, dinheiro tirado da saúde, da educação, da segurança e do saneamento básico, por conta do famigerado e mentiroso choque de gestão. Aguardem que vamos ter mais quatro anos de boca livre em nossa mídia.
"Dados Internacionais de Catalogação(CIP):
Novo Manual de Redação - São Paulo:Folha de S.Paulo,1992
Bibliografia
I.Folha de São Paulo 2.Jornalismo-São Paulo-(Estado)-Manuais de estilo
92-0430 CDD-079.8161"
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Comentários Políticos: Nossa Mídia
1- O CASO BATTISTI:Nossa imprensa não divulga os reais motivos pelos quais Lula não extraditou Battisti. Querem apenas imputar ao ex-presidente a pecha de irresponsável mas, senão vejamos os motivos:
- Battisti nunca admitiu os crimes pelos quais foi condenado à revelia.
-O militar assassinado, segundo as autoridades italianas por Battisti, na verdade foi alvejado por parente de uma vítima do próprio policial no passado, por vingança(provado pelo advogado de Battisti)
-o segundo morto o foi em combate(troca de tiros entre militantes de esquerda , entre eles Battisti, e as forças da direita.)
-os outros dois assassinatos pelos quais condenaram Battisti ocorreram quando o militante encontrava-se no exílio, na França(também provado pelo advogado de Battisti)
-a opinião pública italiana foi sensibilizada pela imprensa local que se voltou contra Battisti e ele sofre ameaça de morte caso volte para a Italia ( existem militares que querem assassiná-lo dentro da prisão, também provado pelo advogado de Battisti).
2-MARCELA TEMER Nossa imprensa, numa atitude indelicada para com Dilma e o próprio Michel Temer, quer transformar a mulher do vice em "nossa Lady Di" ( deu nos jornais). Já tem gente querendo que ela ocupe algum cargo no terceiro escalão do governo.Ora, a imprensa quer com isso:
-fazer o populacho acreditar que a "coisa" mais interessante no atual governo é a beleza da Marcela
-que para os estrangeirois seria muito mais interessante ter Marcela como Presidente do que a "gorducha" Dilma( O Sr.Vittorio Medioli, dono do jornal O TEMPO, um italo-brasileiro,assinou um editorial do seu jornal no dia seguinte à posse, valorizando os "quilinhos a mais" que Dilma havia ganho, ao invés de analisar o conteúdo do seu(dela) discurso, por exemplo)
-tirar o foco da admiração do povo por Dilma Roussef e transferir para Marcela
-expor ao ridículo o fato de Michel Temer ter 70 anos e sua mulher 27
Deve haver mais alguns motivos subliminares que a minha percepção não está alcançando ( não sou psicólogo nem psiquiatra)
CONTINUO AFIRMANDO : ESPERO QUE A MÍDIA META O PAU NA DILMA COMO FEZ COM LULA HAJA VISTA O POVO JÁ ENTENDEU QUE O QUE NÃO AGRADA À IMPRENSA É IMPRESCINDÍVEL AO POVO BRASILEIRO.
Jeferson M. Soares
- Battisti nunca admitiu os crimes pelos quais foi condenado à revelia.
-O militar assassinado, segundo as autoridades italianas por Battisti, na verdade foi alvejado por parente de uma vítima do próprio policial no passado, por vingança(provado pelo advogado de Battisti)
-o segundo morto o foi em combate(troca de tiros entre militantes de esquerda , entre eles Battisti, e as forças da direita.)
-os outros dois assassinatos pelos quais condenaram Battisti ocorreram quando o militante encontrava-se no exílio, na França(também provado pelo advogado de Battisti)
-a opinião pública italiana foi sensibilizada pela imprensa local que se voltou contra Battisti e ele sofre ameaça de morte caso volte para a Italia ( existem militares que querem assassiná-lo dentro da prisão, também provado pelo advogado de Battisti).
