terça-feira, 25 de março de 2014

Nota de repúdio

Nota de repúdio Excelentíssimo Deputado Henrique Eduardo Alves Em sentença divulgada em 14 de dezembro de 2010 a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Estado brasileiro a investigar e julgar aqueles que fossem apontados como culpados, bem como a punir os responsáveis pelo desaparecimento e morte das vítimas da ditadura. Deste modo, a criação da Comissão Nacional da Verdade representou uma etapa no necessário acerto de contas desenvolvido pelo Estado brasileiro junto às vítimas da ditadura militar, às suas famílias e à sociedade. Para estupefação dos que têm consciência do que significou o longo período de 21 anos de um Estado de exceção, que tinha a tortura como política de Estado, tomamos conhecimento que a mesa diretora da Câmara Federal decidiu abrir espaço nessa casa para homenagear os golpistas de 1964, em atendimento à solicitação do deputado Jair Bolsonaro, numa sessão destinada a comemorar os feitos do fatídico golpe militar por ocasião da data que marcará os 50 anos do mesmo. Notícias dão conta que a medida, pretensamente democrática, tem por objetivo “agradar” da mesma maneira os críticos quanto os “defensores” da ditadura. V. Exa. é o mais antigo dos deputados dessa casa legislativa. Portanto, sabe o que significou para o país o longo período que jogou o país num tempo de censura, perseguições políticas, intervenção aos sindicatos, prisões, torturas, desaparecimentos forçados, mortes, cassação de mandatos e mesmo o fechamento do Congresso Nacional. Às vésperas de completarmos meio século da data do golpe militar, é um desrespeito à memória dos mortos e desaparecidos, às suas famílias, aos torturados que sobreviveram e principalmente à chefe do Estado brasileiro, presidente Dilma, que foi perseguida, presa e torturada em sua corajosa luta contra a ditadura. Sabemos que a democracia é o regime do dissenso, da pluralidade de ideias e opiniões. Sabemos também que no Estado democrático de Direito as minorias devem ter seus direitos garantidos e assegurados. Todavia, nada justifica que uma minoria saudosista de um período que envergonha as páginas de nossa história tenha o direito de “comemorar” os 50 anos do fatídico golpe. Nada justifica comemorar o Estado autoritário em plena democracia, principalmente levando em conta que um dos convidados a ser homenageado será o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chefiou o DOI-CODI em São Paulo, considerado um dos símbolos máximos da tortura praticada pelos militares. Não é possível que V. Exa., que preside a Câmara dos Deputados, a “casa do povo”, o poder mais importante da República, leve adiante tal autorização a fim de “dar espaço para ambos os lados”. Excelentíssimo presidente, não há espaço para o lado que defende um período que trouxe tanto sofrimento e que tanto nos envergonha. Cidadãos brasileiros que lutaram e continuam a lutar por um país justo e solidário e que almejam a consolidação da democracia não podem aceitar tamanha afronta. Que Vossa Excelência, no exercício de seus poderes frente a essa casa, não permita que tal “comemoração” aconteça. Em nome da democracia e do respeito aos Direitos Humanos, em respeito à sociedade brasileira, à memória dos mortos e desaparecidos, às suas famílias, aos torturados sobreviventes e em respeito a essa casa legislativa, proíba a realização de tal evento. Não permita que a casa do povo sofra tamanha violência. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

quinta-feira, 13 de março de 2014

Violência, origem, consequências e solução

“A violência se origina na sociedade excludente em que vivemos”-Leonardo Boff. Simples assim. A sociedade excludente se origina na sociedade capitalista, no mercado mundial, no estado repressor, na minoria burguesa dominante, e no descaso pela questão social. Essas são fontes inequívocas de uma violência devastadora, que estraçalha com a dignidade humana. A questão social, por exemplo, até há algum tempo, era tratada como assunto de polícia e não de políticas públicas. Violenta também foi a conquista do Brasil colônia. Violento foi o tratamento dado aos nossos índios. Violenta foi a nossa relação com os negros, com o trabalhador organizado em sindicatos e para com todos os pobres do país. É público e notório que o Estado legitimou o uso da violência através dos tempos. Militarizou as polícias. Nossa colonização foi degradante. Nossa história foi escrita pelos brancos portugueses. Dela não participaram os índios, os negros, os mulatos, as mulheres e os pobres em geral. Nossa produção era escravagista. Violência praticada contra a população espoliada, gerou violência contra os donos do poder. Até 2002, 36% da população brasileira vivia na exclusão, sem direito a qualquer benefício social. Essa foi uma situação que se configurava em um estado de extrema violência praticada pelo Estado. Mas, apesar da mudança de paradigma quanto à miséria no Brasil, a partir de 2003, a violência persiste e cresce a cada dia. Há hoje quadrilhas nos grandes centros urbanos, que se articulam, que têm braços espalhados pelo país, que obedecem a uma hierarquia, que se organizam. É o poder paralelo no Estado. Nessas quadrilhas decide-se sobre a vida e a morte de membros de gangues inimigas. Mata-se para dar exemplo, para mostrar coragem, para eliminar um adversário ou pelo simples prazer de matar. Soma-se a esse estado de coisas, o fato de nossa sociedade ser organizada na usurpação da força de trabalho frente ao valor do seu produto final. O modelo capitalista é extremamente predatório da força de trabalho, aviltada e degradada e na exclusão de boa parte da sociedade na divisão dos lucros gerados. O grande conflito entre o capital e o trabalho, dá origem à luta de classes, com dominação permanente dos donos do poder – políticos corruptos, a mídia, industriais, enfim a burguesia. Como se nada disto bastasse, a cultura globalizada de origem estadunidense, nos impõe crises financeiras, econômicas, quando não a de caráter, onde a ética é artigo de segunda categoria. A corrupção grassa a partir dos donos do poder econômico. As classes dominantes estão convictas de que tudo podem. As classes dominadas sentem o peso do caráter violento, desigual e injusto de sua real situação. Está configurada a luta e a violência urbana. Aproveitando-se disto a burguesia dramatiza a violência elevando-a a um nível de segurança nacional, de um problema nacional, tentando com isto jogar toda a responsabilidade pela sua existência no governo. Quanto pior, melhor.No entanto escondem que a classe dominante é a que mais usa e se locupleta com a violência. Daí nasce o incentivo ao golpe militar. E é exatamente isto que a classe dominante quer. Mais violência, agora partindo dos militares, já que não conseguem o poder pelas vias naturais, pelo voto popular, usam os militares para se apoderarem dele e lhe devolver um pouco do poder perdido. Exatamente como fizeram em 64, de triste memória. Precisamos urgentemente refundar a democracia, que seja realmente participativa. Que respeite a dignidade humana. Que rejeite a violência como forma de adquirir poder. Ocorre que isto não pode ser conseguido enquanto o capitalismo ditar as regras no planeta . O capitalismo não respeita o ser humano. Não humaniza, demoniza. Torna-o cruel em busca de mais poder, mais dinheiro, mais bens materiais, independente se para isto precise matar, agredir, espoliar o outro. Mais uma agravante para a violência urbana. O militarismo, por sua vez, é agressivo, recalcitrante, renega os diferentes, é conservador e radical. Não usa de argumentos, usa armas. Não escuta, dá ordens. Não nos resta outro caminho que não seja, através do socialismo democrático, buscarmos o equilíbrio das forças que advêm da formação da sociedade e a revisitação dos conceitos de cidadania, ética e probidade. Sem socialismo não há luz no fim do tunel. Sem socialismo não há esperança para o mundo. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A hipocrisia da mídia

