segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Comentários Políticos: Salve Daniela

O que leva uma jovem mulher a iniciar uma luta eleitoral da envergadura que está travando, senão por uma questão de consciência política, de dignidade pessoal e de compromisso com a população sofrida de Ribeirão das Neves? Daniela toma o rumo ditado pela própria razão. Jovem mulher decidida. Para ela, o mais importante é a posição política. Ou se está do lado dos menos favorecidos ou contra eles. Daniela está no lugar certo que seu bom senso lhe ditou: ao lado do povo de Ribeirão das Neves. Certamente segue os ensinamentos morais que recebeu de seus pais e a postura ideológica de seu partido, o PT, que desde sua fundação, tendo como aliado de peso o PCdoB, trava uma luta acirrada contra o imperialismo monopolista e capitalista, em favor das classes sociais abandonadas pela direita desde há muito. Daniela ousa se contrapor a uma sociedade política pouco afeita ao debate e à controvérsia, impositiva, que tem predominado sobre Ribeirão das Neves desde sua emancipação. Daniela incorpora o risco do louvor ou do repúdio, numa atribuição, real ou fictícia, de simpatia ou de antipatia. Ela se lança de peito aberto, imparcial, sem rancores ou hipocrisia. Ela se coloca. Se impõe. Sem medo, límpida e engajada nos propósitos éticos e verdadeiros, características de seu caráter ímpar e íntegro. Ver Daniela se apresentar à população, tranquila, de cabeça erguida, sorriso verdadeiro, emociona! Salve nova mulher Daniela, salve nova cidade de Ribeirão das Neves. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Comentários Políticos: A ORIGEM DA CORRUPÇÃO

O grande capital nacional e internacional e a mídia, sem uma agenda convincente no plano econômico, social e político, se aproveitam dos equívocos do PT e dos partidos aliados e arrumam uma agenda com a qual esperam voltar ao poder: o combate à corrupção. Como se fossem vetustos cidadãos, guardiões da moralidade pública e privada. Como se o passado não os tivesse já condenado pelos inúmeros mal feitos, roubos e apropriações indébitas do erário. Como se já quase não tivessem entregue a soberania nacional ao capital estrangeiro. Como se desconhecessem que a corrupção é filha legítima da injustiça social e arruina os costumes. Indiferentes ao sofrimento alheio, sem qualquer compaixão ou misericórdia pelos menos favorecidos, os neoliberais de plantão desejam o poder, única e exclusivamente pelo poder, falsos moralistas a esconder o real objetivo de sua politica entreguista: desgastar as atividades estatais e emplacar novamente uma agenda liberal para o Estado brasileiro. Desmontar o Brasil e reinar sobre os seus escombros. Os tucanos fazem isso em Minas com soberba maestria. Propagandeiam que o choque-de-gestão imposto pelo seu programa liberal no Estado, teve como objetivo reduzir os gastos da máquina pública em benefício de maiores gastos com a população. MENTIRA! Vejam como anda nossa educação, a saúde, a segurança, os transportes, moradia, saneamento básico...Uma lástima. Gastam sim é com a propaganda. Esbanjam dinheiro com a mídia nativa, compram sua consciência. Nos últimos dez anos foram gastos mais de 1,2 bilhão de reais para calar jornais e TVs de Minas. Os investimentos na saúde pública, que a Constituição de 1988 prevê sejam de 12% da arrecadação do Estado, não chegam a 4%. E ainda por cima os governos estaduais tucanos oneram a conta "Saúde Pública" com despesas com ração para os cães da policia militar e vacina contra febre aftosa. Minas deve hoje mais de 70 bilhões de reais, jogando por terra a balela do déficit zero. Arrecada 35 bi/ano e paga juros de 5 bi/ano. Deve, pois mais de duas vezes o que arrecada anualmente. Mas na propaganda a Minas que nos é vendida é outra, uma verdadeira xangrilá. Melhor exemplo de capital neoliberal infiltrado na administração pública não há. Não é isso, certamente, o que o povo brasileiro deseja para o seu país. Os liberais capitalistas são insensíveis ao sofrimento dos mais pobres, insensibilidade essa laboriosamente construída ao longo de cinco séculos e que se tornou a mãe da cultura da corrupção. O desdém pela pobreza tornou-os uma sociedade viciada. Valores éticos são impossíveis de vicejarem nesse terreno. Só o combate frontal e incansável à injustiça social é capaz de enfrentar a corrupção. Isso o governo do PT, apoiado, principalmente, pelas forças da esquerda, à frente o PCdoB, fez e continua fazendo muito bem. O resto é conversa fiada, meras palavras de cinismo e hipocrisia. Jeferson M. Soares Ribeirão das Neves-MG