2-MARCELA TEMER Nossa imprensa, numa atitude indelicada para com Dilma e o próprio Michel Temer, quer transformar a mulher do vice em "nossa Lady Di" ( deu nos jornais). Já tem gente querendo que ela ocupe algum cargo no terceiro escalão do governo.Ora, a imprensa quer com isso:
-fazer o populacho acreditar que a "coisa" mais interessante no atual governo é a beleza da Marcela
-que para os estrangeirois seria muito mais interessante ter Marcela como Presidente do que a "gorducha" Dilma( O Sr.Vittorio Medioli, dono do jornal O TEMPO, um italo-brasileiro,assinou um editorial do seu jornal no dia seguinte à posse, valorizando os "quilinhos a mais" que Dilma havia ganho, ao invés de analisar o conteúdo do seu(dela) discurso, por exemplo)
-tirar o foco da admiração do povo por Dilma Roussef e transferir para Marcela
-expor ao ridículo o fato de Michel Temer ter 70 anos e sua mulher 27
Deve haver mais alguns motivos subliminares que a minha percepção não está alcançando ( não sou psicólogo nem psiquiatra)
CONTINUO AFIRMANDO : ESPERO QUE A MÍDIA META O PAU NA DILMA COMO FEZ COM LULA HAJA VISTA O POVO JÁ ENTENDEU QUE O QUE NÃO AGRADA À IMPRENSA É IMPRESCINDÍVEL AO POVO BRASILEIRO.
Jeferson M. Soares
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domingo, 2 de janeiro de 2011
Comentários Políticos: Na Omissão da Imprensa...
JÁ QUE A MÍDIA NÃO DIVULGA, DIVULGUEMOS NÓS.
http://ajosp.blogspot.com/2010/09/anastasia-e-aecio-neves-devem-ser.html?spref=fb
"Sob a grave acusação de desvio de R$ 4,3 bilhões do orçamento do Estado de Minas Gerais que deveriam ser aplicados na saúde pública, a administração Aécio Neves/Antônio Anastasia (PSDB) – respectivamente ex e atual governador mineiro – terá de explicar à Justiça Estadual qual o destino da bilionária quantia que supostamente teria sido investida em saneamento básico pela Copasa entre 2003 a 2009."
EVIDENTEMENTE A MÍDIA MINEIRA NÃO VAI SE PRONUNCIAR HAJA VISTA FOI UMA DAS BENEFICIADAS POR ESSE ESCANDALOSO DESVIO.
SOME-SE A ISSO O FATO DE TER SIDO LANÇADO A TÍTULO DE SAÚDE PÚBLICA OS GASTOS COM VACINA AFTOSA E RAÇÃO PARA CÃES DA POLICIA MILITAR.
ENQUANTO ISTO OS HOSPITAIS GERIDOS PELO ESTADO, COMO O DO IPSEMG, ESTÃO À MÍNGUA E PRESTES A FECHAR AS PORTAS.
E MAIS: AS OBRAS ELEITOREIRAS INICIADAS EM AGOSTO DESTE ANO EM 537 MUNICIPIOS DE MINAS FORAM PARALISADAS EXATAMENTE UM DIA APÓS AS ELEIÇÕES DE 03/10.
OS ELEITORES QUE VOTARAM EM ANASTASIA, ITAMAR E AÉCIO ESTÃO SE SENTINDO LUDIBRIADOS.
DIVULGUE POR FAVOR.
Jeferson M. Soares
http://ajosp.blogspot.com/2010/09/anastasia-e-aecio-neves-devem-ser.html?spref=fb
"Sob a grave acusação de desvio de R$ 4,3 bilhões do orçamento do Estado de Minas Gerais que deveriam ser aplicados na saúde pública, a administração Aécio Neves/Antônio Anastasia (PSDB) – respectivamente ex e atual governador mineiro – terá de explicar à Justiça Estadual qual o destino da bilionária quantia que supostamente teria sido investida em saneamento básico pela Copasa entre 2003 a 2009."
EVIDENTEMENTE A MÍDIA MINEIRA NÃO VAI SE PRONUNCIAR HAJA VISTA FOI UMA DAS BENEFICIADAS POR ESSE ESCANDALOSO DESVIO.
SOME-SE A ISSO O FATO DE TER SIDO LANÇADO A TÍTULO DE SAÚDE PÚBLICA OS GASTOS COM VACINA AFTOSA E RAÇÃO PARA CÃES DA POLICIA MILITAR.
ENQUANTO ISTO OS HOSPITAIS GERIDOS PELO ESTADO, COMO O DO IPSEMG, ESTÃO À MÍNGUA E PRESTES A FECHAR AS PORTAS.
E MAIS: AS OBRAS ELEITOREIRAS INICIADAS EM AGOSTO DESTE ANO EM 537 MUNICIPIOS DE MINAS FORAM PARALISADAS EXATAMENTE UM DIA APÓS AS ELEIÇÕES DE 03/10.