O que vale para o PSDB não vale para o PT. O que é permitido aos tucanos é negado aos petistas. O que castiga o PT premia os tucanos.Só petistas têm vicissitudes. Virtudes apenas os tucanos. Um mesmo fato é publicado de forma diversa se praticado por petistas ou tucanos. Matreira vulgaridade, vocação predadora, absoluta falta de escrúpulos. Nossa mídia carece de pudor. Tergiversa ante o principal. Valoriza o secundário. O PIG, Partido da Imprensa Golpista, se protege sob o manto do cinismo blindado dos patrões, que promovem a baixaria, a mentira, os factóides, além do tradicional corporativismo da classe. Materializa constantemente o olhar do preconceito. Ignora verdades atemporais. Exagera em digressões e aforismos impertinentes e carregados de afronta. Enfim, é um exemplo claro de receptáculo das intrigas e maledicências da direita. Sofre de uma compulsão obsessiva de desconstruir o lulopetismo, sobrepõe-se ao prazer das vitórias tucanas e, é insaciável no afã de perseguir as esquerdas. A impressão que fica é a de que o cérebro dos donos da mídia está em pleno processo de regressão cognitiva, tamanha é a ideia fixa que desenvolveram contra o povo brasileiro carente. Busca moldar a cultura nacional a um nível rasteiro Não tem respeito pela opinião publica, tenta influenciá-la através da sua opinião publicada. A qualidade das matérias é questionável, quando não visivelmente desprovidas de qualquer valor moral e ético. Desqualifica seus jornalistas. Quanto menos autonomia intelectual e financeira os jornalistas tiverem, melhor para a direita conservadora e burguesa. A profissão de jornalista hoje é vilipendiada pelos donos da mídia. É arrastada para a ignomínia. Estatísticas são manuseadas, o pânico sobre a crise que assola o mundo é espalhado entre os brasileiros, sangue é o que vende, droga, crimes, desastres, o pânico é bem-vindo e ainda estimula a crença sobre o aumento da criminalidade, da impunidade e da corrupção. Inimigos fantasiosos como os comunistas, negros, favelados, islâmicos., são inventados. O jogo político que a mídia quer nos impor está mais para uma banca de feira do que para discussão sadia de ideologias. Apesar de que, ideologia partidária parece desaparecida do cardápio dos partidos políticos. Soluções tímidas para problemas maiores. Projetos pessoais viabilizam alianças de ocasião. A felicidade do brasileiro pobre parece incomodar bastante a burguesia, representada pela mídia nacional. Enquanto isto ela navega num mar de vergonhas e mau-caratismo. Finge crenças e virtudes que não possui. Grassa a hipocrisia. Contubérnio com a direita reacionária, elite que nunca teve pretensão de consolidar uma nação, de acabar com as desigualdades sociais e regionais, de construir uma grande república cidadã. Enfim, nossa mídia está focada no exercício da animosidade, da ambiguidade,da hipocrisia,da agressividade gratuita e irresponsável. Reputações são assassinadas, pessoas são desmoralizadas, impunemente. A mídia tudo pode. À mídia tudo é permissivo. Não fosse sectarismo seria oportuna a frase proferida por Balzac no início do século 19: ”se a imprensa não existisse, seria necessário não inventá-la” Jeferson Malaguti Soares – Ribeirão das Neves/MG

sábado, 21 de setembro de 2013

A mídia que esperneia

Quando nossa mídia esperneia pela sua liberdade, acusando o Governo Federal de querer regulá-la, ela tem toda razão. Regular a imprensa significa tirar dela a irresponsável liberdade que permite que minta, que invente, que crie fatos, que influencie a opinião pública contra as autoridades constituídas, que manipule a notícia, que esconda as mazelas da oposição, que privilegie o individualismo capitalista contra ações coletivas de programas sociais do governo. A mídia nacional, com raras e honrosas exceções, a revista Carta Capital é uma delas, banalizou a profissão de jornalista, ridicularizou os antigos e corretos profissionais do ramo, deu-se o direito de manipular fatos, inventar notícias, criar campanhas para desacreditar pessoas. Engajou-se na mais retrógrada organização político-ideológico, aquela que privilegia exclusivamente interesses econômicos de rentismo do capitalismo neoliberal. O jornalista da grande mídia desempenha sua função ostentando a ideologia dos patrões, suas opiniões e preferências. Não tem hoje o jornalista o espírito crítico e imparcial que deveria predominar na independência do desempenho de sua atividade. Não pode assumir compromisso apenas com a isenção na cobertura dos fatos e não pode ter liberdade de expressão, já que sofre censura dentro de sua própria redação. Não lhe é permitida responsabilidade moral pelas informações que coleta e transmite. Nossa pobre – não no sentido material, mas no espiritual – grande mídia não se propõe a realizar um jornalismo crítico, apartidário e pluralista. Critica apenas um lado escondendo as mazelas do outro, opta pela direita reacionária e entreguista como partido e adota atitude de dependência em face de grandes grupos econômicos. Trata notícias e ideias como mercadorias de refugo, sem qualquer rigor técnico. Não acredita na democracia, já que não atende livre, eficiente e diversificadamente a demanda coletiva por informações. Não busca uma relação de transparência com a opinião pública. Pelo contrário, acredita na máxima de que não existe opinião pública e sim opinião publicada. A mídia nacional, que anda e sempre andou a reboque da imprensa estadunidense, condena publicamente qualquer tipo de ingerência do poder do Estado sobre a atividade que exerce, luta contra a censura, em qualquer forma que assuma, mas não considera censura a maneira como edita as notícias, cerceando a liberdade de opinião de seus jornalistas. Não considera censura quando impõe ao seu conselho editorial unicamente os conceitos e diretrizes dos donos da empresa jornalística, os quais são, pela sua natureza burguesa e sectária, unilaterais e partidários da direita. A Constituição de 1988 diz que é “livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”(artigo 5º, inciso IX). Também diz que “nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social” ( artigo 220, parágrafo 1º). No entanto não existe qualquer referência permitindo que crimes praticados por intermédio da imprensa, como os de calúnia e difamação, por exemplo, estejam isentos de punição. Não prevê também a Constituição que órgãos da imprensa estejam isentos de responsabilidade civil e criminal pelos abusos cometidos, abusos e crimes esses que acompanhamos diariamente na mídia nacional, a partir das eleições dos governos populares há pouco mais de dez anos. Regular estas questões precisa alcançar nossa mídia, a fim de frear sua irresponsabilidade no trato das notícias e das palavras. Regular não é censurar. Jeferson Malaguti Soares Administrador de Empresas Ribeirão das Neves-MG