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Comentários Políticos: MENSALÃO: JULGAMENTO DO SÉCULO?

Os capitalistas neoliberais e seus representantes na política nacional (leia-se políticos do PSDB, DEM e PPS), estão morrendo de rir da esquerda e, entre eles, o comentário único e carregado de ironia é que os petistas são “amadores”. Verdade é que aqueles senhores conhecem como ninguém a arte de se apropriar de recursos públicos. Como exemplos mais recentes cito as privatizações das estatais; os títulos cambiais; os juros da divida pública; bilhões de reais para financiamento de suas campanhas políticas através de Caixa 2. Todos sabem, mas a imprensa finge ignorar, que o DNA do valerioduto é tucano, criado na campanha de reeleição do governador de Minas, Eduardo Azeredo, em 1995. Todos conhecem os inúmeros escândalos do governo Fernando Henrique que foram abafados tanto pela imprensa quanto pelo parlamento corrupto e vassalo da época. No entanto, publicamente, esses senhores se tornaram paladinos da moralidade com o apoio decisivo da mídia nacional, partidária, aética, que forja notícias e deturpa fatos, dependente de grupos de poder. Pior que um moralista, só um falso moralista. Mesmo com todos os equívocos cometidos por alguns setores do PT, é inegável que, dos grandes partidos existentes, é ele o que tem mais condições de lutar contra a corrupção. A corrupção nada mais é que a apropriação ilegal dos bens públicos por interesses privados. Nesse particular, políticos do PSDB, como José Serra, por exemplo, são mestres. Quem leu “A Privataria Tucana” do jornalista Amaury Ribeiro Junior, sabe do que estou falando. Mais uma vez a imprensa tupiniquim fez questão de ignorar as graves denúncias do livro. Neste sentido, os partidos representantes do grande capital, com a intimidade que adquiriram com o lucro e a apropriação privada, serão sempre os mais tentados a ultrapassar as fronteiras da legalidade para se apropriarem de bens públicos. Já partidos populares como o PT, íntimos da luta pela igualdade e pela justiça social, serão sempre menos vulneráveis à corrupção, apesar da imprensa dizer e pregar exatamente o contrário. Enfim, como escreveu Marcos Coimbra na edição 705 de CARTA CAPITAL: “naquele do PT, nada foi provado que sugerisse ter havido ‘mensalão’, na acepção que a palavra adquiriu em nosso vocabulário político: o pagamento de gordas propinas mensais regulares a parlamentares para votar com o governo.” Nessa mesma linha, Walter Maierovitch, na mesma edição da revista, escreveu: “de olho num desgaste de adversários em período eleitoral, muitos aplaudem a pressa do STF (em julgar o chamado mensalão do PT). Lógico, se esquecem da lentidão do processo chamado mensalão tucano( que a imprensa finge ignorar)”. Quer a nossa imprensa que o julgamento pelo STF do que se convencionou chamar de mensalão do PT seja estigmatizado como o julgamento do século no país. Nós, os brasileiros que não lêem VEJA nem se deixam enganar pelo JORNAL NACIONAL, sabemos que o verdadeiro julgamento do século seria exatamente aquele em que fossem colocados na cadeira de réus, os grandes predadores do Estado, ligados ao grande capital privado e às finanças nacionais e internacionais, os quais se dedicaram expressivamente às privatizações fraudulentas, ao assalto aos fundos de pensões, à compra de parlamentares e às mais diversas e cruéis atitudes aéticas em prejuízo do erário nacional. A esses sim, caberia um extraordinário e justo julgamento, fosse probo nosso poder judiciário. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