OS ELEITORES QUE VOTARAM EM ANASTASIA, ITAMAR E AÉCIO ESTÃO SE SENTINDO LUDIBRIADOS.
DIVULGUE POR FAVOR.
Jeferson M. Soares
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Comentários Políticos: Mensalão
A mídia nacional insiste em macular o governo Lula com o mensalão. No entanto, insiste em "esquecer" que o mensalão foi inventado por Marcos Valério, a pedido da assessoria de Eduardo Azeredo (PSDB), leia Mares Guia, na véspera das eleições de 98, a fim de que fosse feito caixa 2. Insiste também em "esquecer" a lista de Furnas, as privatizações fraudelentas dos governos FHC, a compra de deputados e senadores para aprovar a reeleição, e mais uma infinidade de máculas dos governos do PSDB e DEM, inclusive nos estados. Aqui em Minas, por exemplo, a imprensa "comprada" a preço de ouro (R$1000 milhões/ano) nada denuncia das estrepolias e falcatruas de Aécio/Anastasia.
Mas a ficha da mídia ainda não caiu. Ainda não percebeu que quanto mais "bate" em Lula, mais ele cresce. Ainda não percebeu que o grande derrotado das recentes eleições foi exatamente Ela. Que, junto de deputados e senadores, a mídia é o organismo menos confiável ao povo brasileiro.
Mas, é muito bom que a mídia continue batendo firme na esquerda. ela obrigará a presidenta Dilma a cada vez mais se superar e, quanto mais ela se superar mais sua aprovação popular vai crescer. dá-lhe mídia, meta o pau. Vá atrás das mesquinharias, não deixe passar nada. É assim que gostamos!!!
Jeferson M. Soares
Mas a ficha da mídia ainda não caiu. Ainda não percebeu que quanto mais "bate" em Lula, mais ele cresce. Ainda não percebeu que o grande derrotado das recentes eleições foi exatamente Ela. Que, junto de deputados e senadores, a mídia é o organismo menos confiável ao povo brasileiro.
Mas, é muito bom que a mídia continue batendo firme na esquerda. ela obrigará a presidenta Dilma a cada vez mais se superar e, quanto mais ela se superar mais sua aprovação popular vai crescer. dá-lhe mídia, meta o pau. Vá atrás das mesquinharias, não deixe passar nada. É assim que gostamos!!!
Jeferson M. Soares
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Comentários Políticos: LEIS DELEGADAS
O governador Anastasia está mostrando a que veio. Primeiro foi a paralisação das obras eleitoreiras no dia seguinte às eleições. Iniciadas em agosto em 537 municipios de Minas, no dia seguinte às eleições de 03 de outubro todas as máquinas foram retiradas dos canteiros das obras.
Agora, contando com maioria na assembléia, comprada a preço de ouro, quer legislar solzinho, através das leis delegadas. Ele encaminhou à assembleia pedido de aprovação de leis delegadas a fim de que possa proceder à reforma administrativa da máquina pública. Com essa medida o governo restringe a democracia, cala os deputados, e navega na contramão do que vem sendo feito pelo governo federal. Questionado, Anastasia disse que as leis delegadas são legais e estão na constituição. Se esquece o governador que nem tudo o que é legal é moral.
Eu particularmente não me espanto. Espero qualquer coisa tanto de Anastasia quanto de Aécio Neves. O problema está com quem votou neles. Não podem reclamar!.
Jeferson M. Soares
Agora, contando com maioria na assembléia, comprada a preço de ouro, quer legislar solzinho, através das leis delegadas. Ele encaminhou à assembleia pedido de aprovação de leis delegadas a fim de que possa proceder à reforma administrativa da máquina pública. Com essa medida o governo restringe a democracia, cala os deputados, e navega na contramão do que vem sendo feito pelo governo federal. Questionado, Anastasia disse que as leis delegadas são legais e estão na constituição. Se esquece o governador que nem tudo o que é legal é moral.
Eu particularmente não me espanto. Espero qualquer coisa tanto de Anastasia quanto de Aécio Neves. O problema está com quem votou neles. Não podem reclamar!.