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Avançar Rumo ao Socialismo

Apesar dos avanços em tecnologias, nas telecomunicações, nas ciências, o capitalismo não consegue dar uma resposta adequada à miséria no mundo. A complexidade oriunda da interdependência dos sistemas vitais para o bem-estar da sociedade planetária, é acentuada no sistema financeiro internacional, pela velocidade com que a tecnologia da informação e das comunicações conecta a todos. Apesar disto o sistema financeiro mundial continua míope e ainda não" caiu na real ". O capitalismo aposta suas fichas no liberalismo cruel e irracional. Vai afundar com ele. O capitalismo já nasceu refém da alta finança. Dos bens e do poder que transmitem. O Estado neoliberal é refém do capitalismo. Logo, o Estado é refém dos grandes capitais. Das fortunas. Daí a necessidade de um Estado mínimo exigido pelos donos do dinheiro. A invasão do público pelo privado é evidenciado nas terceirizações de inúmeras atividades do nosso cotidiano. O Estado não emprega, sub estabelece a empregabilidade. A plutocracia se impõe à democracia. O poder político se curva ante os interesses privados e, estes financiam os políticos em campanhas. A fatura depois é alta. Não existe poder político. Existe poder do capital imposto através dos políticos. Os conglomerados poderosos independem do beneplácito do Estado. Pelo contrário, o Estado depende de suas ações. Instituições liberais são permissivas, quando não promíscuas. Nesta rota, as instituições públicas são precarizadas a fim de que as liberais floresçam. Os ricos detém o poder e, como tal, mandam. O capitalismo chegou à graciosa hipocrisia de denominar lobistas, pessoas que se especializaram em corrupção e suborno. Criaram a democracia moderna, onde os representantes do povo, por ele eleitos, não defendem os interesses de seus eleitores. Defendem corporativamente os interesses das grandes empresas que financiaram suas campanhas políticas. Ora, não existe democracia moderna. Existe Democracia e " fim de papo". Na contramão desse capitalismo liberal e cruel, que não se interessa pelo bem estar da humanidade, se contrapõe o socialismo desenvolvimentista, através do nosso Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento. Nele, não pregamos o fim do lucro, nem o Estado máximo. Não temos aversão à economia de mercado. Repudiamos o Estado subalterno a interesses do capital. Acreditamos na democracia e não na plutocracia. Lutamos por um povo senhor de seu destino. Pelo Trabalhador de posse do resultado de seu trabalho. Pela soberania nacional, respeitada. Queremos um Congresso e um Judiciário independentes de poderes econômicos. Acreditamos na defesa da ética, da liberdade de escolha. Na ética ambiental.Nos partidos políticos fortalecidos. Nos financiamentos públicos das campanhas políticas. Acreditamos no protagonismo do Estado e não do poder econômico.No protagonismo do povo e não dos políticos. Somos pela regulamentação do espaço midiático, uma mídia democrática. Enfim, acreditamos no conceito purista de democracia: um governo do povo, pelo povo, para o povo. Avançar nas mudanças significa não só olhar em frente, mas agir rumo ao socialismo democrático. Jeferson Malaguti Soares - Ribeirão das Neves - MG

quinta-feira, 21 de março de 2013

SEXO, RELIGIÃO, MEDIEVALIDADE E O PAPADO

Desde os primórdios da humanidade, sexo e religião estiveram próximos um do outro. Muitos cultos pagãos incluíam em seus rituais atos sexuais explícitos. Os gregos adoravam Príapo, o deus do pênis ereto, e seu equivalente romano era o deus Líber, de cujo nome originaram termos como libertinagem, libertino, libidinoso, todos de alguma forma ligados à prática sexual. Mesmo depois da difusão do cristianismo entre os povos, a crença se defrontou com outra religião, muito mais sensual – o Islã. A idéia do paraíso muçulmano privilegia momentos eternos de prazer onde jovens de pureza virginal e beleza resplandecente acariciam até o mais humilde dos crentes. Já os cristãos esperam do paraíso arquitetura celestial, salmos cantados, sermões e o sol brilhando eternamente. Nada de vestais encantadoras. A história da igreja cristã, no entanto, não é tão sóbria como faz parecer. Papas licenciosos, cardeais libidinosos, padres libertinos povoam a Igreja de Cristo desde Pedro até os dias atuais. Sodomia, pedofilia e pederastia faziam e ainda hoje fazem parte do cardápio diário de parte do clero. Escândalos papais Santo Agostinho, que até os 30 anos viveu para fornicações, ao se converter vaticinou: “Nada é tão poderoso para enfraquecer o espírito de um homem quanto os carinhos de uma mulher”. São Jerônimo, quando secretário de Damásio I (século IV), papa que desfrutava dos favores das mulheres mais importantes de Roma, não aprovava o modo de vida dos religiosos de sua época e advertia algumas mulheres virtuosas de que a Igreja Romana, leiga ou clerical, era monstruosamente corrupta e promíscua. Alguns papas nomearam cardeais seus amantes homossexuais ou seus filhos bastardos. Outros assassinaram seus concorrentes ao trono de Pedro. Paulo III (século XVI) prostituiu a irmã em troca do chapéu cardinalício (era chamado de “cardeal mulherzinha” por motivos óbvios). Escolhido papa, foi acusado de usar astrólogos e adivinhos para conseguir se eleger. E o que não dizer sobre Lucrécia Bórgia, iniciada nas práticas mais hediondas de safadezas pelos irmãos e pelo próprio pai, o papa Alexandre VI (Rodrigo Bórgia)? Não obstante, os papas cuidaram de melhorar seu comportamento a partir do início do século XIX. A opinião pública estava mudando. Jornais sensacionalistas começaram a aparecer e eles, os papas, já haviam perdido boa parte de seu poder supra governos na Europa. Nem mesmo a necessidade de serem mais discretos, porém, conseguiu obstar o aparecimento de mais escândalos, como o de Pio VI (final do século XVIII até inicio do XIX), lascivo e incestuoso; Leão XII ( 1823/29), que se manteve no cargo graças a intrigas com cortesãos romanos; Gregório XVI (1831/46), que mantinha um apartamento no Palácio Quirinal, conjugado ao seu, onde se alojavam sua amante e sete filhos; Pio XI (1922/39), que apoiou Mussolini quando da invasão da Abissínia, atual Etiópia e, criticou católicos alemães pelas hostilidades a Hitler; Pio XII (1939/58), que se manteve distante do holocausto contra os judeus, da mesma forma que os papas seguintes mantém-se calados frente ao holocausto contra os palestinos, perpetrado pelos judeus desde 1948. De volta às trevas No entanto, mais adiante, papas como João XXIII (1958) e Paulo VI que o sucedeu em 1963, mostraram-se um pouco mais flexíveis quanto ao sexo, aceitando a famosa “tabelinha” como método contraceptivo, o que permitia desfrutar do sexo como fonte de prazer e amor, um gravíssimos pecado para os papas anteriores. João Paulo I comungava de mesma opinião, mas não teve tempo de aprofundar o assunto, pois morreu um mês depois de empossado. Teoria recorrente sobre sua morte dá conta de que foi assassinado, com uma chávena de chá envenenado, porque pretendia fazer uma faxina no Banco do Vaticano, na época dirigido pelo monsenhor Marcinkus, de péssima lembrança, além de pretender também revisar a HUMANAE VITAE, encíclica publicada em 1968 por Paulo VI que condenava o uso de qualquer anticoncepcional, antes, durante ou depois do ato sexual, além de tratar também de temas polêmicos para a igreja como o homossexualismo. Abro aqui um parêntese para lembrar que o direito canônico proíbe a prática da autópsia em papas. Assassinatos então foram facilitados. Já o papa João Paulo II (1978/2005) foi além, não contestando as teorias anteriores, conservador que era, mas evitando embaraço com temas cruciais para a igreja. Preferiu a omissão. Certamente pode ter sido um homem santo, e isto significa que sua vida não foi tão colorida como a de muitos de seus antecessores. Os cardeais nos legaram então o papa Bento XVI que, além de reafirmar categoricamente, num documento de 131 páginas, todas as restrições medievais da igreja, implicitamente voltadas para o sexo, ainda tentou nos impor a volta retrógrada de missas em latim. Em que século pensou estar o ex-cardeal Ratzinger? O mundo caminha, a fila anda, a tecnologia globaliza os povos, e o papa retroage perigosamente aos tempos obscuros das trevas e da inquisição. Por que Bento XVI, tampouco João Paulo II, não se pronunciaram energicamente contra as atitudes do famigerado homicida presidente estadunidense Bush filho, nem contra o genocídio contra palestinos praticado pelos governos judeus? Certamente porque legislar contra os mais fracos é muito menos perigoso! Com Ratzinger a igreja romana voltou à era medieval. Bento XVI renunciou, derrotado pelas infâmias de sua igreja, descobertas e escancaradas ao mundo. Orgias financeiras e sexuais, mentiras grosseiras, falso puritanismo, homofobia, criminalização do aborto, esquecendo que o aborto em si já consiste em dura punição e que um dos maiores compromissos com a vida é o de sermos corajosos para vivê-la e responsáveis para gerá-la. Um novo papa se nos apresenta os cardeais reunidos na Capela Sistina. Adotou o nome Francisco numa clara alusão à necessidade de a igreja católica realmente optar pelos pobres. Não como figura retórica, mas despida de vaidades e de riqueza absurda enquanto boa parte do mundo morre de fome. Aparentemente começou bem o novo papa, apesar das denúncias de favorecimento à ditadura argentina. Esperemos que assim continue e que a entourage vaticana não o tolha. Lembrem ao papa Francisco que na periferia das grandes cidades e mesmo nas interioranas são raras as igrejas católicas e, quando as há, faltam-lhes padres. Oportunistas ditos evangélicos, na verdade protestantes neopentecostais, aproveitando-se da ausência de templos católicos em localidades humildes, fundam “igrejas” todos os dias com o fim precípuo de espoliar pobres desesperançados. Que não se esqueça também a igreja de Deus que a opção sexual das pessoas não lhes define o caráter e não as torna más ou portadoras do mal. Vide seus antepassados, muitos até canonizados apesar da luxúria. Quem há de atirar a primeira pedra? O papa Bento atirou e foi defenestrado. Com essas atitudes desarrazoadas frente ao mundo moderno, a Igreja Romana se afasta cada dia mais de sua função primordial de apostolado e evangelização, abrindo espaço para aproveitadores de ocasião, esbulhadores de pobres famélicos, desesperançados, esquecidos, à espera de um milagre. Fazem da casa de Deus verdadeiros centros comerciais de espoliação e em alguns casos também de pura libertinagem. Seja bem vindo Francisco e que Deus o proteja da Cúria Católica Apostólica Romana e o livre da doença do conservadorismo, do fundamentalismo e da medievalidade. Jéferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG.

