terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Comentários Políticos: BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL

Eu não poderia deixar de postar este poema que recebi. Achei genial, e gostaria de ajudar a divulgá-lo.

Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

FIM

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Comentários Políticos: O quarto poder

Temos ouvido que a mídia é o quarto poder da república. Ela vem tentando ocupar esse lugar, com algum sucesso. A força política da grande imprensa é muito grande, e os donos de jornais, revistas e canais de TV sabem como poucos usá-la em beneficio próprio. Roberto Marinho, por exemplo, foi um dos homens mais poderosos do Brasil, a partir do golpe militar de 64. Poucos políticos se negaram a atender seus pedidos e convites que, na verdade, eram imposições.
É público o fato de que a grande imprensa trabalha contra Lula, desde, principalmente, sua primeira candidatura à presidência, em 1989. Hoje fazem o mesmo com a presidenta Dilma. Fica claro que as vitórias do PT não foram contra adversários políticos, foram contra a imprensa, que sempre esteve a serviço do capital e da burguesia (raras exceções como a revista Carta Capital, por exemplo, cuja postura é de independência e seriedade) .
Como então implementar a formação política e cidadã das classes menos favorecidas, se o Estado era instado pela mídia a se vincular, exclusivamente,à defesa dos interesses da burguesia liberal? Lula e Dilma estão conseguindo essa proeza e, por mais surpreendente, sem fugir do regime capitalista, sem tirar um centavo sequer dos ricos. Por que então essa frenética campanha contra os governos populares do PT? Por que o silêncio “ensurdecedor” frente às denúncias do livro “A Privataria Tucana”? Por que a falta de isenção da imprensa, que condena atos dos governos de Lula e Dilma e ignora os de governos anteriores, que sabidamente prejudicaram o erário e a soberania nacional? Jornalista que não tem autonomia para falar sobre política, tem credibilidade para discorrer sobre qualquer outro assunto? Não creio.
O que amedronta a mídia e a burguesia nacionais, é o fato de Lula e Dilma se apresentarem por inteiro, sem dissimulações, mentiras ou máscaras. Transitam imperturbáveis diante do clima de radicalização da imprensa. Nada têm a esconder. São verdadeiros e falam a língua do povo. São herdeiros dos clamores populares de outrora, e quebraram os argumentos pobres das forças políticas oligárquicas que predominavam no Brasil até então. Essa mesma oligarquia que, ancorada pela mídia burguesa, nunca se deu conta da emergência das demandas sociais do nosso povo, preferindo se escudar nos argumentos intimidadores de uma falsa intelectualidade sacralizada no capitalismo liberal, esquecendo-se que tudo o que é geral, é social.
A mídia não aceita o povo no poder. Não aceita descer até o “populacho” – como adjetiva os menos favorecidos – para dialogar, ou para ouvi-lo. A arrogância, o orgulho e a discriminação são as características marcantes da burguesia neoliberal. O universo midiático nacional ignora que as opiniões sustentadas em fatos são muito mais fortes e confiáveis do que aquelas apenas adjetivadas.
O capitalismo liberal, ao qual a imprensa internacional está atrelada, e a nossa a reboque, pode ser muitas coisas, mas nunca, a meu ver, fonte de equilíbrio social ou de dignidade cidadã. Constata-se diariamente que o capitalismo é um modelo de atuação político econômico aético e hipócrita. No mesmo caminho transita nossa mídia.
Jéferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves/MG

domingo, 25 de dezembro de 2011

Comentários Políticos: Deuses Marginais

Até quando a mídia vai endeusar marginais como o jogador Adriano? Inventam epítetos magnânimos para esses párias, como o de "imperador" , por exemplo. Podemos citar também na música, o "cantor" Belo, com ligações com o tráfico, cantado em versos e prosa na mídia tupiniquim. Sem falar na política onde safardanas como José Serra e Aécio Neves ocupam espaço nobre. Talvez esta seja uma estratégia da imprensa golpista: misturar nossa dignidade e cidadania à desses espectros de gente, a fim de que a cada dia nos sintamos tão pequenos quanto eles.

Jeferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves/MG

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Comentários Políticos: Quanta hipocrisia!

Quanta hipocrisia!



O governo de São Paulo resolve percorrer bares que vendem bebida alcoólica a menores, em todo o estado, multando quem desrespeita a lei. O Congresso Nacional vota uma lei de “tolerância zero” para os bêbados que insistem em dirigir autos. A Rede Globo, através de Drauzio Varella faz campanha feroz contra o uso do cigarro. Quanta hipocrisia! Ao mesmo em tempo que fazem isso, continuam pipocando na mídia propaganda de bebidas. Cervejas patrocinam torneios de futebol, Zeca Pagodinho alardeia a qualidade de determinada marca, nas novelas os ricos bebem champanhes e whiskies enquanto os pobres se divertem com a cerveja e a cachaça.

Vivemos a era da internet social, da globalização da economia, tempos de mudanças radicais, de quebra de padrões e paradigmas. A economia, os negócios, as relações pessoais e de trabalho, enfrentam uma nova realidade.

Enquanto isto, a ameaça de mudança do clima nunca foi tão real. Ela vai transformar a vida dos indivíduos, dos governos e das empresas. A palavra urgência ganha um novo significado. Prosseguem as negociações para a definição de novas metas de redução das emissões. Há uma enorme onda de reinvenções - nos negócios, na política, na vida cotidiana – a fim de guiar o planeta para uma vida mais saudável. Na contramão disto tudo, na área das bebidas alcoólicas, o setor vai se globalizando para o mal. Com seguidas operações de fusões e aquisições, as empresas se transformam em enormes conglomerados multinacionais com dezenas de marcas e um catálogo de tecnologias que lhes permite combinações quase infinitas de marcas e produtos. Cada vez mais poderosas econômica e financeiramente, as fábricas de bebidas formam um lobby irresistível, um grupo de pressão quase indestrutível. Por maior que seja, por exemplo, a bancada evangélica no Congresso Nacional, nenhum parlamentar se dispõe a enfrentar o problema. Da mesma forma agem todos os congressistas.

E o uso abusivo do álcool não se toca, cresce. Não estou falando do etanol, este muito saudável para nossa economia e que ainda ajuda a diminuir a poluição do ar. Falo da droga álcool. Droga que leva a outras drogas, tão destrutivas quanto ela. Falo do incentivo ao uso de bebidas alcoólicas, pela mídia, que leva a acidentes irrecuperáveis, famílias destruídas. E pergunto: até quando vamos fingir que nada está acontecendo? Até quando vamos continuar com essa hipocrisia? Até quando a bebida alcoólica vai ligar sua imagem a esportes saudáveis?

Eu não estou disposto a continuar fingindo. Lanço agora uma campanha para que a propaganda de bebidas alcoólicas pela mídia e o patrocínio delas em qualquer atividade, esportiva ou não, seja proibida, como fizeram acertadamente com o cigarro.

Por favor, envie esta mensagem a todos os seus internautas e, juntos vamos lutar pelo bem do futuro de nossos filhos e netos.



Jeferson Malaguti Soares

Ribeirão das Neves/MG

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Comentários Políticos: CARTA ABERTA AO MINISTRO ORLANDO SILVA

