Este blog se presta como ferramenta para atividade de disciplina. Postarei textos de Comentarios políticos referentes a esta fase de eleições, considerando partidos que simpatizo
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Comentários Políticos: Nosso Supremo
Está mais do que comprovado, pelas últimas eleições presidenciais, que a mídia servil não faz a cabeça das classes C,D e E. Mais, dados levantados pelas agencias de pesquisas mostram que a maioria dos intelectuais e pessoas com curso superior, também não se deixam levar pelo que vêm, ouvem ou leem na imprensa nacional, tamanho seu descrétido atual.
No entanto, acompanhamos com muita surpresa que a mídia burguesa conseguiu influenciar os votos dos ministros( ou juizes?) do STF.Até inimigos figadais como Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, que protagonizaram um bizarro bate boca em plena sessão do STF há algum tempo, se unem no deboche irônico ao PT. Aliás, nunca vi um ministro( ou juíz) do Supremo, fazer referencia desairosa a qualquer partido político. Não lhes cai bem essa intromissão constrangedora no ambiente politico partidário. Estariam nossos juízes fazendo opção por algum partido? São filiados a algum? Sabemos de filiações ocultas, clandestinas,que não podem ser divulgadas,secretas, em vista do "filiado" pertencer a algum organismo que não as permitem. Por exemplo, um general filiado a um partido de esquerda. Seria o caso?
Pior, alguns juizes se deixam levar apenas por indícios e não provas concretas. Optam pela prova indiciária que permite conclusões nada ortodoxas. E o ônus da prova? Cabe agora aos indiciados provarem o que não fizeram, ao invés de esperarem que o acusador prove a existência do ilícito? O acusador no caso em pauta é nada menos que o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, atolado até o pescoço por denúncias de favorecimento ao PSDB. Inclusive o "mensalão" do PSDB dormiu sono reparador por uma década nas gavetas da PGR.
Afirmam alguns juizes(ou ministros?) que houve pagamentos mensais em troca de votos no congresso, sem, no entanto, qualquer prova material. Não querem permitir o in dubio pro reo que decorre da presunção de inocência (" é melhor o juiz absolver um provável culpado do que condenar um provável inocente"-digesto do imperador Justiniano lançado no ano de 533).
Outra aberração foi a condenação à perda do mandato do Deputado João Paulo Cunha, determinada por um ministro do supremo. Ora, nossa constituição prevê que, em caso de decisão condenatória transitada em julgado(julgamento final e definitivo), a perda do mandato de deputado ou senador, será decidida pela Câmara ou pelo Senado, por voto secreto e maioria absoluta. Assim, o poder judiciário revogou arbitráriamente uma norma constitucional, quando, pelo que se sabe, o Supremo Tribunal Federal é o organismo máximo da república que julga transgressões à Constituição. Ele mesmo está transgredindo a Carta Magna. Bizarro!
Nossa imprensa quer apenas a elite no poder. Calça-se no poder da elite, ela própria posando de elitista inquestionável. Quando questionada apela para a liberdade de imprensa, que, conforme já escrevi antes, quer liberdade para mentir, inventar, sofismar.
A máquina monopolista midiática se empenha no controle do destino da nação e de seus cidadãos, agora com o aval indubitável da corte maior do país, o STF. Jeferson Malaguti Soares.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Comentários Políticos: "Mensalão". Julgamento justo?
Na verdade o que está em jogo é o julgamento da justiça. Que condena pobres, pretos e petistas e absolve ricos, como Daniel Dantas.