sábado, 2 de março de 2013

SUCATEAMENTO DA POLICIA

O Conselho Nacional de Justiça divulgou pesquisa indicando que 70% dos mandados de prisão emitidos entre 2011 e 2013 ainda não foram cumpridos. Curiosamente, os estados que menos cumpriram os mandados foram Minas, Paraná e Goiás. Curiosamente também, todos estes tres estados são governados pelo PSDB que insiste em economizar investimentos em diversas áreas, inclusive na segurança pública, e gastar cada vez mais em propaganda, cooptando a mídia golpista. Vamos postar esta noticia no Face pessoal... Abraços Jeferson Malaguti Ribeirão das Neves-MG

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A mídia que mente!

Para ser jornalista hoje no Brasil, trabalhando na grande mídia golpista, é necessária uma enorme falta de espírito crítico, além de absoluta subserviência e servilismo aos patrões. Nossos jornalistas usam de eufemismos quando citam qualquer mau feito de tucanos e agregados. É publico que não lhes compete suavizar a informação com palavras que pareçam mais agradáveis. A função do jornalista não é poupar o leitor e sim informá-lo corretamente. No entanto, suavizam quando o assunto diz respeito à oposição e exageram nos adjetivos que impliquem em juízo de valor quando o alvo é o PT. Mesmo quando de editoriais, deveriam saber nossos jornalistas que opiniões sustentadas em fatos são muito mais fortes do que as apenas adjetivadas. Como não têm fatos, adjetivam. Vejam por exemplo o caso da ação penal 470 – adjetivada pela imprensa, pejorativamente, “mensalão”. A Constituição da República garante que todos devem ser considerados inocentes até que sua culpa seja estabelecida pela justiça. Não foi isso que vimos. A todos os indiciados foi imputada culpabilidade antes mesmo de o processo ter inicio no Supremo. E, mesmo depois, quando não foram encontrados indícios dos tais pagamentos mensais, a acusação criminal se estabeleceu baseada na tal presunção de conhecimento do fato que o juiz Joaquim Barbosa inventou de forma atabalhoada. Ainda mais, a imprensa se sente no direito de exigir que os mandatos de parlamentares sejam cassados, mesmo sabendo que se trata de uma intromissão inconstitucional do judiciário no legislativo. Noutro dia, um jornalista da Globo perguntou ao ministro Mantega, ao vivo no Jornal Nacional, se ele acreditava na volta da inflação. Resposta de Mantega, no ar: “ Não acredito, mas TALVEZ possa acontecer com um índice insignificante.” Manchete do jornal O Globo no dia seguinte: Ministro ADMITE a volta da inflação. Insinuação e manipulação dos fatos, características marcantes de nossa mídia hoje. Outra forma de tentar confundir o leitor é através do uso obsessivo da ambigüidade. Duplicidade de sentido de uma palavra ou expressão. Usam para tanto a ausência de vírgulas; posição inadequada de adjunto adverbial; sucessão inadequada de termos, orações ou frases; colocação do pronome “que” em posição que cause dúvida; abuso da preposição “de”. Exemplos: 1) “o governo federal vai aproveitar espaços públicos, como ruas e estacionamentos...” Se a virgula não for usada dá a impressão que os espaços públicos serão transformados em ruas e estacionamentos. 2) Na legenda de uma foto de Lula com sua esposa:” Lula e sua mulher Marise com o pé quebrado, no Parlatório do Palácio do Planalto”. Sem a vírgula poder-se-ia entender que a mulher de Lula quebrou o pé no Parlatório. 3) “ ..um protesto contra a impunidade e a lentidão da justiça” ; a colocação de “impunidade” antes de “ lentidão da justiça” pode dar a entender que houve protesto contra a impunidade da justiça. Melhor seria escrever “ um protesto contra a lentidão da justiça e a impunidade. 4) “ Dilma esqueceu o código de seu cartão de crédito que ela já cancelou” . Ela cancelou o cartão ou o código? Outra forma de colocar a opinião pública contra o governo é omitindo informações. Exemplo: noticia de primeira página hoje (26/02) no jornal Estado de Minas: “ Leão elevou arrecadação em 101% na última década”. Vejam que ficou claro que foi nesses últimos 10 anos que houve o aumento citado – exatamente o período de governos do PT. Em nenhum momento o articulista citou que o acréscimo na arrecadação do Imposto de Renda foi também devido ao aumento na renda do trabalhador, à inclusão de mais de 35 milhões de pessoas na nova classe média, à redução de juros com ganhos de capital. Apenas deixou ao leitor a idéia de que os governos de Lula e Dilma aumentaram as taxas do IR via redução nas deduções para cálculo do imposto. Da mesma forma, quando da análise de acontecimentos, gênero jornalístico que explora diversos aspectos de fatos relevantes e recentes, em especial seus antecedentes e conseqüências, o autor deve se abster de opinar. Deve apenas expor todos os fatos. Esse tipo de artigo é assinado sempre. Mas o que se vê é que os articulistas se esmeram em dar suas opiniões, sempre denegrindo a imagem do governo. Usam fatos até irrelevantes para tal. Enfim, nossos jornalistas fingem desconhecer que a qualidade essencial do jornalismo é a exatidão. A credibilidade de um organismo de mídia depende da exatidão das informações que transmite e da fiel transcrição de declarações. O que vemos hoje é antes de tudo a invenção, o sofisma, a criação de factóides e a interpretação predatória das atividades do governo federal. Como disse Proust: “cada um chama de claras as idéias que estão no mesmo grau de confusão que as suas próprias.” Pobre mídia brasileira, até quando vai malhar em ferro frio? Até quando vai tentar esconder o Brasil dos brasileiros???? Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A mídia escrachada