Prezado Camarada Orlando,

Você foi mais uma vítima do julgamento sumário imposto pela oposição irracional ao governo Dilma, acobertado e estimulado pela mídia nacional.
Nosso universo midiático se associa ao grupelho de bajuladores do neoliberalismo, pela odiosidade, no reacionarismo, na falta de generosidade, no mercenarismo. Destila seu ódio mesmo sabendo que nunca conseguirá dobrar a espinha dorsal da presidenta, nem a sua e muito menos a do PCdoB, que, na véspera de seus 90 anos de vida ilibada é surpreendido por essa ignomínia. Movida por tamanha carga de ódio - uma decorrência, tenho certeza, da frustração que sente ao constatar a superioridade moral do nosso partido e dos governos populares de Lula e Dilma - participa com entusiasmo sádico da campanha que visa, primordialmente, desestabilizar o país e suas instituições democráticas, conquistadas duramente após a ditadura militar, a qual essa mesma mídia burguesa ajudou a colocar no poder. É preciso registrar, no entanto, que em meio a essas manifestações de ódio e rancor, nós do PCdoB somos alvo de comovedoras demonstrações de afeto, solidariedade e apoio, de brasileiros verdadeiros, nacionalistas, patriotas. A imprensa capitalista demanda capital à custa do sofrimento do povo. Encarrega-se de forjar, preservar e divulgar imagem positiva do neoliberalismo e negativa dos governos e partidos voltados para o social. Há na mídia nacional uma febre de aversão aos socialistas como nós, que lógica alguma é capaz de conter. Redatores servis e farsantes, cordatos e obsequiosos, são movidos pelas polpudas verbas publicitárias dos governos neoliberais que ainda grassam em alguns estados. São profissionais que entraram pelas portas laterais do jornalismo. Não reconhecem o que representa para o povo brasileiro humilde uma esperança de vida melhor, de acesso a bens materiais. Essa é a mídia que adora criar “eventos” do nada, que controla todos os institutos de pesquisa. Claro que há exceções, pois são elas que justificam as regras. Revistas como a Carta Capital e Caros Amigos são exemplos de jornalismo crítico, porém imparcial, apartidário e pluralista.
Nós do PCdoB sabemos que a miséria é desnecessária, que a conquista do bem-estar coletivo é essencial e que um país não pode sobreviver com injustiça social criminosa. Acreditamos também numa imprensa livre, mas responsável, independente em face a grupos de poder e que mantenha com seus leitores/ouvintes/telespectadores relação de transparência e honestidade.
Repelimos e condenamos publicamente qualquer tipo de ingerência do poder do Estado e/ou do capital sobre a atividade intelectual. No entanto não podemos aceitar que órgãos da imprensa promovam campanhas para desacreditar pessoas e entidades públicas, a serviço de partidos políticos, grupos econômicos ou de tendência ideológica diferente. A verdade não pode ser torcida ou politizada. As convicções não podem estar sujeitas a conveniências. Fatos não devem ser omitidos. Uma realidade, porém, está vindo à tona. Quem se cansou da mídia mentirosa e golpista foi a classe operária brasileira e os verdadeiros intelectuais do país. Estamos fartos do discurso que protege uma cultura patrimonialista, em que a tradição é o privado se apropriar do público. Receba, pois camarada Orlando, nosso apoio e solidariedade e a certeza que, mais dia menos dia, a verdade prevalecerá.


VIVA O PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL
Comitê Municipal do PCdoB de Ribeirão das Neves-MG
Jeferson Malaguti Soares
Secretário de Comunicação

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Comentários Políticos: José de Abreu: “Civita avisou ao PT que derrubará Dilma”