terça-feira, 3 de julho de 2012

Comentários Políticos: A Sina do capitalismo

Seria o capitalismo a única garantia de sobrevivência da democracia? Já ficou provado que não. O capitalismo se alimenta de crises, das suas e da dos outros que ele fomenta. Além disto, o regime capitalista existe sobre dois pilares básicos: a propriedade privada e a proteção das riquezas. Isto é, o capitalismo, sustenta-se nas desigualdades sociais e na acumulação de riquezas. Dessa fórmula cruel se alimenta o imperialismo de estado, contra a democracia e os conceitos básicos de cidadania. Cidadania e democracia são realidades que se completam. Exercer a cidadania plena é ter plenos direitos civis, políticos e sociais. Direito à vida, à liberdade, à igualdade perante a lei, participar dos destinos da sociedade, votar e ser votado, e participar da riqueza coletiva com direito à educação, ao trabalho ao salário justo à saude, a uma velhice digna. As desigualdades sociais são o nascedouro de todos os abusos praticados em nome do capitalismo, pelo pretenso bem da democracia. Hoje, não interessa mais se o homem é honesto, mas sim se tem talento. São premiados os belos discursos, e nenhuma boa ação é tão reconhecida quanto. Como escreveu Sartre, “compreender é modificar-se, ir além de si mesmo...” O capitalismo é urgente, não permite tempo para compreender-se, muito menos modicar-se. Ao contrário do capitalismo, a realidade do marxismo tem o poder de transformar as pessoas, a sociedade, os conceitos de consumo, e de bem estar social. O capitalismo incentiva sub-homens a se tornarem conscientes de sua sub-humanidade. O capitalismo é avaro, na medida em que prega subliminarmente que o caminho mais eficaz de ter/possuir, é através da rapinagem. O socialismo prega trabalho, e que o trabalho pertence ao homem, bem como seus frutos. A doutrina marxista é invencível, pois é verdade pura. Não existe Estado socialista sem socialismo de Estado. Já o capitalismo não existiria não fosse o liberalismo libertino, que premia aqueles que têm e rejeita os que nada têm. O caminho do socialismo é premiar a todos pelo fruto do trabalho de cada um. Aí está a sina do capitalismo: legitimar o socialismo. Jéferson M. Soares Ribeirão das Neves-MG

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Comentários Políticos: Boris Casoy culpa Lula pela morte de ex-dona da Daslu.

Boris Casoy, âncora do jornal noturno da Band, creditou ao ex-presidente Lula a morte da socialite Eliana Tranchesi, se superando na arte de falar asneira (www.cutucandodeleve.blogspot.com).
Boris acaba de completar 71 anos (13/02) e não reviu um décimo de milímetro de seus conceitos (na verdade preconceitos) desde sua juventude. Pelo contrário, até acho que piorou e muito. Para quem não sabe, ele fez parte, apesar de negar, de um grupo de extermínio chamado CCC-Comando de Caça aos Comunistas, no auge da ditadura militar, lá por volta de 1968, quanto então tinha vinte e poucos anos. Não se transformou e, quem não se transforma com o tempo, perde a própria fôrma.
Pois é, Casoy está perdendo, além da fôrma, a sanidade mental. Vive atualmente um surto de insanidade social e se envereda pela rotinização do impensável. Está cada dia mais irascível. Os anos não lhe fizeram bem. Seu ódio pela esquerda beira à loucura. Seu cérebro parece circular numa espiral de irracionalidades. Não falo só pelo comentário em pauta, mas por todos os comentários desairosos e injuriosos que vem despejando há anos através da mídia que o acoita.
Boris é um dos cinco filhos de imigrantes judeus russos e diz ter sofrido muita discriminação na infância, mas parece nada ter aprendido a respeito. Mostra-se cada vez mais intolerante, irônico, debochado mesmo, quando o assunto envolve os governos Lula e Dilma. Não raro arruma um jeitinho de encaixar os dois em algum assunto polêmico, mesmo que nada tenha a ver, como fez agora.
O jornalista da Band é fértil na arte da falta de caráter estético. Pela definição de Nietzshe, “a vida nada mais é que um fenômeno estético”, acredito que Casoy já deixou a vida há tempos, e se transformou num zumbi a perseguir insanamente quem não comunga com seus preceitos odientos. Viúva da ditadura militar. Aquele que vive do passado desconhece o presente, e tragicamente está fadado a não ter futuro.
O homem existe para ser superado, mas Boris Casoy vai se tornando insuperável, na sua decadência como ressentido, que se convulsiona pela memória dilacerante do passado que o inferniza. Arrisco mesmo dizer que ele é um ressentido moral, contaminado com a sua própria condição ignóbil, gerando uma enorme tristeza e remorsos incontornáveis. Boris é um caso médico, ou melhor, sua patologia encontra a melhor explicação na medicina psiquiátrica. A loucura nem sempre se apresenta como tal.
É o caso de se perguntar, até quando a Band vai dar guarida a Boris Casoy. Ou talvez seja o caso de, pela genealogia moral da emissora, usar o jornalista para externar suas próprias convicções, enquanto lhe for útil, não consiste em falta de ética ou pudor.

Jéferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves-NG

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Comentários Políticos: Privatização dos Aeroportos?

Não me surpreenden as acusações ao governo Dilma, em vista da concessão de tres aeroportos à administração da iniciativa privada. O PIG-Partido da Imprensa Golpista, acusa o PT, com ironia e deboche, de se ter rendido à ideologia privatizante do PSDB. Como sempre, a mídia nacional avalia pelo lado que melhor lhe aprouve.
Cabe lembrar duas facetas que ela esconde propositalmente: primeiro que o governo " concedeu" a exploração e manutenção dos aeroportos, por um período finito, que poderá ser prorrogado, logo, não os privatizou e, segundo que o dinheiro arrecadado com a concessão (24 bilhões) tem destinação certa e fiscalizada pela CGU (Controladoria Geral da União), bem diferente do que aconteceu nas privatizações dos governos FHC, que vendeu a VALE por preço de banana - tres vezes e meia a menos do que o atual governo arrebanhou com as atuais concessões - e até hoje não deu conta de onde foi parar o dinheiro. Isto só para exemplificar com a venda da VALE, fora as dezenas de outras mazelas privatizantes dos governos tucanos, federal e estaduais.
Ora, as concessões diferem das privatizações. Na concessão o patrimônio público não é transferido ou alienado. O patrimônio permanece da União Federal, não o transferindo de forma permanente. Além disso, as concessões atuais serão pagas, com recursos próprios dos vencedores das licitações e sem uso de “moedas podres” no negócio ou financiamento do BNDES. Ou seja, nenhum financiamento público será destinado à arrematação da concessão. De outro lado, na privatização (tucana) todos os arremates foram pagos com financiamentos públicos, a perder de vista e juros baixíssimos.
Tanto as privatizações tucanas, quanto suas consessões de rodovias, visaram o lucro do concessionário, ao entregar o patrimônio nacional a preços irrisórios. Na concessão do governo Dilma, visou-se preservar o bolso do consumidor e a coisa pública. Bem diferente, mas o universo midiático nacional acredita que somos patetas, tal qual ele o é.

Jeferson M. Soares

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Comentários Políticos: Troca Desvantajosa

Durante as comemorações pelos 458 anos de São Paulo, o defectível ex-presidente FHC, sentado ao lado da presidenta Dilma, fez a seguinte proposta a ela: "voce larga o Lula que eu abandono o Serra"...Não vai aqui nenhuma ironia, mas a constatação de uma realidade. Primeiro, a importância de FHC no contexto nacional hoje, frente à de Dilma, é uma traço. Ele não sabe, ou finge não saber, que não está em condições de propor nada a Dilma nem ao povo brasileiro. Segundo, essa é uma troca por demais desvantajosa para a presidenta. Caberia a ela perguntar a FHC, quanto ele voltaria pelo negócio. Sim, porque comparando a uma troca de automóveis, por exemplo, enquanto Serra é representado por um Fusca 68, Lula o é por um Passat 2012. Enfim, se somarmos o peso politico de todos os tucanos, não chega nem perto do valor politico de Lula. Acorda Fernando Henrique!

Jeferson M. Soares - Ribeirão das Neves