Ética é um conjunto de valores que nos ensina ou nos força a ter limites. Então qual é o conceito de ética para a mídia golpista brasileira, que insiste em não ter limites quando a finalidade é expor à execração pública os governos populares de Lula e Dilma? Mesmo que ela publique mentiras e crie factóides todos os dias em busca de derrubar um governo legitimamente eleito pelo povo, onde está sua ética? Democracia não é apenas permitir eleições. É principalmente permitir que o povo conquiste sua liberdade. Aqui em nosso país os jornalistas têm absoluta e total liberdade. Liberdade para mentir, inventar, urdir golpes. É livre a imprensa, para inclusive tentar derrubar a democracia, que é o que exatamente parece querer. A experiência dramática de 21 anos de ditadura militar mostrou mais do que nunca como a liberdade de imprensa não pode ser atacada sem grave risco para a estabilidade das instituições democráticas. Essa importante conquista da mídia deve ter apenas como limite a responsabilidade profissional do jornalista, definida em lei e democraticamente votada pelo congresso. Mas os jornalistas brasileiros estão imunes apesar de suas atitudes delituosas, pois não há leis que os regulem. E quando as há encontram no congresso nacional parlamentares de moral diminuta os quais aderem ao espírito corporativo e criminoso de nossa mídia, ensejando benesses escusas no futuro. É motivo de grande inquietação para nós que prezamos os valores tradicionais da democracia, conseguida depois de grandes batalhas e de vidas ceifadas de bravos heróis, presenciar diariamente atitudes rasteiras da imprensa nacional, torcendo pelo o quanto pior melhor. Nossa mídia insiste em estreitos hábitos coloniais que perduram entre os burgueses até hoje. O que vale a pena é somente o que vem de fora. Colocam máscaras para se igualarem, acobertando a hipocrisia, protegendo pessoas cujo único interesse é amealhar riquezas. Nunca antes no Brasil cuidou-se tão a serio os problemas fundamentais do povo. Havia, é verdade, muitas iniciativas particulares e oficiais, porém desordenadas, deficientes, sem qualquer planificação e muito menos resultados palpáveis. O nosso atraso em tudo que se relacionava com a proteção das crianças, por exemplo, colocava-nos a esse respeito no nível dos povos menos cultos da humanidade. Existia no Brasil um problema de família que governos anteriores não quiseram enfrentar por covardia moral. Até que os governos populares de Lula e Dilma se incumbiram de tomar as rédeas e facilitar a todos a busca da cidadania, do orgulho próprio, da liberdade. Governos que procuram defender os menos favorecidos, vítimas até então de constantes abusos e violência dos todo poderosos homens do dinheiro fácil. Governos que criaram uma política de estado de preservação da dignidade dos rejeitados pela classe mais favorecida. Isto, sem tirar um centavo dos ricos, pelo contrário, permitindo que enriqueçam cada dia mais. O problema da burguesia e da mídia dos patrões é que vivem de frente para as belas paisagens e de costas para as favelas e aglomerados onde se amontoam pessoas mais necessitadas. Necessitadas não só de bens materiais, mas igualmente de atenção, carinho e consideração do estado. Querem continuar reinando sem o perigo iminente de aproximação dos famélicos. Mesmo que não estejam dividindo valores materiais, incomoda-lhes dividir espaço em supermercados, viagens aéreas, carros nas vias públicas. Afinal, estão tendo que conviver com as criaturas que mais lhes causa repugnância: os pobres. Honestidade é um artigo muito caro, por isto não a espere de pessoas baratas que estão à frente da mídia brasileira. Essa mídia escrachada, no sentido lato do termo: injuriosa, pervertida, depravada, destrutiva e mendaz. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves - MG

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Comentários Políticos: JUDEUS X PALESTINOS

Há dez anos era realizada em Durban, na África do Sul, a Conferência Mundial sobre o Racismo. Na ocasião foi possível conhecer as posições de lideranças envolvidas no conflito que o sionismo gestou, no momento em que as populações palestinas sofriam com a ocupação violenta e usurpadora de todos os seus direitos básicos. Um debate internacional, do qual fugiram a potência imperialista hegemônica, os EUA, e os representantes do sionismo institucionalizado, o Estado de Israel, os quais se retiraram abruptamente de um dos eventos mais importantes do inicio deste século. Ficou claro que o sionismo é, sim, uma forma de racismo. Caso os judeus tivessem intenção em superar esse estigma, deveriam ter colocado em prática a retirada dos territórios ocupados, e o reconhecido o Estado Palestino Soberano e Independente. No entanto, o que têm feito até hoje, diuturnamente, é exatamente o contrário, invadindo mais e mais territórios árabes, matando indiscriminadamente civis, crianças e velhos. Nada mais ilustrativo desse genocídio do que as palavras do então Ministro da Defesa de Israel, General Moshe Dayan, no inicio da ocupação de 80% dos territórios palestinos em 1967: "Vocês (palestinos) devem continuar vivendo como cães e, qualquer um que queira, pode sair, e nós veremos aonde este processo vai levar...". Também ilustra com clareza, as palavras do jornalista argentino Jacobo Timmerman, um judeu sionista, depois de viver em Telavive, afirmando, em um livro que Israel se tornou uma sociedade autoritária. E pergunta: "O que transformou os judeus em criminosos tão eficientes?". O veredito das urnas nos últimos 50 anos em Israel mostrou um crescimento surpreendente do eleitorado de extrema direita, cujas propostas políticas no final das contas não diferem muito daquilo que os judeus tanto censuraram em Adolf Hitler. Fica cada dia mais evidenciado o grau de degeneração a que chegou o sionismo, colocando sob grave questionamento a tese do “Estado Judeu” e a sua materialização - até o momento, insana: O Estado de Israel. Entre os eleitos estão desde Ariel Sharon, reconhecidamente um criminosos de guerra até mesmo pelos tribunais israelenses, Ehud Barak até Benjamin Nataniahu primeiro-ministro de Israel pela segunda vez ( a primeira foi entre 1996 e 1998), chefe do partido conservador Likud, um dos políticos sionistas que mais contribuíram para a ascensão do nazismo ao poder naquele país. O apartheid em Israel, contra os palestinos, foi gerado pelo sistema utilizado para impor e organizar a repressão, através de uma administração policial-militar das regiões ocupadas. Este sistema dá autoridade ilimitada ao comandante militar da região. A ele, e somente a ele, cabe distribuir salvos condutos para que os palestinos possam se locomover, inclusive para irem a médicos e hospitais, de acordo, unicamente, com seus critérios e pareceres pessoais. Conforme esse tipo de administração, os sionistas determinam a demolição de casas, o comparecimento sistemático de palestinos às estações policiais, a proibição de novas construções para determinadas pessoas – ou em determinadas aldeias e cidades, até regulando o uso da terra. Tudo com a bênção da mídia nacional e internacional, que enxerga apenas nos palestinos a culpa pela miserabilidade que por lá ocorre. Todos os problemas nacionais e coloniais dessa guerra insana se prendem a um só fato: o povo palestino - ainda que faça parte da Nação Árabe – não tem outra pátria que não aquela onde os sionistas tomaram o controle; e o povo israelense, se bem que composto de diversas comunidades, não tem outra pátria do que aquela que tomou aos palestinos. Equacionar a solução desse conflito é o caminho para a paz no oriente médio. Será que Israel, que se tornou um estado belicoso desde sua criação, está disposto a isto? Eis a questão tão aflitiva para o resto da humanidade, que vê nas ameaças sionistas, o proscênio de uma nova e definitiva guerra mundial, principalmente agora que Netaniahu ameaça invadir pela enésima vez a faixa de Gaza, depois de atacá-la com armamento poderoso pelos ares, mesmo infringindo determinação da ONU contrária à ação. Aliás, o que é uma tônica tanto nos EUA quanto em Israel, que somente obedecem as resoluções do Conselho de Segurança da ONU quando é de seu exclusivo interesse. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