Jeferson M. Soares
Comentários Políticos: Legados da era Lula
Correio Braziliense
Tereza Cruvinel
Neste último artigo do ano aqui no Correio, não tenho como não falar dos oito anos trepidantes, em todos os sentidos, que estão chegando ao fim. Os anos Lula não apenas mudaram para sempre o Brasil. Mudaram também nossa forma de sentir e pensar nosso país.
Sob Lula, aprendemos a enxergar a pobreza, a importância de combatê-la e, mais recentemente, a celebrar sua redução. Vimos um presidente chegar ao poder contrariando tudo o que sempre nos pareceu natural: sem berço, sem diplomas, sem o apoio das elites econômicas e pensantes. Vimo-lo depois quebrar todas as convenções ao exercer o poder: falando a linguagem desabrida do povo, cometendo metáforas rasas e gafes frequentes, quebrando a liturgia do cargo, trocando o serviço à francesa do Itamaraty por um buffet self-service, tomando café com os catadores de papel e exercitando uma aguerrida diplomacia presidencial sem falar outra língua. Não haverá outro Lula, pois o Brasil que o gerou não haverá mais. E isso é bom.
Neste período, 28 milhões de brasileiros cruzaram a linha da pobreza e outros 20 milhões ascenderam à classe C. Mais extraordinário é que esse feito tenha acontecido sem a quebra de um só cristal. Ou seja, Lula não tomou uma só agulha dos mais ricos para dar aos mais pobres. Não privou os banqueiros de seus lucros para estender o crédito ao andar de baixo. Não reduziu as exportações do agrobusiness para dar mais comida ao povo. Não garfou a poupança da classe média para criar o Bolsa Família. Tudo fez harmonizando interesses e moderando conflitos. Todos ganharam, embora os mais pobres tenham começado a tirar a diferença. Em 2009, apesar da crise, a renda média dos 40% mais pobres cresceu 3,15% e dos 10% mais ricos apenas 1,09%. E isso é bom para todos, inclusive para os ricos. Este ano, os números serão mais eloquentes.
O crescimento da economia, que pode chegar aos 8% em 2010, será o maior em 24 anos. Desta vez foi crescimento sem inflação e com distribuição de renda. No final do período Lula, terão sido gerados 15 milhões de empregos. Este ano, a nova classe C vai gastar R$ 500 bilhões em 2010, superando o consumo das classes A e B. Isso é mudança.
Sob Lula, a percepção do Brasil mudou também lá fora. Agora o país é player, é líder no G-20, é um dos Brics, vai sediar a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Vamos perdendo o velho complexo de vira-latas.
Nem tudo foi resolvido, nem tudo foi feito e não faltaram as decepções. Sobretudo as políticas, com os casos de corrupção intermitentes. Mas o saldo a favor de Lula foi bem maior e levou-o ao píncaro da popularidade. Mesmo assim, ele continua sendo um presidente intragável para uma minoria. Talvez para aqueles 4% ou 5% que, nas pesquisas frequentes, consideram seu governo péssimo, contra os 80% que o consideram ótimo ou bom.
As relações com a mídia serão um capítulo na história a ser escrita. Vivi a minha pequena parte. Colunista política de O Globo, nunca apontei, nos seis governos e sete legislaturas que cobri, apenas o bem ou o mal. Assim erigi minha credibilidade de analista político. A partir de 2003, divergi do pensamento único que passou a vigir na mídia, não engrossando a cruzada anti-Lula. Na elite do jornalismo político, muito poucos, além de mim e de Franklin Martins, fugiram ao padrão monopólico e demonizador.
Houve preço. Em 2005, veio o maccarthismo e com ele os cães raivosos e o espírito de delação. Um deles espumou, em 2005, que Lula só não caíra ainda porque uma lista de jornalistas lulistas, aberta com meu nome, havia aparelhado a imprensa! Por algum tempo sustentei o apedrejamento, mas, já tendo sofrido uma ditadura, rejeitei a escolha entre autoimolação e sujeição. No final de 2007, aceitei o convite para dirigir a TV Pública que seria criada, cumprindo a Constituição Federal. Pouco vi o presidente depois disso. Tenho trabalhado com absoluta liberdade e os resultados estão aí. Nunca recebi queixas ou bilhetinhos de ministros.
Não tenho a menor importância na história maior que se encerra agora. Conto isso aqui porque esses detalhes fazem parte do ambiente venenoso, eivado de intolerância, elitismo e ódio de classe em que Lula governou e construiu o legado que deixa ao país.