Leiam até o fim...vamos permitir esse golpe? Os Civita vieram para o Brasil a convite da ditadura militar e, com o dinheiro público, fundaram em 1968 a revista Veja. Revista esta que não faz jornalismo, faz fofoca e vive de denuncismos caluniosos. Por que Veja não fez o mesmo nos (des)governos FHC e não o faz nos (des)governos de Anastasia e Alckmim? Por que não aprofunda as investigações sobre a vida desregrada de Aécio Neves? Por que não pergunta a FHC como ele comprou um apto de 1 milhão de dolares no melhor bairro de São Paulo (Higienópolis) que pertencia ao dono do banco Safra? Sabem porque? Porque os Civita levaram e levam muito dinheiro dos tucanos...pau neles...
J. Malaguti
No último domingo, o ator José de Abreu, esse simpaticíssimo sessentão paulista de Santa Rita do Passa Quatro, soltou uma nota no Twitter que, desde então, vem sendo objeto de curiosidade e de intensos debates na internet devido ao teor explosivo que encerra. Abaixo, a reprodução da nota do ator. Foi capturada em seu perfil naquela rede social.
Diante da enormidade que é haver dado concreto sobre uma premissa que todos os que se interessam por política já intuíam diante do comportamento da revista Veja nos últimos tempos, sobretudo após o caso escabroso em que um repórter desse veículo tentou invadir o apartamento do ex-ministro José Dirceu em um hotel de Brasília, decidi entrevistar o autor de tão interessante informação.
Conversei com Abreu por telefone durante cerca de 40 minutos. Foi mais um bate-papo informal. Girou, basicamente, em torno da informação que o ator obteve, mas enveredou por sua visão sobre como e por que um empresário do setor de comunicação ousa mandar ao governo do país um recado dessa magnitude, em termos de arrogância.
Segundo Abreu, a informação lhe foi passada por um petista graúdo que procurou a direção da Veja logo após a tentativa de invasão do apartamento de Dirceu. O emissário não teria procurado a revista em nome do governo, mas, sim, em nome do PT. Ainda segundo o entrevistado, essas conversas de petistas e até do governo com a mídia ocorrem institucionalmente e com freqüência.
A tal “raposa felpuda” do PT teria ponderado com a direção da Veja que precisaria haver limites, que a revista estaria passando da conta. Enfim, teria sido a tentativa de um pacto de convivência mínimo. Aliás, informação relevante do entrevistado foi a de que esse pacto até já existe e é por isso que Dilma vem sendo poupada pela mídia, apesar dos ataques ao seu governo.
A resposta veio de cima, do próprio Roberto Civita, e foi a de que não haveria acordo: a Veja pretende derrubar o governo Dilma. As razões para isso não foram explicadas, apesar de que o interlocutor de Abreu diz que o dono da Veja está enfurecido com os sucessivos governos do PT que, nos últimos 9 anos, tiraram da grande mídia montanhas de dinheiro público.
Sempre segundo o entrevistado, apesar de muitos acharem que o governo “dá dinheiro” à mídia (via publicidade oficial) apesar de ser fustigado por ela, nos últimos 9 anos a publicidade do governo federal, a compra de livros didáticos da Abril, enfim, tudo que o governo gasta com comunicação passou a pingar nos cofres midiáticos em proporção infinitamente menor do que jorrava até 2002.
De fato, de 2003 para cá esse bilhão de reais que o governo gasta oficialmente em comunicação, que até aquele ano era dividido entre 500 veículos, hoje irriga cerca de oito mil veículos, muitos deles com linha editorial totalmente inversa à dos grandes meios de comunicação que até o advento da eleição de Lula, em 2002, mamavam tranquilamente. E sozinhos.
Abreu também diz que essa coexistência de bastidores entre adversários políticos (imprensa tucana, de um lado, e PT e governos petistas de outro) se deve a um fato inegável: os políticos precisam da mídia e isso fica claro quando a gente se surpreende ao ver petistas, os mais alvejados por esses veículos, concedendo cordiais entrevistas aos seus algozes.
Particularmente, este blog não se surpreendeu com as revelações de José de Abreu. As marchas contra a corrupção, o objetivo claro de impedir o funcionamento do governo lançando matérias incessantes só contra o governo federal enquanto escândalos enormes como o das emendas dos deputados estaduais paulistas recebem espaço quase zero, mostram que a mídia pretende inviabilizar o governo Dilma Rousseff.
Mais uma vez, digo a quem não acredita: se o cavalo do golpe passar selado, a mídia monta sem pensar. E, agora, tenho até evidências concretas para fundamentar meu ponto de vista. Será, então, que o PT e o governo Dilma vão ficar sentados esperando o golpe? Querem a minha opinião? Acho que vão. Eles ainda acreditam que podem se entender com a imprensa golpista.
http://www.blogcidadania.com.br/2011/10/jose-de-abreu-%E2%80%9Ccivita-avisou-ao-pt-que-derrubara-dilma%E2%80%9D/

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Comentários Políticos: Apelo à mídia mineira