Comentários Políticos: As condenações de Dirceu e Genoíno

Fundamentos jurídicos primários, aqueles que exigem provas materiais ou imateriais que justifiquem culpabilidade, foram esquecidos, descartados, relegados ao covil dos princípios aéticos e espúrios. Depois de eliminados todos os fatores e fatos que possibilitavam inocência, frente ao que estava sendo julgado, restaram, por conseqüência, apenas aqueles condenatórios. Com arrogância os ministros (não seria mais adequado juizes?) distorceram e inventaram prescrições constitucionais, no mínimo atropelaram a razão, os preceitos, a liturgia do posto que ocupam. Pedantearam, deslustraram-se, enlouquecidos pela ilusória vaidade midiática. Passaram ao largo das evidências e se embrenharam pela trilha obscura do desdouro e da conspurcação. Conspícuo, apenas o paradigmático Ricardo Lewandowski. Esse colegiado escancarou precedentes jurisprudenciais, os quais almejo sejam aplicados quando do julgamento do “mensalão” do PSDB, isso, se não permitirem que o crime prescreva. Dirceu e Genoíno foram condenados sem domínio e muito menos fatos que lhes imputassem culpa. Apenas porque um foi ministro de Lula e o outro presidente do partido de Lula. O alvo, sem dúvida, era e é Lula. A decisão do STF foi política e não técnica. Decisão alicerçada na presunção via interpretação equivocada da teoria do jurista alemão Claus Roxin. Segundo o autor da teoria, não só quem executa é responsável pelo delito, mas também quem tem o poder de decidir sobre sua realização. Daí tiraram da cartola juízo baseado nas aparências. No entanto, para desconforto dos ministros do STF, Roxin veio a público e registrou que, no caso do dito “mensalão”, sua teoria não se aplica, não permite ausência de provas. Do alto de seus mais de 80 anos, Roxin decretou: “quem ocupa posição de comando tem que ter, de fato, emitido a ordem. E isso deve ser provado”. Curiosamente o STF atuou na mão contrária da que caminhou em passado recente, quando concedeu liberdade a criminosos como Daniel Dantas, Roger Abidelmassih, Regivaldo Galvão – esse, para os de memória curta foi o mandante do crime de morte de Dorothy Stang, missionária americana no Pará -, para citar apenas três, dentre os inúmeros casos existentes na folha corrida do órgão. E não exigiram a entrega dos passaportes de nenhum deles. O que deve impactar o ex-presidente Lula, mortificando-o, é o fato de que foi ele quem indicou nove dos atuais ministros do STF, bem como o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel. Não que eles lhe devessem favor, mas que pelo menos ilustrassem o posto que ocupam por méritos adquiridos, validando, legitimando as indicações. Fica, pois uma constatação inquietante: nem por ocasião do golpe militar de 64 o Supremo foi tão erradio. Jeferson Malaguti Soares, Ribeirão das Neves-MG

domingo, 30 de setembro de 2012

Candidata a prefeita Daniela - PT - 13

Pesquisa aponta que a candidata a prefeita de Ribeirão das Neves, Daniela Corrêa (PT-13), dispara na frente nas intenções de voto. Veja a matéria no link abaixo. http://pcdobneves.blogspot.com.br/2012/09/candidata-novata-tem-57-das-intencoes.html VOTE CERTO - VOTE BEM, DANIELA PARA PREFEITA 13 MILTON TORORÓ PARA VEREADOR 65013

Campanha eleitoral em Neves - 2012

Acompanhe o dia a dia da campanha eleitoral de Ribeirão das Neves pelo nossos blogs: www.pcdobneves.blogspot.com e www.observadoressociais.blogspot. com Peço seu voto para DANIELA 13 Prefeita e MILTON TORORÓ 65013 Vereador Se voce não vota aqui, encaminhe este Blog para algum conhecido ou parente que vota. Muito Obrigado. Jeferson Malaguti Soares

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Comentários Políticos: Nosso Supremo

Está mais do que comprovado, pelas últimas eleições presidenciais, que a mídia servil não faz a cabeça das classes C,D e E. Mais, dados levantados pelas agencias de pesquisas mostram que a maioria dos intelectuais e pessoas com curso superior, também não se deixam levar pelo que vêm, ouvem ou leem na imprensa nacional, tamanho seu descrétido atual. No entanto, acompanhamos com muita surpresa que a mídia burguesa conseguiu influenciar os votos dos ministros( ou juizes?) do STF.Até inimigos figadais como Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes, que protagonizaram um bizarro bate boca em plena sessão do STF há algum tempo, se unem no deboche irônico ao PT. Aliás, nunca vi um ministro( ou juíz) do Supremo, fazer referencia desairosa a qualquer partido político. Não lhes cai bem essa intromissão constrangedora no ambiente politico partidário. Estariam nossos juízes fazendo opção por algum partido? São filiados a algum? Sabemos de filiações ocultas, clandestinas,que não podem ser divulgadas,secretas, em vista do "filiado" pertencer a algum organismo que não as permitem. Por exemplo, um general filiado a um partido de esquerda. Seria o caso? Pior, alguns juizes se deixam levar apenas por indícios e não provas concretas. Optam pela prova indiciária que permite conclusões nada ortodoxas. E o ônus da prova? Cabe agora aos indiciados provarem o que não fizeram, ao invés de esperarem que o acusador prove a existência do ilícito? O acusador no caso em pauta é nada menos que o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, atolado até o pescoço por denúncias de favorecimento ao PSDB. Inclusive o "mensalão" do PSDB dormiu sono reparador por uma década nas gavetas da PGR. Afirmam alguns juizes(ou ministros?) que houve pagamentos mensais em troca de votos no congresso, sem, no entanto, qualquer prova material. Não querem permitir o in dubio pro reo que decorre da presunção de inocência (" é melhor o juiz absolver um provável culpado do que condenar um provável inocente"-digesto do imperador Justiniano lançado no ano de 533). Outra aberração foi a condenação à perda do mandato do Deputado João Paulo Cunha, determinada por um ministro do supremo. Ora, nossa constituição prevê que, em caso de decisão condenatória transitada em julgado(julgamento final e definitivo), a perda do mandato de deputado ou senador, será decidida pela Câmara ou pelo Senado, por voto secreto e maioria absoluta. Assim, o poder judiciário revogou arbitráriamente uma norma constitucional, quando, pelo que se sabe, o Supremo Tribunal Federal é o organismo máximo da república que julga transgressões à Constituição. Ele mesmo está transgredindo a Carta Magna. Bizarro! Nossa imprensa quer apenas a elite no poder. Calça-se no poder da elite, ela própria posando de elitista inquestionável. Quando questionada apela para a liberdade de imprensa, que, conforme já escrevi antes, quer liberdade para mentir, inventar, sofismar. A máquina monopolista midiática se empenha no controle do destino da nação e de seus cidadãos, agora com o aval indubitável da corte maior do país, o STF. Jeferson Malaguti Soares.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Comentários Políticos: "Mensalão". Julgamento justo?