Tereza Cruvinel
Neste último artigo do ano aqui no Correio, não tenho como não falar dos oito anos trepidantes, em todos os sentidos, que estão chegando ao fim. Os anos Lula não apenas mudaram para sempre o Brasil. Mudaram também nossa forma de sentir e pensar nosso país.
Sob Lula, aprendemos a enxergar a pobreza, a importância de combatê-la e, mais recentemente, a celebrar sua redução. Vimos um presidente chegar ao poder contrariando tudo o que sempre nos pareceu natural: sem berço, sem diplomas, sem o apoio das elites econômicas e pensantes. Vimo-lo depois quebrar todas as convenções ao exercer o poder: falando a linguagem desabrida do povo, cometendo metáforas rasas e gafes frequentes, quebrando a liturgia do cargo, trocando o serviço à francesa do Itamaraty por um buffet self-service, tomando café com os catadores de papel e exercitando uma aguerrida diplomacia presidencial sem falar outra língua. Não haverá outro Lula, pois o Brasil que o gerou não haverá mais. E isso é bom.
Neste período, 28 milhões de brasileiros cruzaram a linha da pobreza e outros 20 milhões ascenderam à classe C. Mais extraordinário é que esse feito tenha acontecido sem a quebra de um só cristal. Ou seja, Lula não tomou uma só agulha dos mais ricos para dar aos mais pobres. Não privou os banqueiros de seus lucros para estender o crédito ao andar de baixo. Não reduziu as exportações do agrobusiness para dar mais comida ao povo. Não garfou a poupança da classe média para criar o Bolsa Família. Tudo fez harmonizando interesses e moderando conflitos. Todos ganharam, embora os mais pobres tenham começado a tirar a diferença. Em 2009, apesar da crise, a renda média dos 40% mais pobres cresceu 3,15% e dos 10% mais ricos apenas 1,09%. E isso é bom para todos, inclusive para os ricos. Este ano, os números serão mais eloquentes.
O crescimento da economia, que pode chegar aos 8% em 2010, será o maior em 24 anos. Desta vez foi crescimento sem inflação e com distribuição de renda. No final do período Lula, terão sido gerados 15 milhões de empregos. Este ano, a nova classe C vai gastar R$ 500 bilhões em 2010, superando o consumo das classes A e B. Isso é mudança.
Sob Lula, a percepção do Brasil mudou também lá fora. Agora o país é player, é líder no G-20, é um dos Brics, vai sediar a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Vamos perdendo o velho complexo de vira-latas.
Nem tudo foi resolvido, nem tudo foi feito e não faltaram as decepções. Sobretudo as políticas, com os casos de corrupção intermitentes. Mas o saldo a favor de Lula foi bem maior e levou-o ao píncaro da popularidade. Mesmo assim, ele continua sendo um presidente intragável para uma minoria. Talvez para aqueles 4% ou 5% que, nas pesquisas frequentes, consideram seu governo péssimo, contra os 80% que o consideram ótimo ou bom.
As relações com a mídia serão um capítulo na história a ser escrita. Vivi a minha pequena parte. Colunista política de O Globo, nunca apontei, nos seis governos e sete legislaturas que cobri, apenas o bem ou o mal. Assim erigi minha credibilidade de analista político. A partir de 2003, divergi do pensamento único que passou a vigir na mídia, não engrossando a cruzada anti-Lula. Na elite do jornalismo político, muito poucos, além de mim e de Franklin Martins, fugiram ao padrão monopólico e demonizador.
Houve preço. Em 2005, veio o maccarthismo e com ele os cães raivosos e o espírito de delação. Um deles espumou, em 2005, que Lula só não caíra ainda porque uma lista de jornalistas lulistas, aberta com meu nome, havia aparelhado a imprensa! Por algum tempo sustentei o apedrejamento, mas, já tendo sofrido uma ditadura, rejeitei a escolha entre autoimolação e sujeição. No final de 2007, aceitei o convite para dirigir a TV Pública que seria criada, cumprindo a Constituição Federal. Pouco vi o presidente depois disso. Tenho trabalhado com absoluta liberdade e os resultados estão aí. Nunca recebi queixas ou bilhetinhos de ministros.
Não tenho a menor importância na história maior que se encerra agora. Conto isso aqui porque esses detalhes fazem parte do ambiente venenoso, eivado de intolerância, elitismo e ódio de classe em que Lula governou e construiu o legado que deixa ao país.
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