"Minas,são muitas.Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais" a frase é de Guimarães Rosa, mas hoje até parece que Minas são apenas duas. A Minas da mídia mineira, que apresenta uma Minas sem problemas, onde tudo vai muito bem, obrigado, onde o choque de gestão magicamente conseguiu resultados fabulosos, uma Minas verdadeira filial do paraíso. Essa Minas foi conseguida através de gordas verbas publicitárias, que "compraram" a imprensa mineira. Em sete anos de (des)governo do "príncipe" Aécio Neves foram gastos mais de 1,4 bi com a propaganda favorável ao tucano e sonegados mais de 4 bi da saúde pública. A outra Minas é onde nós vivemos, simples mortais.A Minas da educação sucateada, da saúde abandonada, da cidadania ultrajada, dos índices da segurança manipulados, da dívida escandalosamente aumentada, da mentira oficial, dos servidores públicos estaduais vilipendiados. Nesta Minas vivemos nós, pobres mineiros. Na outra Minas vivem os apaniguados de Aécio Neves, mídia inclusa. Minas não tem um projeto de crescimento sustentável,de melhoria na saúde, na educação, nos transportes ou na segurança. Minas tem apenas o PROJETO AÉCIO NEVES.
Vivemos hoje em Minas a mais absoluta e verdadeira censura midiática. Muito pior que a censura imposta durante a ditadura militar.Naquela ocasião os jornais eram obrigados a se calar, a silenciar diante dos abusos. Hoje, as polpudas verbas publicitárias oficiais compraram a adesão da imprensa mineira ao projeto de marketing pessoal e de culto à personalidade do ex-governador.Assim é a Minas de hoje, onde o judiciário , o ministério público e a imprensa foram cooptados ao projeto passoal de Aécio Neves. A Assembléia Legislativa , cuja maioria dos deputados, comprados à base de emendas parlamentares e cargos na administração,vota com o governo, não pode ser chamada de Casa Legislativa. Melhor seria ser chamada de Casa Homologativa da vontade do executivo.
Tudo o que eu escrevi até agora e muito mais,você encontra no discurso do Deputado Sávio Souza Cruz do PMDB, proferido em Março deste ano na tribuna da ALMG. Acesse www.observadoressociais@blogspot.com e assista ao vídeo " Esquizofrenia Política".
A imprensa mineira enterrou os princípios básicos do jornalismo honesto e saudável. Onde foi parar o jornalismo crítico, apartidário e pluralista?Onde estão as atitudes de independência em face a grupos de poder? O que fizeram com a competência profissional do jornalista?
Não tratam com rigor técnico as notícias e idéias.Desprezam a relação de transparência com a opinião pública. Desestimulam o diálogo, a difusão de novas tendências e o desenvolvimento do próprio jornalismo. Do ponto de vista político, a mídia mineira deixa de sustentar a democracia, a economia de mercado, os direitos dos mineiros e foge do debate dos problemas sociais da população. Ela se censura e permite a ingerência do poder do Estado sobre suas atividades, pelo dinheiro. A ética que se dane. Não ficam nem um pouco constrangidos, perderam a vergonha. Quem dita a linha editorial da imprensa em Minas é o executivo. Nela não está contemplada a ética, a isenção na cobertura, a liberdade de expressão, a responsabilidade moral ou todas as versões dos fatos.
A independência econômica e financeira de qualquer empresa jornalística é condição essencial para a sua independência editorial e politica. Os anúncios publicitários deveriam merecer tratamento análogo ao que se dá ao material jornalistico.O interesse do leitor/ouvinte/telespectador, deveria ter sempre prioridade sobre qualquer outro, inclusive o do anunciante. Não se deveria, em nenhuma hipótese, sob pena de se perder a credibilidade, subordinar o trabalho jornalístico aos interêsses, presumidos ou manifestos, de anunciantes. A isto chama-se ética. Isto se aprende em qualquer curso de jornalismo/comunicação social. É lamentável que o universo midiático de Minas Gerais não pense assim.
Em seu texto, a Constituição brasileira garante o acesso de todos à informação.Garante também a liberdade de imprensa, independente de censura, e a livre expressão do pensamento. Não podemos reconhecer legitimidade em nenhuma restrição, legal ou ilegal, que se faça à liberdade de imprensa. Não podemos aceitar que a imprensa seja "comprada" em benefício de quem quer que seja.
Imprensa mineira! Acordai. Levantai sua cabeça. Erga os olhos para seus leitores/ouvintes/telespectadores. Abandone de vez a desonra que a envergonha diante de si própria.
Jeferson Malaguti Soares
Ribeirão das Neves-MG