Na verdade o que está em jogo é o julgamento da justiça. Que condena pobres, pretos e petistas e absolve ricos, como Daniel Dantas. Quem está sendo penalizado é o povo brasileiro que optou por uma república voltada para o social. A imprensa capitalista, servil e farsante, ávida por dinheiro, se deixa encabrestar pela casa grande, e relega a um terceiro plano, noções clássicas de jornalismo: um jornalismo crítico, apartidário e pluralista. Como empresas, a mídia se enraíza nas forças de mercado e adota atitudes de total dependência em face à grupos de poder econômico. Faz das notícias e ideias mercadorias sem o mínimo de rigor técnico, e não se preocupa com uma relação de transparência com a opinião pública. Faz hoje a mais repugnante auto-censura, onde deve prevalecer a burguesia e o capital sobre o social. Encarrega-se de forjar e preservar uma imagem positiva do neoliberalismo e aposta na despolitização do povo. Enfim, jogam por terra a ética, através da qual o jornalista deve assumir compromisso apenas com a isenção na cobertura dos fatos, a liberdade de expressão, o direito de informar e o acesso do leitor/espectador/ouvinte a toda a informação ou opinião correta e importante. A mídia é, por excelência, um órgão formador de opinião. Sua força se mede pela capacidade de intervir no debate público e, apoiados em fatos e informações exatas e comprovadas, mudar convicções e hábitos. Mas, a mídia também é formada pela opinião pública, que a influencia e pressiona. No entanto, nossa imprensa é cega e surda para o clamor público. Lamentável... Jeferson Malaguti Soares.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Comentários Políticos: O MENSALÃO DO AÉCIO

O que faz o senador mineiro Aécio Neves, com relação à mídia encabrestada de Minas, senão o seu próprio mensalão? Este sim é o verdadeiro mensalão. Não aquele que a mídia nacional insiste em apelidar como tal, com o objetivo de prejudicar Lula e o PT. Aécio destinou durante seu governo em Minas mais de 1 bilhão de reais em pouco mais de 7 anos à mídia de Minas, em parcelas mensais de aproximadamente 400 milhões, tirados do erário público e travestidos de propaganda da Copasa e da Cemig. Pagamento mensal à imprensa corrupta, para que esta omita suas mazelas e suas bizarrices ao mesmo tempo em que promove o culto à sua personalidade (Argg!). Anastasia, promovido por Aécio governador de Minas, mantém o esquema. De 2003 até hoje, esses dois (des)governos tucanos gastaram mais de 1,4 bilhão de reais em “propaganda” das estatais mineiras. Como se não bastasse a “invenção” do dito mensalão ter sido gerada em Minas quando o ex-governador tucano Eduardo Azeredo tentava a reeleição em 1998, o filme tem sua seqüência com Aécio e Anastásia. Aliás, tanto a mídia nacional quanto a justiça tupiniquim fazem questão de ignorar o “mensalão” do PSDB em Minas. Não sabem mais nem quantas medidas nem quantos pesos usam nos seus julgamentos. Aí está a verdadeira miséria humana. A miséria de caráter. Jéferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Comentários Políticos: Salve Daniela

O que leva uma jovem mulher a iniciar uma luta eleitoral da envergadura que está travando, senão por uma questão de consciência política, de dignidade pessoal e de compromisso com a população sofrida de Ribeirão das Neves? Daniela toma o rumo ditado pela própria razão. Jovem mulher decidida. Para ela, o mais importante é a posição política. Ou se está do lado dos menos favorecidos ou contra eles. Daniela está no lugar certo que seu bom senso lhe ditou: ao lado do povo de Ribeirão das Neves. Certamente segue os ensinamentos morais que recebeu de seus pais e a postura ideológica de seu partido, o PT, que desde sua fundação, tendo como aliado de peso o PCdoB, trava uma luta acirrada contra o imperialismo monopolista e capitalista, em favor das classes sociais abandonadas pela direita desde há muito. Daniela ousa se contrapor a uma sociedade política pouco afeita ao debate e à controvérsia, impositiva, que tem predominado sobre Ribeirão das Neves desde sua emancipação. Daniela incorpora o risco do louvor ou do repúdio, numa atribuição, real ou fictícia, de simpatia ou de antipatia. Ela se lança de peito aberto, imparcial, sem rancores ou hipocrisia. Ela se coloca. Se impõe. Sem medo, límpida e engajada nos propósitos éticos e verdadeiros, características de seu caráter ímpar e íntegro. Ver Daniela se apresentar à população, tranquila, de cabeça erguida, sorriso verdadeiro, emociona! Salve nova mulher Daniela, salve nova cidade de Ribeirão das Neves. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Comentários Políticos: A ORIGEM DA CORRUPÇÃO