Quem está sendo penalizado é o povo brasileiro que optou por uma república voltada para o social. A imprensa capitalista, servil e farsante, ávida por dinheiro, se deixa encabrestar pela casa grande, e relega a um terceiro plano, noções clássicas de jornalismo: um jornalismo crítico, apartidário e pluralista. Como empresas, a mídia se enraíza nas forças de mercado e adota atitudes de total dependência em face à grupos de poder econômico. Faz das notícias e ideias mercadorias sem o mínimo de rigor técnico, e não se preocupa com uma relação de transparência com a opinião pública. Faz hoje a mais repugnante auto-censura, onde deve prevalecer a burguesia e o capital sobre o social. Encarrega-se de forjar e preservar uma imagem positiva do neoliberalismo e aposta na despolitização do povo. Enfim, jogam por terra a ética, através da qual o jornalista deve assumir compromisso apenas com a isenção na cobertura dos fatos, a liberdade de expressão, o direito de informar e o acesso do leitor/espectador/ouvinte a toda a informação ou opinião correta e importante. A mídia é, por excelência, um órgão formador de opinião. Sua força se mede pela capacidade de intervir no debate público e, apoiados em fatos e informações exatas e comprovadas, mudar convicções e hábitos. Mas, a mídia também é formada pela opinião pública, que a influencia e pressiona. No entanto, nossa imprensa é cega e surda para o clamor público. Lamentável... Jeferson Malaguti Soares.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Comentários Políticos: O MENSALÃO DO AÉCIO
O que faz o senador mineiro Aécio Neves, com relação à mídia encabrestada de Minas, senão o seu próprio mensalão? Este sim é o verdadeiro mensalão. Não aquele que a mídia nacional insiste em apelidar como tal, com o objetivo de prejudicar Lula e o PT. Aécio destinou durante seu governo em Minas mais de 1 bilhão de reais em pouco mais de 7 anos à mídia de Minas, em parcelas mensais de aproximadamente 400 milhões, tirados do erário público e travestidos de propaganda da Copasa e da Cemig. Pagamento mensal à imprensa corrupta, para que esta omita suas mazelas e suas bizarrices ao mesmo tempo em que promove o culto à sua personalidade (Argg!). Anastasia, promovido por Aécio governador de Minas, mantém o esquema. De 2003 até hoje, esses dois (des)governos tucanos gastaram mais de 1,4 bilhão de reais em “propaganda” das estatais mineiras. Como se não bastasse a “invenção” do dito mensalão ter sido gerada em Minas quando o ex-governador tucano Eduardo Azeredo tentava a reeleição em 1998, o filme tem sua seqüência com Aécio e Anastásia. Aliás, tanto a mídia nacional quanto a justiça tupiniquim fazem questão de ignorar o “mensalão” do PSDB em Minas. Não sabem mais nem quantas medidas nem quantos pesos usam nos seus julgamentos. Aí está a verdadeira miséria humana. A miséria de caráter.
Jéferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Comentários Políticos: Salve Daniela
O que leva uma jovem mulher a iniciar uma luta eleitoral da envergadura que está travando, senão por uma questão de consciência política, de dignidade pessoal e de compromisso com a população sofrida de Ribeirão das Neves?
Daniela toma o rumo ditado pela própria razão. Jovem mulher decidida. Para ela, o mais importante é a posição política. Ou se está do lado dos menos favorecidos ou contra eles. Daniela está no lugar certo que seu bom senso lhe ditou: ao lado do povo de Ribeirão das Neves.
Certamente segue os ensinamentos morais que recebeu de seus pais e a postura ideológica de seu partido, o PT, que desde sua fundação, tendo como aliado de peso o PCdoB, trava uma luta acirrada contra o imperialismo monopolista e capitalista, em favor das classes sociais abandonadas pela direita desde há muito.
Daniela ousa se contrapor a uma sociedade política pouco afeita ao debate e à controvérsia, impositiva, que tem predominado sobre Ribeirão das Neves desde sua emancipação.
Daniela incorpora o risco do louvor ou do repúdio, numa atribuição, real ou fictícia, de simpatia ou de antipatia. Ela se lança de peito aberto, imparcial, sem rancores ou hipocrisia. Ela se coloca. Se impõe. Sem medo, límpida e engajada nos propósitos éticos e verdadeiros, características de seu caráter ímpar e íntegro.
Ver Daniela se apresentar à população, tranquila, de cabeça erguida, sorriso verdadeiro, emociona!
Salve nova mulher Daniela, salve nova cidade de Ribeirão das Neves.
Jeferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves-MG
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Comentários Políticos: A ORIGEM DA CORRUPÇÃO
O grande capital nacional e internacional e a mídia, sem uma agenda convincente no plano econômico, social e político, se aproveitam dos equívocos do PT e dos partidos aliados e arrumam uma agenda com a qual esperam voltar ao poder: o combate à corrupção. Como se fossem vetustos cidadãos, guardiões da moralidade pública e privada. Como se o passado não os tivesse já condenado pelos inúmeros mal feitos, roubos e apropriações indébitas do erário. Como se já quase não tivessem entregue a soberania nacional ao capital estrangeiro. Como se desconhecessem que a corrupção é filha legítima da injustiça social e arruina os costumes. Indiferentes ao sofrimento alheio, sem qualquer compaixão ou misericórdia pelos menos favorecidos, os neoliberais de plantão desejam o poder, única e exclusivamente pelo poder, falsos moralistas a esconder o real objetivo de sua politica entreguista: desgastar as atividades estatais e emplacar novamente uma agenda liberal para o Estado brasileiro. Desmontar o Brasil e reinar sobre os seus escombros.
Os tucanos fazem isso em Minas com soberba maestria. Propagandeiam que o choque-de-gestão imposto pelo seu programa liberal no Estado, teve como objetivo reduzir os gastos da máquina pública em benefício de maiores gastos com a população. MENTIRA! Vejam como anda nossa educação, a saúde, a segurança, os transportes, moradia, saneamento básico...Uma lástima. Gastam sim é com a propaganda. Esbanjam dinheiro com a mídia nativa, compram sua consciência. Nos últimos dez anos foram gastos mais de 1,2 bilhão de reais para calar jornais e TVs de Minas. Os investimentos na saúde pública, que a Constituição de 1988 prevê sejam de 12% da arrecadação do Estado, não chegam a 4%. E ainda por cima os governos estaduais tucanos oneram a conta "Saúde Pública" com despesas com ração para os cães da policia militar e vacina contra febre aftosa. Minas deve hoje mais de 70 bilhões de reais, jogando por terra a balela do déficit zero. Arrecada 35 bi/ano e paga juros de 5 bi/ano. Deve, pois mais de duas vezes o que arrecada anualmente. Mas na propaganda a Minas que nos é vendida é outra, uma verdadeira xangrilá. Melhor exemplo de capital neoliberal infiltrado na administração pública não há. Não é isso, certamente, o que o povo brasileiro deseja para o seu país.
Os liberais capitalistas são insensíveis ao sofrimento dos mais pobres, insensibilidade essa laboriosamente construída ao longo de cinco séculos e que se tornou a mãe da cultura da corrupção. O desdém pela pobreza tornou-os uma sociedade viciada. Valores éticos são impossíveis de vicejarem nesse terreno.
Só o combate frontal e incansável à injustiça social é capaz de enfrentar a corrupção. Isso o governo do PT, apoiado, principalmente, pelas forças da esquerda, à frente o PCdoB, fez e continua fazendo muito bem. O resto é conversa fiada, meras palavras de cinismo e hipocrisia.
Jeferson M. Soares
Ribeirão das Neves-MG
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Comentários Políticos: MENSALÃO: JULGAMENTO DO SÉCULO?
Os capitalistas neoliberais e seus representantes na política nacional (leia-se políticos do PSDB, DEM e PPS), estão morrendo de rir da esquerda e, entre eles, o comentário único e carregado de ironia é que os petistas são “amadores”. Verdade é que aqueles senhores conhecem como ninguém a arte de se apropriar de recursos públicos. Como exemplos mais recentes cito as privatizações das estatais; os títulos cambiais; os juros da divida pública; bilhões de reais para financiamento de suas campanhas políticas através de Caixa 2. Todos sabem, mas a imprensa finge ignorar, que o DNA do valerioduto é tucano, criado na campanha de reeleição do governador de Minas, Eduardo Azeredo, em 1995. Todos conhecem os inúmeros escândalos do governo Fernando Henrique que foram abafados tanto pela imprensa quanto pelo parlamento corrupto e vassalo da época. No entanto, publicamente, esses senhores se tornaram paladinos da moralidade com o apoio decisivo da mídia nacional, partidária, aética, que forja notícias e deturpa fatos, dependente de grupos de poder. Pior que um moralista, só um falso moralista. Mesmo com todos os equívocos cometidos por alguns setores do PT, é inegável que, dos grandes partidos existentes, é ele o que tem mais condições de lutar contra a corrupção. A corrupção nada mais é que a apropriação ilegal dos bens públicos por interesses privados. Nesse particular, políticos do PSDB, como José Serra, por exemplo, são mestres. Quem leu “A Privataria Tucana” do jornalista Amaury Ribeiro Junior, sabe do que estou falando. Mais uma vez a imprensa tupiniquim fez questão de ignorar as graves denúncias do livro. Neste sentido, os partidos representantes do grande capital, com a intimidade que adquiriram com o lucro e a apropriação privada, serão sempre os mais tentados a ultrapassar as fronteiras da legalidade para se apropriarem de bens públicos. Já partidos populares como o PT, íntimos da luta pela igualdade e pela justiça social, serão sempre menos vulneráveis à corrupção, apesar da imprensa dizer e pregar exatamente o contrário.