O grande capital nacional e internacional e a mídia, sem uma agenda convincente no plano econômico, social e político, se aproveitam dos equívocos do PT e dos partidos aliados e arrumam uma agenda com a qual esperam voltar ao poder: o combate à corrupção. Como se fossem vetustos cidadãos, guardiões da moralidade pública e privada. Como se o passado não os tivesse já condenado pelos inúmeros mal feitos, roubos e apropriações indébitas do erário. Como se já quase não tivessem entregue a soberania nacional ao capital estrangeiro. Como se desconhecessem que a corrupção é filha legítima da injustiça social e arruina os costumes. Indiferentes ao sofrimento alheio, sem qualquer compaixão ou misericórdia pelos menos favorecidos, os neoliberais de plantão desejam o poder, única e exclusivamente pelo poder, falsos moralistas a esconder o real objetivo de sua politica entreguista: desgastar as atividades estatais e emplacar novamente uma agenda liberal para o Estado brasileiro. Desmontar o Brasil e reinar sobre os seus escombros. Os tucanos fazem isso em Minas com soberba maestria. Propagandeiam que o choque-de-gestão imposto pelo seu programa liberal no Estado, teve como objetivo reduzir os gastos da máquina pública em benefício de maiores gastos com a população. MENTIRA! Vejam como anda nossa educação, a saúde, a segurança, os transportes, moradia, saneamento básico...Uma lástima. Gastam sim é com a propaganda. Esbanjam dinheiro com a mídia nativa, compram sua consciência. Nos últimos dez anos foram gastos mais de 1,2 bilhão de reais para calar jornais e TVs de Minas. Os investimentos na saúde pública, que a Constituição de 1988 prevê sejam de 12% da arrecadação do Estado, não chegam a 4%. E ainda por cima os governos estaduais tucanos oneram a conta "Saúde Pública" com despesas com ração para os cães da policia militar e vacina contra febre aftosa. Minas deve hoje mais de 70 bilhões de reais, jogando por terra a balela do déficit zero. Arrecada 35 bi/ano e paga juros de 5 bi/ano. Deve, pois mais de duas vezes o que arrecada anualmente. Mas na propaganda a Minas que nos é vendida é outra, uma verdadeira xangrilá. Melhor exemplo de capital neoliberal infiltrado na administração pública não há. Não é isso, certamente, o que o povo brasileiro deseja para o seu país. Os liberais capitalistas são insensíveis ao sofrimento dos mais pobres, insensibilidade essa laboriosamente construída ao longo de cinco séculos e que se tornou a mãe da cultura da corrupção. O desdém pela pobreza tornou-os uma sociedade viciada. Valores éticos são impossíveis de vicejarem nesse terreno. Só o combate frontal e incansável à injustiça social é capaz de enfrentar a corrupção. Isso o governo do PT, apoiado, principalmente, pelas forças da esquerda, à frente o PCdoB, fez e continua fazendo muito bem. O resto é conversa fiada, meras palavras de cinismo e hipocrisia. Jeferson M. Soares Ribeirão das Neves-MG

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Comentários Políticos: MENSALÃO: JULGAMENTO DO SÉCULO?

Os capitalistas neoliberais e seus representantes na política nacional (leia-se políticos do PSDB, DEM e PPS), estão morrendo de rir da esquerda e, entre eles, o comentário único e carregado de ironia é que os petistas são “amadores”. Verdade é que aqueles senhores conhecem como ninguém a arte de se apropriar de recursos públicos. Como exemplos mais recentes cito as privatizações das estatais; os títulos cambiais; os juros da divida pública; bilhões de reais para financiamento de suas campanhas políticas através de Caixa 2. Todos sabem, mas a imprensa finge ignorar, que o DNA do valerioduto é tucano, criado na campanha de reeleição do governador de Minas, Eduardo Azeredo, em 1995. Todos conhecem os inúmeros escândalos do governo Fernando Henrique que foram abafados tanto pela imprensa quanto pelo parlamento corrupto e vassalo da época. No entanto, publicamente, esses senhores se tornaram paladinos da moralidade com o apoio decisivo da mídia nacional, partidária, aética, que forja notícias e deturpa fatos, dependente de grupos de poder. Pior que um moralista, só um falso moralista. Mesmo com todos os equívocos cometidos por alguns setores do PT, é inegável que, dos grandes partidos existentes, é ele o que tem mais condições de lutar contra a corrupção. A corrupção nada mais é que a apropriação ilegal dos bens públicos por interesses privados. Nesse particular, políticos do PSDB, como José Serra, por exemplo, são mestres. Quem leu “A Privataria Tucana” do jornalista Amaury Ribeiro Junior, sabe do que estou falando. Mais uma vez a imprensa tupiniquim fez questão de ignorar as graves denúncias do livro. Neste sentido, os partidos representantes do grande capital, com a intimidade que adquiriram com o lucro e a apropriação privada, serão sempre os mais tentados a ultrapassar as fronteiras da legalidade para se apropriarem de bens públicos. Já partidos populares como o PT, íntimos da luta pela igualdade e pela justiça social, serão sempre menos vulneráveis à corrupção, apesar da imprensa dizer e pregar exatamente o contrário. Enfim, como escreveu Marcos Coimbra na edição 705 de CARTA CAPITAL: “naquele do PT, nada foi provado que sugerisse ter havido ‘mensalão’, na acepção que a palavra adquiriu em nosso vocabulário político: o pagamento de gordas propinas mensais regulares a parlamentares para votar com o governo.” Nessa mesma linha, Walter Maierovitch, na mesma edição da revista, escreveu: “de olho num desgaste de adversários em período eleitoral, muitos aplaudem a pressa do STF (em julgar o chamado mensalão do PT). Lógico, se esquecem da lentidão do processo chamado mensalão tucano( que a imprensa finge ignorar)”. Quer a nossa imprensa que o julgamento pelo STF do que se convencionou chamar de mensalão do PT seja estigmatizado como o julgamento do século no país. Nós, os brasileiros que não lêem VEJA nem se deixam enganar pelo JORNAL NACIONAL, sabemos que o verdadeiro julgamento do século seria exatamente aquele em que fossem colocados na cadeira de réus, os grandes predadores do Estado, ligados ao grande capital privado e às finanças nacionais e internacionais, os quais se dedicaram expressivamente às privatizações fraudulentas, ao assalto aos fundos de pensões, à compra de parlamentares e às mais diversas e cruéis atitudes aéticas em prejuízo do erário nacional. A esses sim, caberia um extraordinário e justo julgamento, fosse probo nosso poder judiciário. Jeferson Malaguti Soares Ribeirão das Neves-MG

terça-feira, 3 de julho de 2012

Comentários Políticos: A Sina do capitalismo

Seria o capitalismo a única garantia de sobrevivência da democracia? Já ficou provado que não. O capitalismo se alimenta de crises, das suas e da dos outros que ele fomenta. Além disto, o regime capitalista existe sobre dois pilares básicos: a propriedade privada e a proteção das riquezas. Isto é, o capitalismo, sustenta-se nas desigualdades sociais e na acumulação de riquezas. Dessa fórmula cruel se alimenta o imperialismo de estado, contra a democracia e os conceitos básicos de cidadania. Cidadania e democracia são realidades que se completam. Exercer a cidadania plena é ter plenos direitos civis, políticos e sociais. Direito à vida, à liberdade, à igualdade perante a lei, participar dos destinos da sociedade, votar e ser votado, e participar da riqueza coletiva com direito à educação, ao trabalho ao salário justo à saude, a uma velhice digna. As desigualdades sociais são o nascedouro de todos os abusos praticados em nome do capitalismo, pelo pretenso bem da democracia. Hoje, não interessa mais se o homem é honesto, mas sim se tem talento. São premiados os belos discursos, e nenhuma boa ação é tão reconhecida quanto. Como escreveu Sartre, “compreender é modificar-se, ir além de si mesmo...” O capitalismo é urgente, não permite tempo para compreender-se, muito menos modicar-se. Ao contrário do capitalismo, a realidade do marxismo tem o poder de transformar as pessoas, a sociedade, os conceitos de consumo, e de bem estar social. O capitalismo incentiva sub-homens a se tornarem conscientes de sua sub-humanidade. O capitalismo é avaro, na medida em que prega subliminarmente que o caminho mais eficaz de ter/possuir, é através da rapinagem. O socialismo prega trabalho, e que o trabalho pertence ao homem, bem como seus frutos. A doutrina marxista é invencível, pois é verdade pura. Não existe Estado socialista sem socialismo de Estado. Já o capitalismo não existiria não fosse o liberalismo libertino, que premia aqueles que têm e rejeita os que nada têm. O caminho do socialismo é premiar a todos pelo fruto do trabalho de cada um. Aí está a sina do capitalismo: legitimar o socialismo. Jéferson M. Soares Ribeirão das Neves-MG