Enfim, como escreveu Marcos Coimbra na edição 705 de CARTA CAPITAL: “naquele do PT, nada foi provado que sugerisse ter havido ‘mensalão’, na acepção que a palavra adquiriu em nosso vocabulário político: o pagamento de gordas propinas mensais regulares a parlamentares para votar com o governo.” Nessa mesma linha, Walter Maierovitch, na mesma edição da revista, escreveu: “de olho num desgaste de adversários em período eleitoral, muitos aplaudem a pressa do STF (em julgar o chamado mensalão do PT). Lógico, se esquecem da lentidão do processo chamado mensalão tucano( que a imprensa finge ignorar)”.
Quer a nossa imprensa que o julgamento pelo STF do que se convencionou chamar de mensalão do PT seja estigmatizado como o julgamento do século no país. Nós, os brasileiros que não lêem VEJA nem se deixam enganar pelo JORNAL NACIONAL, sabemos que o verdadeiro julgamento do século seria exatamente aquele em que fossem colocados na cadeira de réus, os grandes predadores do Estado, ligados ao grande capital privado e às finanças nacionais e internacionais, os quais se dedicaram expressivamente às privatizações fraudulentas, ao assalto aos fundos de pensões, à compra de parlamentares e às mais diversas e cruéis atitudes aéticas em prejuízo do erário nacional. A esses sim, caberia um extraordinário e justo julgamento, fosse probo nosso poder judiciário.
Jeferson Malaguti Soares
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terça-feira, 3 de julho de 2012
Comentários Políticos: A Sina do capitalismo
Seria o capitalismo a única garantia de sobrevivência da democracia? Já ficou provado que não. O capitalismo se alimenta de crises, das suas e da dos outros que ele fomenta. Além disto, o regime capitalista existe sobre dois pilares básicos: a propriedade privada e a proteção das riquezas. Isto é, o capitalismo, sustenta-se nas desigualdades sociais e na acumulação de riquezas. Dessa fórmula cruel se alimenta o imperialismo de estado, contra a democracia e os conceitos básicos de cidadania.
Cidadania e democracia são realidades que se completam. Exercer a cidadania plena é ter plenos direitos civis, políticos e sociais. Direito à vida, à liberdade, à igualdade perante a lei, participar dos destinos da sociedade, votar e ser votado, e participar da riqueza coletiva com direito à educação, ao trabalho ao salário justo à saude, a uma velhice digna.
As desigualdades sociais são o nascedouro de todos os abusos praticados em nome do capitalismo, pelo pretenso bem da democracia.
Hoje, não interessa mais se o homem é honesto, mas sim se tem talento. São premiados os belos discursos, e nenhuma boa ação é tão reconhecida quanto.
Como escreveu Sartre, “compreender é modificar-se, ir além de si mesmo...” O capitalismo é urgente, não permite tempo para compreender-se, muito menos modicar-se.
Ao contrário do capitalismo, a realidade do marxismo tem o poder de transformar as pessoas, a sociedade, os conceitos de consumo, e de bem estar social. O capitalismo incentiva sub-homens a se tornarem conscientes de sua sub-humanidade. O capitalismo é avaro, na medida em que prega subliminarmente que o caminho mais eficaz de ter/possuir, é através da rapinagem. O socialismo prega trabalho, e que o trabalho pertence ao homem, bem como seus frutos. A doutrina marxista é invencível, pois é verdade pura. Não existe Estado socialista sem socialismo de Estado. Já o capitalismo não existiria não fosse o liberalismo libertino, que premia aqueles que têm e rejeita os que nada têm. O caminho do socialismo é premiar a todos pelo fruto do trabalho de cada um.
Aí está a sina do capitalismo: legitimar o socialismo.
Jéferson M. Soares
Ribeirão das Neves-MG
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